terça-feira, 31 de março de 2009

The Corrs

A minha banda preferida :D Espectacular!!





Citanto Augusto Cury (o meu autor preferido) em entrevista ao Jornal Destak (31/03/09):

" A sociedade está doente?

Vivemos numa sociedade doente. O normal é ser doente e stressado. A sociedade se converteu num manicómio global. Por isso é que eu grito nos meus livros que esta sociedade é um manicómio global, e toda a gente está a concordar. Onde estão as pessoas tranquilas? Onde estão as pessoas que param os carros para contemplar uma praça com flores? Onde estão as pessoas que param para escutar este pássaro? Os romanos viviam 40 anos em média e nós vivemos 70/80 anos, mas a vida média biológica aumentou e a vida média emocional diminuiu. Já notou que a vida passa rápido? Não percebe que daqui a uns anos vamos estar na solidão de um túmulo? O que precisamos de fazer para viver o máximo dentro do mínimo? Temos de ser gestores do nosso tempo, caso contrário somos vítimas do nosso próprio sucesso.

Como se distingue uma pessoa feliz de uma pessoa conformada com a vida?

Uma pessoa conformista é escrava das ideias tirânicas, tais como «não tenho capacidade», «não consigo conquistar», «não faço a diferença na relação com as pessoas» ou «não consigo libertar o meu imaginário para criar soluções para os problemas». Uma pessoa que acha que está destinada a ser uma fracassada tem um pensamento mórbido. Quem crê em destino também é uma pessoa que vive uma vida pessimista, angustiada, contraída. O destino não é inevitável frequentemente. O destino é uma questão de escolha. Alguém que não consegue filtrar estímulos stressantes tem hipersensibilidade. Uma pessoa sensível preocupa-se com o amanhã, uma pessoa hipersensível vive o amanhã como se fosse real. Uma pessoa sensível preocupa-se com a dor do outro, uma pessoa hipersensível vive a dor do outro. Pessoas hipersensíveis desenvolvem transtornos emocionais como depressão, sensação de vazio existencial, mente agitada, irritabilidade, flutuação emocional. "

segunda-feira, 30 de março de 2009

Comentário ao filme Revolutionary Road:


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domingo, 29 de março de 2009

O reencontro

Estive afastada de uma grande amiga minha durante muito tempo. Afastámo-nos como ambas nunca pensámos ser possível. Cheguei a questionar se a amizade realmente existiria... Criei uma teoria: Os amigos não existem. Existem até à adolescência mas depois passamos a ter um conjunto de conhecidos e uns mais conhecidos do que outros. Mesmo assim continuei sempre a ter algumas pessoas que considerava minhas amigas, é claro. Mas a dúvida esteve sempre bem vincada
Quando quase pensámos em desistir da nossa amizade de tantos anos...algo aconteceu. Não sei o que foi. Nas últimas saídas (muito poucas em 3 anos) parecia que não nos conhecíamos, ficávamos desconfortáveis uma com a outra, tínhamos conversas bastante formais e quase sem conteúdo pessoal. Já tinha medo de ir ter com ela ou de falar porque tinha medo de começar a aceitar que a amizade tinha acabado e que já não a conhecia. Felizmente, parece que houve um clique. Estivemos juntas há uns dias e pareceu que tínhamos retrocedido 4 anos, parecia que nunca nada tinha mudado e não conseguimos parar de falar. Foi tão bom. Agora não paramos de falar e já combinámos imensa coisa. O medo desapareceu...

Estou feliz, tão feliz com isto. Com espero que não seja apenas uma fase, mas o inicio de uma nova fase de uma grande amizade que começou há 10 anos atrás.
Respirar fundo. Finalmente. Ao final do dia de Domingo sinto-me feliz... mesmo após um fim-de-semana horrível e cheio de incidentes. Tenho andando bem disposta, muito bem disposta. Não durmo à mais de 48 horas, estou doente e mesmo assim estou bem disposta. Deve ser a Primavera, este Sol maravilhoso que não nos deixa perder o sorriso, mesmo quando, por momentos, não há motivos para o ter.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Os Angolanos estão muito felizes. Tenho a certeza que sim. Após estes dias com o papa por perto, tenho a certeza de que a vida deles mudou para sempre. Agora sim, tudo será diferente...para melhor!

O papa fez a seguinte afirmação: "Em nosso coração não haverá paz enquanto existirem irmãos que sofrem com a falta de comida, de trabalho, de casa ou outros bens fundamentais". E notou-se que ele estava a falar a sério. Viu-se no seu semblante carregado que havia uma genuina preoupação. A não ser que... a não ser que o semblante estivesse carregado pelo peso da cruz carregadinha de ouro que ele trazia ao pescoço. Pois, devia ser isso.

