segunda-feira, 2 de julho de 2007

Se eu pudesse...

Quantas vezes damos por nós a dizer “se eu pudesse…. mas não sou eu quem manda”. É comum ouvir-se pessoas que fazem ou sentem algo que não lhes faz bem dizerem que se pudessem acabar com isso acabavam, mas que não têm culpa porque não são elas quem controla, quem decide.
A questão é: até que ponto será verdade?
Ainda hoje dei por mim a dizer algo parecido a mim mesma – “Se pudesse deixar de sentir isso… mas não sou eu que controlo, não tenho culpa, não consigo”.
Acho que passamos a vida a enganar-nos constantemente a nós mesmos. E o pior é que temos consciência disso (penso eu) mas mesmo assim conseguimos acreditar nas nossas próprias mentiras.
Estranho!
Sinto algo que no início pensei que passaria rápido, mas passados 11 longos meses isso não desapareceu, aliás começou por aumentar a cada mês que passava, até que passou a aumentar a cada semana, e continua… Eu “se pudesse” já não o sentia, porque traz muita coisa negativa. Porém, apesar de eu já não querer sentir isto, e “não ter o controlo” para pôr off, eu quero-o. Não morreu porque eu também ainda não parei de o alimentar.
Acredito que somos capazes de tudo, mas também acredito na grandeza da mente e do quanto podemos ser uns seres verdadeiramente complicados.
O ser humano é conhecido por ser um ser racional. Se é racional, logo tem poder para se controlar. Estamos sempre a ouvir “tu consegues, não és nenhum animal” (somos, mas isso é outra história), e coisas parecidas. Na verdade, nós não nos controlamos, nós não temos o poder do controlo de nós mesmos concentrado em nós e no nosso racionalismo, somos é controlados por nós. Confuso – somos controlados por nós, mas não nos controlamos. A nossa mente é o que nos controla, nós não a controlamos. Então se a mente controla e nós somos a mente, o que é que ela controla? Quem somos nós?
Não podemos simplesmente dizer “amanhã já não sou faço determinada coisa porque eu tenho o poder”, pois não sou eu quem manda, mas ao mesmo tempo sou a mente e o poder está em mim. Quem é que manda afinal? A mente. De quem é a mente? É nossa. Quem somos nós? Digamos que um resultado do que ela faz… Hum…
Isto tudo para dizer que apesar de eu já não querer sentir isto porque começa a magoar e muito, lá no fundo, bem fundo, eu quero e é por isso que ainda “não consegui”. Lá no fundo eu gosto do que sinto.
Bolas, não fazes parte do que eu quero que faças, mas a minha mente construiu-te e agora já fazes. Quero expulsar-te, mas és o convidado dela…
Porque é que gostamos de uma coisa que nos faz mal? Talvez inconscientemente pense que um dia poder-se-á transformar numa coisa boa… A razão diz-me que não, mas lá dentro algo diz que há sempre uma probabilidade. A razão diz-me que já não quero mais, mas eu digo que quero. A razão diz que não vale a pena e lá dentro digo “que raio de post é este?”

A Julia Roberts esteve em minha casa

Por acaso... digamos que o sorriso não engana!



mas o nariz é que é mesmo chapadinho...

Come what may...

Never knew I could feel like this
Like I've never seen the sky before
Want to vanish inside your kiss
Every day I love you more and more
Listen to my heart, can you hear it sings?
Telling me to give you everything
Seasons may change, winter to spring
But I love you until the end of time

Come what may
Come what may
I will love you until my dying day

Suddenly the world seems such a perfect place
Suddenly it moves with such a perfect grace
Suddenly my life doesn't seem such a waste
It all revolves around you
And there's no mountain too high
No river too wide
Sing out this song and I'll be there by your side
Storm clouds may gather
And stars may collide
But I love you until the end of time

Come what may
Come what may
I will love you until my dying day

Oh, come what may, come what may
I will love you, I will love you
Suddenly the world seems such a perfect place

Come what may
Come what may
I will love you until my dying day

Moulin Rouge