quinta-feira, 30 de abril de 2009
Vamos lá ver se trago algum livro ou se venho de mãos a abanar por querer trazer a feira inteira para minha casa...
Ah e não se esqueçam de trabalhar muito, muitooo amanhã que é o dia do trabalhador, ok? Não quero ninguém na cama depois das 8:00h.
O toque
Não tenho tanta força como digo e como penso. Cada toque teu revela-me a minha fragilidade, a minha necessidade, a minha dependência. A minha dependência do amor, do carinho, do respeito, da amizade e do sentimento correspondido. Cada toque teu deita os meus próprios dogmas a baixo, não tenho o controle como pensava. O toque permite-me levantar se estiver abalada e, se estiver bem, permite-me encher-me de questões, sentimentos, sensações até então desconhecidas ou por redescobrir…
Não é apenas físico, é uma viagem. Uma viagem por dentro de mim, por dentro de ti... Não tires a mão de cima da minha, deixa-a aí até ao acordar.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Máscara
C oncordo totalmente com o autor do texto que coloquei no post anterior. Escondemo-nos por trás da nossa linguagem, de perguntas retóricas, do humor… Não somos fiéis a nós mesmos, não nos respeitamos, não damos espaço a nós mesmos… Será que ainda o conseguiremos ser, em qualquer altura, caso queiramos?
As consequências não podem ser positivas. Não me admira que exista tanta gente com crise de identidade, medos sociais… Será que pensamos que se deixarmos de ser nós mesmos, os outros deixam de gostar de nós? E será que isso não é ao mesmo tempo verdade e mentira? Mas mais verdade ou mais mentira?
Os outros estão tão alheios, tão metidos para dentro de si mesmos que não querem saber do que realmente os outros são ou sentem. Não estão para se incomodar com isso… As pessoas só gostam de estar e falar com alguém bem-disposto e bem-humorado, alguém sem defeitos, sem problemas, sem crises, sem traumas, de preferência sem uma personalidade demasiado vincada… Se por qualquer motivo a pessoa já não está assim, então já não é a mesma. Mas será que alguma vez o foi?
Quando não ligamos a alguém por essa pessoa estar de baixo e “diferente” do seu eu (?) normal, podemos estar, então, a deixar escapar uma oportunidade de a conhecer melhor ou simplesmente de a conhecer finalmente, ponto final. Eu gosto de aproveitar esses momentos… acho que podem ser os mais ricos na relação, no conhecimento, não só para a pessoa como para quem a está a deixar ser ela mesma.
Quando procedemos assim, escondendo-nos por trás de uma máscara protectora (linguagem, mas não só) deixamos de ser nós mesmos, o Eu deixa de existir e passamos a ser todos apenas seres programados para ser aquilo que os outros esperam. Assim, deixamos de “ser” passamos apenas a “existir”.
Linguagem Exterior
Aqui vai um excerto do livro "Cartas para Cláudia", emprestado pela minha querida afilhada Cláudia (obrigadaa),do qual eu gostei particularmente:
“Tudo se passa como se a linguagem exterior, a que costumamos usar para comunicar-mos com os outros, nem sempre fosse o reflexo fiel do que aparentemente quero dizer.
Às vezes, eu sou eu
E a minha linguagem é o meu disfarce.
Por exemplo, imaginemos que quero dizer-te o seguinte:
«Ontem, quando me insultaste, zanguei-me muito e senti vontade de te partir uma cadeira na tua cabeça.»
Se me disfarçar dir-te-ei: «Às vezes, a agressividade perturba qualquer um. »(???)
Repara na indefinição, na ambiguidade e na falta de compromisso da segunda frase: «Às vezes (quando?)m a agressividade (qual? De quem? Contra quem?) perturba (o que faz?) qualquer um (quem?).
Outro exemplo. Digo-te: «Queres tomar um café?», em vez de: «Quero tomar um café contigo. Peço-te que me acompanhes.»
Muitas vezes, fazemos perguntas em vez de afirmar um pensamento que nos pertence.
Essas são as nossas «frases encobridoras».
Se cada vez que fizer uma pergunta encontrar a afirmação escondida, dar-me-ei conta de muitas afirmações que omito.
Perguntar é uma eliminação, um roubo que faço de uma parte do que digo ou de toda a minha expressão.
Na pergunta não há compromisso, falo sem dizer, disfarço-me.
Para que faço estas coisas? Quero que os outros gostem de mim (?), me aprovem, me aceitem, estejam contentes de conhecer uma pessoa tão agradável e simpática como eu. Tenho medo de ser repelido, de ser abandonado, de ser criticado, de que não gostem de mim.