O papa é um querido (permitam-me as confianças) apelou à luta pela pobreza e por isso quis demonstrar já à priori o que é viver à grande e à francesa (ou neste caso à vaticano).

Será que o papa seria capaz de ajudar o povo, tipo vender a cruz de ouro, dar dinheiro da caridade, sei lá, deixar de viver no luxuoso vaticano e passar a viver numa casinha comum e passar a construir igrejas de madeira, tudo isto para ajudar aqueles que mais precisam? Ou até mesmo para ajudar os crentes católicos que passam por dificuldades?

Só faltava apelar à doação de dinheiro à igreja para que Angola possa, de facto, prosperar e acabar com a pobreza. Se calhar dava mais efeito. Bolas.

Estou mesmo contente. Era mesmo de uma coisa destas que Angola precisava, aliás toda a África prosperará após este acontecimento. Porque não pensaram nisto antes?

terça-feira, 17 de março de 2009

Há muito tempo que não faço malabarismo... Tenho de retomar bons velhos hábitos :)

Eu sou tantas pessoas numa, daí as dificuldades que por vezes tenho em perceber quem sou eu. A minha excessiva preocupação e timidez não me deixa ser eu própria quando estou com as outras pessoas, forçando-me, inconscientemente, a ser outro alguém que nem eu própria conheço nem quero conhecer, alguém sério. É como se existisse uma obrigação em ser essa pessoa, por muito que eu não queira. Talvez seja medo de que as pessoas me magoem, talvez seja isso que me faça distanciar-me... Não sei.

Quando estou com pessoas com quem estou genuinamente à vontade (raras) aí sim, sou eu. Como eu gosto de ser eu própria. É uma sensação de liberdade tão boa. Quem me conhece verdadeiramente não tem energia suficiente para me seguir durante muito tempo. Sou como uma criança… o meu namorado às vezes até fica acanhado com as figuras que eu faço. Não aguento estar parada, não aguento falar sobre o mesmo assunto durante muito tempo, tenho de brincar, mexer-me, atirar-me para o chão, fazer macacadas, fazer caretas e rir-me… adoro dar aquelas gargalhadas libertadoras que são mesmo verdadeiras. Eu sou assim e gosto. Infelizmente, são raras as pessoas que me conhecem verdadeiramente.

Eu sou uma pessoa feliz e bem disposta, mas não sei porque não o consigo mostrar aos outros. É por isso que digo que me sinto presa, que tenho dúvidas, que não sei quem sou porque não sei ser eu quando quero… e isso irrita-me profundamente. Apesar de a maior parte das pessoas que me conhece, me achar divertida… eu tenho noção de que tenho na maior parte das vezes um semblante carregado com um ar sério e cansado. Porque? Não sei mas não sou eu…

É tão difícil para mim estar à vontade com as pessoas. Devo ser assim uma espécie de anti-social que, no entanto, adora pessoas mas que não sabe estar com elas… Não tem muita lógica, pois não? Raio da timidez.

Mas tenho de admitir que eu também sou esquesita... Digo que não tenho amigos, que não me identifico com a maioria das pessoas que conheço e que não me sinto bem com elas... e depois queixo-me para dentro. Muitos dizem que é defeito meu, mas eu acho que não... Acho que as pessoas estão cada vez mais más e mesquinhas e eu não me sinto bem com pessoas assim. Qual é a piada de estar horas sentada em grupo numa mesa a falar mal dos outros? Os nossos defeitos não nos chegam? Ou qual é a piada de falar todos os dias durante horas intermináveis de sapatos, de maquilhagem, de lingerie, de engates na discoteca e da forma como se gasta ordenados inteiros nessas coisas? Bem, pode até ser muito interessante, mas para mim não é. E eu não tenho culpa disso. Talvez tenha de procurar melhor...

segunda-feira, 16 de março de 2009

Sou mesmo boazinha demais... Estou tão farta...

domingo, 15 de março de 2009

Nesta nova fase da minha vida, sinto-me num misto de emoções incrível. Às vezes não sei se me sinto feliz ou triste. Às vezes não sei o que sinto. É estranho e desconfortável porque se estou triste, choro e passa e se estiver feliz, aproveito. Mas assim…assim não sei como lidar com as sensações que sinto.

