sábado, 30 de maio de 2009
Sou mesmo uma pessoa complicada, ora possas. Queixo-me que estou cansada, que não quero estudar mais, que não quero fazer mais trabalhos, mas agora estou triste porque estão quase a chegar as férias (ora possas novamente)! Não me apetece estar quase a acabar a licenciatura, não quero sair já desta fase da minha vida. Não me apetece mesmo nada. Vou ter saudades de estudar, de fazer trabalhos e, acima de tudo, de estar simplesmente na faculdade em "tempos mortos"...
Mas ainda falta muito tempo para acabar o curso e nem é por isso... Agora o que não me apetece mesmo é ir de férias... Não me apetece mesmo.
domingo, 24 de maio de 2009

São estas pequenas grandes "coisas" que fazem realmente a diferença a cada dia :)
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Uma das “coisas” que eu mais gosto nos blogues é que muitos deles mostram-nos muito mais humanos do que aquilo que aparentamos ao longo de todo o dia. As pessoas passam o dia a correr e a tentar agradar a tudo e a todos, a adaptar-se às variadíssimas situações que ocorrem no dia-a-dia, a esforçarem-se por parecerem que tudo vai bem, que estão óptimas, que têm o controlo da sua vida e não precisam de ajuda de ninguém. No entanto, apesar de este ser o tipo de pessoas mais comum de encontrarmos durante o dia, quando abrimos um blogue em que a pessoa que o escreve demonstra aquilo que é, aquilo que pensa, reparamos que não estamos sozinhos: afinal nenhum de nós é perfeito.
A escrita desnuda as nossas imperfeições e revela que, afinal, não temos sempre o controlo, temos fraquezas, dúvidas, desilusões, sonhos, expectativas, medos que tantos outros têm. Somos Humanos, aceitemos este facto. Não temos de ser perfeitos, não temos de ter sempre razão, não temos de agradar a toda a gente, não temos de andar na moda, não temos de aparentar sempre que estamos felizes quando não estamos, não temos de aparentar naturalidade quando estamos extasiados de alegria, não temos tanta coisa. A obrigação criamo-la nós através do nosso conformismo para com a sociedade.
Porque é que devemos esconder que sentimos orgulho em algo que fizemos e sermos falsamente humildes em situações dessas? Porque é que devemos demonstrar que estamos sempre no controlo das situações mesmo quando nos encontramos totalmente perdidos? Não temos…
O mundo adora a aparência, adora que as pessoas escondam as suas imperfeições, mas todos nós, no fundo, sabemos a verdade: a perfeição não existe e nunca existirá. É isto que nos torna Humanos e, talvez por isso, tão especiais.
terça-feira, 19 de maio de 2009
No outro dia disseram-me uma frase que me ficou no ouvido. “O ser humano só demonstra aquilo que realmente vale em momentos de provas, quando as coisas não estão bem”. Eu concordei… Quando está tudo bem qual é a dificuldade de sermos amigos dos nossos amigos, de rirmos à gargalhada em grupo, de sermos simpáticos e oferecermos ajuda aos outros? Não é difícil, aliás é muito espontâneo até. Mas quando as coisas estão mal é que se conhece realmente as pessoas. É fácil dizer “adoro-te, nunca me irei separar de ti, aconteça o que acontecer” mas não é tão fácil se o “aconteça o que acontecer” acontecer de facto.
Quantos de nós já pensámos conhecer bem algumas pessoas e pensámos que elas eram nossas amigas e descobrimos que afinal nos tínhamos enganado? Quantos de nós já passámos por provas e reparámos que aqueles que prometeram estar sempre ao nosso lado tinham desaparecido? Quantos já fomos trocados por um "peluche" novo? E quantos já tivemos a experiência de ver as pessoas a tentarem voltar quando o mar já está calmo e o sol a raiar sobre ele?