E, então, abro o baú dos recursos e disfarço-me: um nariz redondo, um pouco de carmim, um chapéu atraente, uns sapatos engraçados e, sobretudo, fato e gravata (porque não se deve perder a formalidade…). Então engano-te, vigarizo-te, minto-te…
Tu aceitas o meu disfarce, queres o meu disfarce, admiras o meu disfarce… E, se eu o fizer bem, talvez nem sequer te dês conta e julgues que te estas a relacionar comigo. “
Bucay, J (2005). Cartas para Cláudia: Ensinamentos de um psicólogo a uma velha amiga. Cascais: Pergaminho. PP. 49 – 50.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Já terminei de ler o livro “Nunca me Esqueças” de Lesley Pearse e posso dizer que foi um dos melhores livros que eu já li até agora. Não estou exagerar, o livro é mesmo bom senão, com tantos trabalhos e matéria para estudar, nunca teria acabado 432 páginas em tão pouco tempo. Fiquei viciada e confesso que comecei a ficar mesmo triste quando percebi que já estava quase a acabar. Ainda tentei começar a ler menos de cada vez para que pudesse saborear mais tempo a história mas isso era viciante, não conseguia parar.
O livro não tem nada a ver com a capa e acredito que quem escreveu a sinopse não se tenha dado ao trabalho de ler o livro é que a sinopse parece tirada de qualquer outro livro menos deste… Quando olhei para o livro numa estante na fnac pensei logo que se tratava de um típico romance “cor-de-rosa” direccionado para um público feminino, ao estilo de Daniel Steel ou Nicholas Sparks. Conclusão: enganei-me profundamente. Eu gosto dos dois autores atrás referidos, mas a escrita de Lesley Pearse consegue ser muito mais aprofundada, mais detalhada, enfim… parece tudo mais real e nunca se tem a sensação de saber o que vai acontecer aseguir.
O livro conta a história verídica de Mary Broad (ou Bryant) e de tudo aquilo pelo que ela passou após ter sido deportada para a Austrália (Séc. XVIII). Ela continha uma inteligência que lhe permitiu sobreviver a todas as torturas e ao modo impiedoso com que os prisioneiros eram tratados na altura.
Mary Broad foi uma lutadora que colocava aqueles que amava e os seus valores acima de tudo, nunca se rebaixando perante nada. Mesmo perante todas as adversidades (não sei o que lhe poderia ter acontecido mais) ela arranjava sempre força para encorajar os outros e conseguia sorrir e apreciar as pequenas coisas da vida.
A autora tentou ser o mais fiel possível à história de Mary e isso é o que torna todo o livro tão extraordinário.
Um livro que demonstra o que de pior tem o Ser Humano quando se encontra em situações adversas e as coisas a que é capaz de se submeter e fazer aos outros, no entanto demonstra também todo aquele lado bom que só um Ser Humano é capaz de demonstrar em momentos em que já nada conta, nem a própria vida.
Como é possível continuar a sentir amor e preocupação pelos outros quando já se perdeu tudo o que se pode perder, se está doente, com fome, com frio, com dores, com sede, sozinho, quase a morrer? Como é possível ter instinto de sobrevivência, vontade e força para viver quando se perdeu tudo e nada tem significado? Onde é que vamos buscar as forças quando parece que tudo acabou?
Recomendo a leitura deste livro… É espectacular mesmo!
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Comptine dUn Autre Été - Yann Tiersen
Esta música desprovida de qualquer letra é, para mim, de uma profundidade imensa na qual, cada vez que a oiço, mergulho na imensidão de sentimentos, emoções e pensamentos que ela me transmite. A letra é criada mentalmente por mim e isso faz dela a mais profunda das letras. Sempre que a oiço é inevitável fechar os olhos e sentir que estou numa floresta a correr desalmadamente sem me cansar e sem fim à vista, completamente sozinha por entre um caminho de terra repleto de árvores dos lados, húmido e um pouco sombrio. Corro, corro, corro e não sei bem para onde vou. Pareço desesperada como que a fugir de algo, sem saber para onde ir ou o que procurar, no entanto estou invadida por uma paz enorme, a paz que tanto procuro e que muitas vezes encontro quando mergulho nesta música e percorro este caminho.
Façam a experiência. O que sentem vocês?
Prendinhas
Já há algum tempo que tenho reparado que no Hi5 tem aparecido uma cena nova que é o Hi5 Prendas. Basicamente serve para enviar prendinhas aos nossos amiguinhos, quando fazem anos, quando passam a carta, quando acabam o curso, enfim... serve para todas as ocasiões. É uma ideia engraçada, não é? Podemos enviar cachorrinhos lindos e fofos pela Internet, telemóveis topo de gama, tiaras, peluches fofinhos, bolos, gelados, vinho... Uma doçura.