Sinto-me a levitar nas nuvens de tanta alegria e felicidade que sinto pela fase que estou a começar a viver de preparação para uma fase ainda melhor que que vou começar a viver para o ano (confuso?). Todas estas fases seguem-se de uma fase que se iniciou há um ano e 4 meses e eu sinto-me tão feliz. Sinto que nunca fui tão feliz desde essa altura, mesmo tendo acontecido tantas coisas pelo meio que me poderiam mandar ao fundo totalmente. Foi na altura certa. Agora sei… Ansiava pelo momento mas ele surgiu quando devia ter surgido. Sou uma sortuda e sinto-me, de facto, assim. Obrigada!

No entanto, porque é que estou num misto de emoções? Deveria estar sempre a levitar, feliz, com um sorriso no rosto e a caminhar sem qualquer peso a prender-me. Mas não é bem assim. Preciso de mudar em tantos aspectos da minha vida, da minha pessoa. Tenho de descobrir melhor quem sou eu e como o ser. Sim, acho que não sei ser eu própria. Estou presa a algo que não me deixa surgir. Não sei o que é… quem me dera saber para lhe poder dar um chuto no cu (tinha de dar cabo deste texto ou não fosse isso uma característica minha que quero que prevaleça…). Vêem? Até aqui, na escrita, demonstro um misto de emoções e sensações.

Já tive muitas certezas na vida mas acabei quase sempre por perceber que essas certezas não eram assim tão certas e que não eram para mim. Ao princípio riposto sempre… não aceito mas tenho a sorte de acabar sempre por perceber (por mais que demore) que tenho a sorte de não ser eu a comandar totalmente a minha vida… Ai as asneiras que já teria cometido. Quase tudo o que me acontece, acabo por perceber que é o melhor para mim.

Quanto mais escrevo este texto, mais confusa me sinto. Demonstra confusão que vai na minha mente. Tenho tanto a descobrir… sobre mim, sobre a minha mente. Tenho de saber lidar comigo mesma, crescer. Preciso de me libertar para me libertar porque se continuo assim nunca darei uma oportunidade a mim própria, a quem está cá dentro gritando por uma oportunidade para aparecer.

Eu sempre quis ter uma criança dentro de mim, mas não até este ponto. Vulnerável, confusa, amedrontada, presa… Não é isto que quero. Quero crescer… Não sei porque não consigo. Tenho de tomar uma posição. Acho que o meu problema é ser boazinha demais e conceder aos outros que me magoem até ao ponto que quiserem, quando quiserem. Talvez se eu fosse má… talvez aí conseguisse libertar-me de todas estas amarras. Mas eu não quero ser má. Nunca! Acho que nunca o vou conseguir mesmo tendo eu dentro mim tantas coisas más como qualquer pessoa. Gostava de ser mais forte, muitooo mais forte.

Por muito mal que certas pessoas me façam, por muita “raiva” que me façam sentir delas… Eu sei que se me dessem oportunidade de me vingar, eu desejar-lhes-ia uma boa vida e nunca mais olharia para elas, simplesmente. É estúpido… Não da parte delas, mas da minha! Quero mudar mas ao mesmo tempo não quero…

Acho que nunca vou compreender certas pessoas – as pessoas más e venenosas que só se sentem felizes a fazer mal aos outros. Mas, acima de tudo, acho que nunca vou compreender pessoas como eu.

Desculpem... acho que ninguém irá compreender este post louco. Mas fez-me sentir bem escrevê-lo.

sábado, 14 de março de 2009

Eye toy Kinetic Fitness e Kinetic Combat



A minha nova aquisição para a PS2. Este novo conceito de jogos é mesmo fixe... além de me fazer perder horas de estudo, faz-me fazer figuras tristes e decadentes à frente da TV durante imenso tempo. E como se não bastasse, fico cheia de dores no corpo durante dias.

Recomendo!
É horrível ter vontade de ler algo novo, entrar numa qualquer livraria e não me conseguir decidir entre os 47946161561661 livros que me apetece comprar e ler no próprio dia...
Dou comigo a pensar que quanto mais cresco menos sei. Acabaram-se as certezas de criança. A ignorânia pode ser, por vezes, uma loucura feliz. Muito feliz. De que nos vale sabermos tanto se esse tanto não nos fizer feliz? Valerá a pena termos a noção das nossas preocupações, das nossas inquietações, daquilo que nos trava, nos bloqueia?...
Ser criança é a melhor fase da vida: cheia de certezas, mas de certezas oportunas e pontuais. Certezas daquilo que queremos e do que não queremos e não daquilo que não somos e não queremos saber. Certezas de que vamos conseguir aquilo com que sonhamos, o que queremos.
Às vezes ainda penso como uma criança. Eu não me importo. Os adultos são adultos demais para serem felizes. É preciso moderar o pensamento entre reflexão e impulso e não deixar que a reflexão nos prenda a um banco onde, impavidamente, assistimos o que vai acontecendo...