Apesar disto, considero que o ser humano não demonstra o que realmente vale apenas em momentos difíceis, mas nos momentos demasiado brilhantes também. Quando estamos bem também é difícil reparar no mal que vai à nossa volta ou sentirmos empatia para com aqueles que não estão como nós…
Compreendo tudo isto, mas o difícil não é sinónimo de impossível e por isso gosto de aproveitar estes momentos para olhar à volta e conhecer de verdade aqueles que me rodeiam. Não meçam o valor de alguém por aquilo que eles vos dizem… As palavras são maravilhosas mas grandes contadoras de histórias também. É difícil quando só se conhece bem as pessoas após anos de ilusão.E isso… isso é triste.
domingo, 17 de maio de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
Quinta nº4
Marcámos a visita há imenso tempo e quando lá chegámos não havia ninguém. Telefonámos e primeiro disseram que nós é que estávamos enganados quanto às horas e depois lá admitiram o erro e disseram que demoravam 15 minutos a chegar. Ficámos 45 minutos à espera e quando uma senhora chegou para nos fazer a visita às instalações, foi extremamente antipática, fez tudo à pressa e despachou-nos em 7 minutos aproximadamente. Não se sentou connosco para ver condições e preços, simplesmente limitou-se a dar-nos um CD cheio de erros ortográficos e disse-nos que estáva lá tudo. "É só verem", disse ela. Parecia que nos estáva a fazer um favor...
Ainda por cima a quinta era mesmo feia e minuscula. Enfim... Mais uma quinta fora de questão.
Parece que já existe uma vencedora: Quinta nº2. Nós ficámos apaixonados pela quinta nº2, mas é a mais cara, a que tem menos "coisas" incluídas por preço, a que tem limitação de horas, que nos fará ter de andar à procura de empresas para orçamentos relativamente a outras questões logísticas. Temos de a visitar de novo.
Já disse que nunca pensei que organizar um casamento desse tanto trabalho? Já? Então volto a dizer: Nunca pensei que um casamento desse tanto trabalho e ainda agora começou. Estou cheia de medo que corra alguma coisa mal...
Recomendo a todos que antes de se casarem, fiquem ricos primeiro. Não sigam o meu exemplo, apesar de eu me sentir a pessoa mais feliz do mundooooo.
Moral da história: se virem uma pessoa com aspecto de ter gripe, sentem-se ao lado dela porque... Ok, esqueçam, não há moral possível para isto!! ahah
domingo, 10 de maio de 2009
Nunca lidei bem com perdas e desilusões. Este campo foi sempre um dos meus grandes pontos fracos. Mas vou mudar. Tenho de aprender a viver momento a momento sem que o medo de uma desilusão futura ou a memória de um bom ou mau passado me bloqueiem o presente. A partir de agora vou dar valor àqueles que tenho neste momento, aos que vão aparecendo e não aos que para trás ficaram. Tenho perdido muito tempo “chorando” saudosamente pelo passado que não volta… Tenho de aceitar!
O passado marca-nos e transforma-nos mas não nos pode impedir de nos continuarmos a desenvolver, não pode deixar-nos com medo do futuro por medo que as desilusões se repitam. Provavelmente este ciclo não vai acabar... Pessoas que aparecem, duram enquanto é importante e desaparecem. Não consigo lidar positivamente com estes ciclos e depois quase fecho a porta aos que se seguem. Vou aceitar, vou viver cada momento, saboreá-lo devagarinho, sem grandes raciocínios… A vida é para viver, certo? Então é isso… Já aceitei. Não me vou impedir de ser feliz, vou aceitar aqueles que aparecerem e vou deixá-los ir quando as nossas vidas tiverem de seguir caminhos diferentes.
domingo, 3 de maio de 2009
Fon-fon-fon
FonFonFon.mp3 - Os deolinda
Deolinda...um dos meus novos vicios :) Dá para ouvir a música toda no site.