O problema é que estas prendinhas pagam-se, é verdade. Para oferecerem um desenho de uns balões têm de pagar. Por exemplo, o mínimo possível é comprar 400 moedas = 5 euros. É um bom negócio em tempo de crise, ainda por cima quando os avanços tecnológicos estão tão avançados em que qualquer pessoa clica no Print Screen et voilà, têm a prendinha preparada para embrulhar e enviar aos amiguinhos.
Aqui vão uns exemplos:

Quem é que gasta dinheiro real em coisas destas? Bom, deixo aqui um apelo: peço que todos os meus amigos me dêem prendinhas hi5, de preferência a primeira ou a segunda é que eu sou esquisita... Se não me derem uma prendinha eu amuo... é importante!
Ai ai
sábado, 18 de abril de 2009
Comecei hoje os treinos para fazer malabarismo com quatro bolas. Resultados: Já consigo!! ... mas pouco. Chego à segunda volta e voa-me tudo para todos os lados, pareço uma tontinha. Perco as bolas todas de cada vez que tento e lá vou eu procurá-las demorando uns 10 minutos para encontrar cada uma...isto dá trabalho!! uff... :)
Paz
"paz
nome feminino
1. ausência de guerra
2. serenidade; tranquilidade
3. sossego
4. repouso
5. silêncio
6. boa harmonia
7. conciliação
8. paciência; "
Usamos muitas vezes esta palavra mas nem temos, talvez, a noção da profundidade do que ela significa. Esta é uma das melhores sensações que o ser humano pode sentir, senão mesmo a melhor (arrisco-me a dizê-lo sem qualquer receio).
Acho que a maioria das pessoas já não sabem o que significa esta palavra porque simplesmente não conhecem a sensação, já se esqueceram do que é... Às vezes pensamos que estamos tranquilos, que está tudo bem, mas estaremos totalmente em "paz"? Só espero que a velocidade a que cada vez mais ocorre a vida das pessoas nunca extinga esta sensação, caso isso não esteja já a acontecer...
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Iceberg
Estou sempre a dizer que a mente humana é a área mais interessante que pode haver, não só pela sua complexidade mas por tudo o que está inerente a ela. No entanto, cada vez me revolto mais contra ela. Cada vez considero mais o ser humano como um robot, mas um robot com sentimentos, sensações, pensamentos, inteligência, etc. Temos um cojunto de orgãos que se não tivermos cuidados com a sua manutenção se avariam prejudicando todo o resto do corpo. Somos um conjunto e não apenas um. Não comandamos o nosso corpo, não temos a capacidade de nos comandarmos e controlar-mos a nós mesmos. Somos seres racionais e estamos habituados a resolver problemas dos mais variadissmos graus de complexidade e dificuldade, no entanto não somos capazes de ter controlo sobre nós mesmos.
O ser humano pensa que é um ser superior mas quando tem a descoberto as suas fraquezas sente-se inferior, inferior a outros seres humanos que simplesmente se refugiam por trás de um manto roto de força e ficção. Somos todos iguais, todos inferiores aos outros, ao que pensamos ser, a nós mesmos. Se tivermos um problema de saúde, não é por muito querermos ou por darmos ordens ao cerebro para ficarmos bem que ficamos, de facto, curados. Não temos capacidade sobre os nossos próprios corpos, não temos autoridade sobre a nossa própria mente.
A nossa mente passa o tempo a passar-nos rasteiras, a fazer o que não queremos... o pior é quando o faz escondida de nós, no nosso sub-consciente para que nem possamos dar conta das armadilhas que ela nos prepara.
Estou cansada de ser controlada por uma mente que não tenho noção do que está a tramar. O nosso cérebro está dentro de nós, supostamente ele produz o que somos então porque é que não o podemos impedir de fazer o que quer? Porque não o controlamos? Se a nossa mente se vira contra nós, então somos nós que estamos numa batalha connosco mesmo, que estamos a fazer mal a nós próprios. Somos tão inteligentes… mas tão fracos ao mesmo tempo. Procuramos a felicidade, queremos ser felizes, mas somos os maiores masoquistas à face da terra: somos nós quem faz mal a nós mesmos.
Desculpem, não vão entender este post. Realmente, olhando para o texto, não há mesmo nada a entender. É apenas um desabafo de alguém que se quer libertar de si mesma e, que por muito feliz que seja, quer conquistar cada vez mais o alto da felicidade libertando-se das teias obscuras do seu insconsciente.
domingo, 12 de abril de 2009
"Grande Pensação 3"
Tema: Imagina que, à noite, de luz apagada, encontras um macaco no teu quarto. Conta aquilo que fazes.
Ano 2000
"Eu numa certa noite de lua cheia, encontrei um macaco empoleirado em cima do meu computador. Fiquei muito assustada e disse-lhe:
- Sai daqui seu mal cheiroso. Mas ele não saiu e respondeu-me: - Desculpa estar em cima do teu computador, mas sabes é que eu fugi do Zoo e preciso de um lugar para ficar, senão eles apanham-me.
- A sério? Perguntei eu.
- Sim, eles não nos tratam nada bem e passam o tempo a bater-nos.
- A sério? Coitado. Bem pregaste-me um grande susto, mas podes ficar comigo e o teu nome será Sortudo porque conseguiste escapar, está bem?
- Está, disse ele.
Então a partir daí o macaco ficaria comigo, mas só se isso acontecesse de verdade e é claro que isto é uma história!"
Uff. Ainda bem que eu referi que era só uma história, não fosse a professora pensar que eu era maluquinha ou denunciar ao Jardim Zoológico que eu tinha o macaco escondido em casa. Esperta!"Grande Pensação 2"
Tema: "No chão vi uma seringa"
22 de Outubro de 1998
"Liliana, Raquel e Inês estavam a passear e de repente viram uma seringa. Raquel disse: - É melhor não mexer-mos nesta seringa.
- Porquê? Perguntou a Inês
- Porque pode ter droga e não se sabe quem a usou, disse a Liliana.
- É melhor irmos ao parque em vez de estarmos aqui paradas, disse a Inês.
- Tens razão, concordou a Liliana.
As três foram para o parque mas viram um monte de seringas, então a Raquel disse: - É melhor seguirmos as seringas para sabermos quem as usa e não tem o cuidado de as destruir.
- Mas a Inês vai chamar dois adultos, disse a Liliana. E todas ficaram de acordo.
Seguiram o rasto de montes de seringas que pareciam setas e finalmente encontraram quem as tinha: era um enfermeiro. Já não tinham nada a temer, mas quando a Inês chegou com dois adultos fartaram-se de rir, mas aprenderam uma grande lição: mesmo que vejam uma seringa e pensem que é de um enfermeiro, nunca toquem nelas porque podem não ser".
sábado, 11 de abril de 2009
As férias estão a acabar, nem acredito como passaram rápido. Parece que tudo o que é bom passa realmente rápido, aliás ultimamente acho que tudo (bom e mau) passa rápido, algo que me assusta e me faz pensar bastante. O tempo está a passar tão rápido e a vida com ele e isso é o que assusta mais.
A sociedade está doente de tanto stress, de tanta correria, tanto trabalho, tão pouco tempo livre. A sociedade do lazer está a crescer mas a vida das pessoas tende a não acompanhá-la com este ritmo frenético com que a vida nos passa à frente.
Acho que temos de levar a vida menos a sério, quer sejamos estudantes, trabalhadores, desempregados ou qualquer outra coisa. Temos de levar tudo isso a sério senão não evoluímos e o nosso futuro fica confiscado, mas talvez não tão a sério (não chegando ao exagero de muita gente que vejo nas faculdades, por exemplo). É tempo (é sempre tempo enquanto há vida) de viver, de parar e saborear cada momento pois este nunca mais voltará e parece que cada vez passa mais rápido, de evoluirmos, de fazermos as coisas de que gostamos, de estarmos com as pessoas de quem gostamos e que gostam de nós e de nos entregarmos a elas, é tempo de sermos (realmente) felizes.
A vida é para ser vivida, então porque temos sempre de pensar o que é que os outros irão pensar das nossas acções, o que será politicamente correcto de se fazer/dizer, termos de seguir normas e vidas pré-definidas à nascença? O Ser Humano é mesquinho, é mesmo. Que importa tudo isto? O que importa é sermos felizes, é isso que vai contar quando formos velhotes e olharmos para trás, para a nossa existência.
O que coloca as pessoas neste estado de sobrevivência é, digo eu, o medo do futuro. Tudo o que fazemos é para que possamos ter um futuro melhor, o problema é que estamos a prejudicar o presente e com ele o futuro é também afectado negativamente ao prejudicar-nos a nós como pessoas. Somos todos vitimas de nós próprios (eu falo mas sou também um exemplo claro disso) e da evolução (?) da sociedade actual que nos obriga a acompanhar o seu ritmo.
Quando comecei este post era para ser um post sobre o facto de as férias terem passado rápido e ainda ter muita coisa por fazer. Adorei as férias e não me apetecia nada voltar às aulas na segunda... Bem, o post era sobre isso. Nota-se? A mente é surpreendente, realmente.
"Grande pensação 1"
Encontrei uma preciosidade: as minhas coisinhas da escola primária. É incrível o tamanho da minha imaginação e o facto deao ler as composições ainda hoje me lembrar do que sentia, pensava e via no momento em que as estava a escrever. Vou deixar alguns dos meus textinhos para lerem, tal e qual como foram escritos.