"Nunca olhes para trás"
Porque é que existem frases como “Nunca olhes para trás” ou “Nunca te arrependas do que fizeste mais sim do que nunca chegaste a fazer” e toda a gente gosta muito delas e cita-as constantemente nos seus blogues, hi5, MSN, etc? Será que as pessoas realmente reflectem nas suas citações preferidas ou gostam mesmo da mensagem que está por trás destas frases? Se calhar gostam, têm esse direito e até podem ter razão. Eu, sinceramente, não gosto…
Se não olharmos para trás, como é que podemos aprender? Como é que podemos perceber o que fizemos de errado e tentar não o voltar a fazer? Como poderemos utilizar o que aprendemos com o nosso erro para resolver algo que nos aconteça no presente ou no futuro? Como poderemos sequer evoluir? Como poderemos arrependermo-nos genuinamente de termos feito algo de mal a alguém, mesmo que acidentalmente, e tentarmos “consertar” o nosso erro? Como poderemos ser Seres Humanos sem arrependimento?
Podemos cometer imensos erros, magoar outras pessoas (etc. etc. etc.), mas não devemos arrepender-nos de o ter feito e nem sequer devemos olhar para trás. “O que está feito, está feito”, meditar para quê?
Honestamente, acho que as pessoas dizem frases destas para se afirmarem e darem a aparência de que são intocáveis e não se deixam afectar pelo que fica para trás…mas isso é impossível.Claro que o sentido também pode ser positivo: Não deixar que o passado nos impeça de continuar em frente e não nos bloqueie, mas para isso... é necessário olhar para trás e encarar de frente o passado.
sábado, 2 de maio de 2009
Quinta nº3
Bem, para a semana vou à quarta e última quinta e passo à pior parte: Escolher! Acho que vai ser complicado e vamos ter muito a tratar. Eu sabia que a preparação ia dar trabalho mas nunca pensei que fosse tão difícil fazer escolhas...e ainda agora começámos. Fico com medo que corra tudo mal *medoooooooooooooooo*.
Mas, enfim… nem tudo é stressante é que, apesar de tudo, eu estou a adorar isto :)
Try
Try (Radio Version) - Nelly Furtado
Sempre gostei da letra desta música e sempre a achei muito filosófica e penetrante, no entanto, após tanto tempo sem a ouvir, anos sem meditar nela, dei por mim no comboio a ouvi-la e a descubrir uma nova interpretação da mesma. Considero-a, com base na minha nova interpretação, mais forte do que já a considerava. De certo modo diz quase tudo o que tenho vindo a escrever e a pensar ultimamente. Não é uma música de amor, depende do que se lê dela. Eu leio-me um pouco nela.
All i know
Is everything is not as its sold
But the more i grow
The less i know
And i have lived so many lives
Though im not old
And the more i see the less i grow
The fewer the seeds the more i sow
Then i see you standing there
Wanting more from me
And all i can do is try
Then i see you standing there
Wanting more from me
And all i can do is try
Try
I wish, i hadn't seen
All of the realness
And all the real people
Are really not real at all
The more i learn the more i learn
The more i cry the more i cry
As i say goodbye to the way of life i thought i had designed for me
Then i see you standing there
Wanting more from me
And all i can do is try
Then i see you standing there
I'm all i'll ever be
But all i can do is, try
Oh ooh try, try, try
All of the moments that already past
Try to go back and make them last
All of the things we want each other to be
We never will be
We never will be as wonderful
Thats life
Thats you baby, this is me baby
And we are, we are, we are, we are, we are, we are,
Free...
In our love
We are
Free in our love
Try
É preciso tradução?
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Acabei por comprar o livro que já queria ler há muito tempo: "O Vendedor de Sonhos", do Augusto Cury, um dos psiquiatras mais influentes do momento na área do funcionamento da mente. Acho que vou gostar, mas quando acabar teço uma opinião.
Deixo aqui uma citação da sua dedicatória aos leitores. Só por isto, a leitura já parece valer a pena...
"Dedico este romance aos queridos leitores de todos os países onde meus livros têm sido publicados. Em especial aos que de alguma forma vendem sonhos por meio da sua inteligência, crítica, sensibilidade, generosidade, amabilidade. Os vendedores de sonhos são freqüentemente estranhos no ninho social. São anormais. Pois o normal é chafurdar na lama do individualismo, do egocentrismo, do personalismo."
Quero ser uma anormal...
Quer dizer... vocês entendem... eheh