O título do post está relacionado com a seguinte frase que eu disse à minha mãe certo dia quando vinha da escolinha: "Mãeee, mãeee, sabes o que é que a professora disse? Ela disse que eu tenho uma grande... uma grande... PENSAÇÃO, mãe!! Uma grande pensação". Sinónimo de imaginação, claro. eheh Que saudades...
Aqui vai:
12 de Outubro de 1998 (9 aninhos)
Tema: Põe a tua cabecinha a pensar e imagina um conto começado por: Era uma vez....
«Era uma vez um ovo que andava e falava na sua terra, ninguém gostava dele porque era um ovo e chamaram-lhe o fracasso. Um dia o ovo muito triste, foi-se embora para o fundo do mar. Ele encontrou uma sereia, a sereia fartou-se de gozar com ele, mas de repente apareceu um polvo e atacou-a, a sereia começou a gritar por socorro e o ovo muito furioso lutou com o polvo, e o polvo largou a sereia e começou a fugir, a sereia muito agradecida deu-lhe uma barbatana e o ovo foi-se embora.
Mas desta vez foi para a Índia onde encontrou um menino índio que começou a gozar também do ovo, mas de repente houve um tremor de terra onde o menino índio ia quase caindo, ele também gritou por socorro e o ovo tirou-o do buraco e deu um grito que o tremor de terra desapareceu. O menino índio muito agradecido deu-lhe uma pena e o ovo foi-se embora ter com um amigo e o amigo deu-lhe uma péssima notícia, os brinquedos tinham desaparecido e então o ovo armou-se em detective e encontrou os brinquedos num saco e quem tinha o saco era um ladrão, então o ovo fez uma coisa ao ladrão e o ladrão deixou cair os brinquedos e foi-se entregar à polícia. Assim todos começaram a chamar ao ovo, "o ovo corajoso".»
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Visita nº2
Hoje fizemos uma visita a outra quinta e foi muito bom. Acho que, em princípio, será esta a escolhida mas não posso afirmar nada porque ainda temos alguns locais para ver e só depois disso é que vamos fazer a escolha final.
Apesar de ser muito emocionante ver quintas e pensar no dia, tudo isto é muito cansativo. É complicado escolher um sítio porque há sempre alguma coisa que não nos agrada e não temos propriamente um grande leque de quintas para escolher com as condições que queremos. Bem, dentro das que temos, teremos de ver qual a que nos preenche melhor. Teremos sempre de abdicar de alguma coisa e isso é cansativo (não encontro outra palavra). De qualquer das formas, nada disto tira a alegria que é começar os primeiros preparativos para o nosso grande dia. Terei que abdicar de algumas coisas mas será o nosso dia e é só isso que importa. Estou feliz. A quinta tem uma envolvência natural fascinante, tem uma paisagem lindíssima, não é muito longe e dá para fazer, em princípio, tudo aquilo que nós queremos. Que mais posso eu querer?
Confesso que quando entrei na quinta, o primeiro impacto foi negativo mas, neste momento, estou tão contente por ter encontrado um lugar assim que nem sei... Fui injusta. Vamos lá ver. Só quando acabar a ronda aos locais é que vou saber qual escolher e tenho a certeza que será perfeito.
Ah, desta vez a senhora que nos fez a visita à quinta só olhava para o meu namorado e parece que só lhe ligava a ele. Afinal não é só a noiva que importa. Pronto, eu prometi-te que deixava cá este comentário (eheh).
terça-feira, 7 de abril de 2009
Malabarismo para o cérebro
Aprender a manter três bolinhas no ar faz o córtex aumentar, conclui estudo.
«Você certamente já tentou com laranjas ou bolas de tênis, não conseguiu passar da segunda laranja sem deixar tudo cair no chão, e deixou o exercício para lá. Mas se houver motivação suficiente, como a esperança de uma namorada impressionada ou de um trocado suado no sinal de trânsito, você e os meninos de rua conseguem aprender a manter três bolas no ar durante um bom minuto. Como?
"Graças a mudanças funcionais no cérebro", seria a resposta tradicional. Uma vez adulto, o cérebro não mudaria mais sua estrutura, embora continuasse capaz de alterar seu funcionamento, enquanto aprende uma nova palavra e seu significado ou como dedilhar um instrumento musical. Um simpático estudo alemão publicado na revista Nature, no entanto, mostra que o cérebro é capaz de fazer ainda mais: sua estrutura muda, sim, com o aprendizado.
Arne May e colaboradores, na Universidade de Regesburg, Alemanha, pediram à metade de um grupo de 24 jovens voluntários que aprendesse a manter três bolinhas no ar durante ao menos um minuto, naquela manobra clássica do malabarismo em que as mãos se alternam para jogar bolinhas para o alto, na frente do rosto. Antes de começar o treino, todos os voluntários -- mulheres, na maioria -- submeteram-se a uma sessão de ressonância magnética, para registrar em detalhes a estrutura pré-malabarismo de seus cérebros.
Passados três meses, durante os quais as jovens ficaram craques em manter as bolinhas no ar, todos os voluntários, novos malabaristas ou não, passaram por outra sessão de ressonância magnética, em busca de alterações estruturais em áreas do córtex cerebral que pudessem participar do novo talento. Resultado: enquanto o cérebro dos não-malabaristas não mostrava alteração alguma, duas regiões no córtex de todos os novos malabaristas tinham aumentado uns 3% de tamanho.
As duas regiões aumentadas com a prática da manutenção de bolinhas no ar participam do processamento visual: uma é responsável pela visão de movimento dos objetos, a outra pela sua localização espacial. Curiosamente, os pesquisadores não encontraram nenhuma alteração em áreas corticais responsáveis pelos movimentos das mãos. Por que não? "Aprender malabarismo envolve principalmente a percepção de objetos em movimentos e a antecipação de sua nova localização espacial a cada momento", sugere a equipe, "e um controle motor apenas bom, o que todos os nossos voluntários já tinham." Portanto, o treino deve levar a alterações em regiões visuais do córtex, e não em regiões motoras.
E se o treino com as três bolinhas faz regiões do córtex expandir, a interrupção do treino faz com que essas regiões... voltem ao normal. Após o exame que constatou a expansão cortical, os pesquisadores pediram aos novos malabaristas que não tocassem mais nas bolinhas: durante outros três meses, eles não deveriam nem praticar, muito menos tentar melhorar seus dotes com uma quarta bolinha.
Findos os três meses sem treino, todos os voluntários passaram novamente pela ressonância magnética para medir o tamanho daquelas áreas que haviam aumentado. Quem não havia aprendido malabarismo continuou com tudo bonitinho, do mesmo tamanho. Os que haviam aprendido mas deixaram de praticar ainda tinham uma ligeira expansão daquelas duas regiões do córtex visual, mas a expansão era mais discreta: pouco mais de 1% em relação ao estado inicial. Ou seja: as áreas visuais que provavelmente participaram do aprendizado estavam voltando às origens.
E as habilidades malabarísticas dos voluntários também. Para seu desapontamento -- mas nenhuma surpresa --, eles agora deixavam as bolinhas cair no chão. Sinal de que a expansão do córtex não só é função do aprendizado, como também pode ser a diferença que permite a execução bem-sucedida da tarefa.
Mas além de demonstrar que o cérebro adulto ainda é capaz de mudar sua estrutura, o maior feito da equipe talvez seja confirmar o que neurocientistas de várias especialidades já vêm pregando há tempos: "seu cérebro/neurônios/sinapses: use-os ou perca-os". A massa adicional de córtex -- não se sabe se composta por novas conexões, células gliais ou, quem sabe, até por novos neurônios -- adquirida com o aprendizado do malabarismo só se mantém enquanto servir para alguma coisa. Pare de praticar e seu córtex desaprende.
E então só resta começar tudo de novo. Mas com um consolo: em três meses de prática, as regiões necessárias do córtex deverão conseguir expandir de novo, e seus dotes malabarísticos serão recuperados. E aí, que tal ir correndo buscar três laranjas na geladeira e ver se você consegue expandir seu córtex visual?»
Fonte:
Draganski B, Gaser C, Busch V, Schuierer G, Bogdahn U, May A (2004). Changes in grey matter induced by training. Nature 427, 311-312.
Fixe, hein? Lembrei-me de pesquisar isto após ter passado a manhã a treinar. Confesso que já estava bem enferrujada. Tenho de começar a treinar com 4 bolinhas... Ui! :)
segunda-feira, 6 de abril de 2009

Uma semaninha de férias. Ah tão bom. Acho que todos os estudantes e profissionais do país deviam ter, de vez enquanto, uma semaninha de pausa para poderem desfrutar da vida e aproveitarem para porem as suas coisinhas em dia.
Eu que o diga... Hoje foi um dia de pausa fantástico. Acho que o dia de hoje foi mais produtivo (a nível pessoal pelo menos) do que um mês inteiro. Acordei de manhã e fui fazer uma caminhada enquanto ouvia música no meu mp4. Quando voltei para casa, joguei eye toy (eheh) e depois fui para o baloiço do meu quintal aproveitar o sol e ler o meu novo livro (que aproveito para dizer que até agora tem sido muitíssimo bom). À tarde fui para uma esplanada beber um capucciono e estudar durante uma hora Administração e noutra hora ler o meu livrinho novamente :) Fogo, há tanto tempo que não sabia o que era ler algo simplesmente por lazer. Enquanto lá estava, estive a ouvir os passarinhos a cantar e a vê-los a brincar uns com os outros, foi tão bom.
Ainda tive tempo de dormir e brincar com a minha a minha Sweety linda. São dias destes que nos fazem detestar o Inverno porque basta acordar e olhar para o sol que ficamos logo bem-dispostos e com vontade de saltar da cama :) Tão bom.
Fiquei triste porque no café ouvi uma história de um cão da vizinhança que tinha levado um pontapé no olho e ficou completamente deformado, de seguida foi abandonado e agora está com uma vizinha. Fiquei tão agoniada com o nojo que senti de quem lhe fez aquilo. Quem é o animal afinal? Deviam enjaular essa pessoa, sinceramente... Os seres humanos devem, de facto, ser a pior espécie que existe neste planeta. A razão pode ser muito importante e fazer de nós seres “superiores”, no entanto acho que é essa mesma razão e aquilo que ela nos permite fazer que nos torna em verdadeiros monstros neste mundo.
domingo, 5 de abril de 2009
Achei piada é que a senhora queria saber muito mais a minha opinião e sempre que falava era sobre a vontade da noiva... eheh. Coitados dos homens. Foi mesmo agradável, mas ainda vamos ter de ver mais. Aliás, acho que vou agora mesmo fazer o próximo contacto. Sim, é incrível, mas já há montes de marcações para o ano que vem...
A partir de agora vou começar a deixar aqui todos os preparativos e todas as coisinhas para o grande dia :) ai ai tanta coisaaaaa..
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Nunca me esqueças de Lesley Pearse
Sinopse:
"Num dia…
Com um gesto apenas…
A vida de Mary mudou para sempre.
Naquele que seria o dia mais decisivo da sua vida, Mary – filha de humildes pescadores da Cornualha – traçou o seu destino ao roubar um chapéu.
O seu castigo: a forca.
A sua única alternativa: recomeçar a vida no outro lado do mundo.
Dividida entre o sonho de começar de novo e o terror de não sobreviver a tão dura viagem, Mary ruma à Austrália, à época uma colónia de condenados. O novo continente revela-se um enorme desafio onde tudo é desconhecido… como desconhecida é a assombrosa sensação de encontrar o grande amor da sua vida. Apaixonada, Mary vai bater-se pelos seus sonhos sem reservas ou hesitações. E a sua luta ficará para sempre inscrita na História.
Inspirada por uma excepcional história verídica, Lesley Pearse – a rainha do romance inglês – apresenta-nos Mary Broad e, com ela, faz-nos embarcar numa montanha-russa de emoções únicas e inesquecíveis".
terça-feira, 31 de março de 2009
" A sociedade está doente?
Vivemos numa sociedade doente. O normal é ser doente e stressado. A sociedade se converteu num manicómio global. Por isso é que eu grito nos meus livros que esta sociedade é um manicómio global, e toda a gente está a concordar. Onde estão as pessoas tranquilas? Onde estão as pessoas que param os carros para contemplar uma praça com flores? Onde estão as pessoas que param para escutar este pássaro? Os romanos viviam 40 anos em média e nós vivemos 70/80 anos, mas a vida média biológica aumentou e a vida média emocional diminuiu. Já notou que a vida passa rápido? Não percebe que daqui a uns anos vamos estar na solidão de um túmulo? O que precisamos de fazer para viver o máximo dentro do mínimo? Temos de ser gestores do nosso tempo, caso contrário somos vítimas do nosso próprio sucesso.
Como se distingue uma pessoa feliz de uma pessoa conformada com a vida?
Uma pessoa conformista é escrava das ideias tirânicas, tais como «não tenho capacidade», «não consigo conquistar», «não faço a diferença na relação com as pessoas» ou «não consigo libertar o meu imaginário para criar soluções para os problemas». Uma pessoa que acha que está destinada a ser uma fracassada tem um pensamento mórbido. Quem crê em destino também é uma pessoa que vive uma vida pessimista, angustiada, contraída. O destino não é inevitável frequentemente. O destino é uma questão de escolha. Alguém que não consegue filtrar estímulos stressantes tem hipersensibilidade. Uma pessoa sensível preocupa-se com o amanhã, uma pessoa hipersensível vive o amanhã como se fosse real. Uma pessoa sensível preocupa-se com a dor do outro, uma pessoa hipersensível vive a dor do outro. Pessoas hipersensíveis desenvolvem transtornos emocionais como depressão, sensação de vazio existencial, mente agitada, irritabilidade, flutuação emocional. "
segunda-feira, 30 de março de 2009
domingo, 29 de março de 2009
O reencontro
Quando quase pensámos em desistir da nossa amizade de tantos anos...algo aconteceu. Não sei o que foi. Nas últimas saídas (muito poucas em 3 anos) parecia que não nos conhecíamos, ficávamos desconfortáveis uma com a outra, tínhamos conversas bastante formais e quase sem conteúdo pessoal. Já tinha medo de ir ter com ela ou de falar porque tinha medo de começar a aceitar que a amizade tinha acabado e que já não a conhecia. Felizmente, parece que houve um clique. Estivemos juntas há uns dias e pareceu que tínhamos retrocedido 4 anos, parecia que nunca nada tinha mudado e não conseguimos parar de falar. Foi tão bom. Agora não paramos de falar e já combinámos imensa coisa. O medo desapareceu...
Estou feliz, tão feliz com isto. Com espero que não seja apenas uma fase, mas o inicio de uma nova fase de uma grande amizade que começou há 10 anos atrás.
segunda-feira, 23 de março de 2009
O papa fez a seguinte afirmação: "Em nosso coração não haverá paz enquanto existirem irmãos que sofrem com a falta de comida, de trabalho, de casa ou outros bens fundamentais". E notou-se que ele estava a falar a sério. Viu-se no seu semblante carregado que havia uma genuina preoupação. A não ser que... a não ser que o semblante estivesse carregado pelo peso da cruz carregadinha de ouro que ele trazia ao pescoço. Pois, devia ser isso.
O papa é um querido (permitam-me as confianças) apelou à luta pela pobreza e por isso quis demonstrar já à priori o que é viver à grande e à francesa (ou neste caso à vaticano).
Será que o papa seria capaz de ajudar o povo, tipo vender a cruz de ouro, dar dinheiro da caridade, sei lá, deixar de viver no luxuoso vaticano e passar a viver numa casinha comum e passar a construir igrejas de madeira, tudo isto para ajudar aqueles que mais precisam? Ou até mesmo para ajudar os crentes católicos que passam por dificuldades?
Só faltava apelar à doação de dinheiro à igreja para que Angola possa, de facto, prosperar e acabar com a pobreza. Se calhar dava mais efeito. Bolas.
Estou mesmo contente. Era mesmo de uma coisa destas que Angola precisava, aliás toda a África prosperará após este acontecimento. Porque não pensaram nisto antes?
terça-feira, 17 de março de 2009
Quando estou com pessoas com quem estou genuinamente à vontade (raras) aí sim, sou eu. Como eu gosto de ser eu própria. É uma sensação de liberdade tão boa. Quem me conhece verdadeiramente não tem energia suficiente para me seguir durante muito tempo. Sou como uma criança… o meu namorado às vezes até fica acanhado com as figuras que eu faço. Não aguento estar parada, não aguento falar sobre o mesmo assunto durante muito tempo, tenho de brincar, mexer-me, atirar-me para o chão, fazer macacadas, fazer caretas e rir-me… adoro dar aquelas gargalhadas libertadoras que são mesmo verdadeiras. Eu sou assim e gosto. Infelizmente, são raras as pessoas que me conhecem verdadeiramente.
Eu sou uma pessoa feliz e bem disposta, mas não sei porque não o consigo mostrar aos outros. É por isso que digo que me sinto presa, que tenho dúvidas, que não sei quem sou porque não sei ser eu quando quero… e isso irrita-me profundamente. Apesar de a maior parte das pessoas que me conhece, me achar divertida… eu tenho noção de que tenho na maior parte das vezes um semblante carregado com um ar sério e cansado. Porque? Não sei mas não sou eu…
É tão difícil para mim estar à vontade com as pessoas. Devo ser assim uma espécie de anti-social que, no entanto, adora pessoas mas que não sabe estar com elas… Não tem muita lógica, pois não? Raio da timidez.
Mas tenho de admitir que eu também sou esquesita... Digo que não tenho amigos, que não me identifico com a maioria das pessoas que conheço e que não me sinto bem com elas... e depois queixo-me para dentro. Muitos dizem que é defeito meu, mas eu acho que não... Acho que as pessoas estão cada vez mais más e mesquinhas e eu não me sinto bem com pessoas assim. Qual é a piada de estar horas sentada em grupo numa mesa a falar mal dos outros? Os nossos defeitos não nos chegam? Ou qual é a piada de falar todos os dias durante horas intermináveis de sapatos, de maquilhagem, de lingerie, de engates na discoteca e da forma como se gasta ordenados inteiros nessas coisas? Bem, pode até ser muito interessante, mas para mim não é. E eu não tenho culpa disso. Talvez tenha de procurar melhor...






