Não há nada mais doloroso do que a morte. Nada. Nada. É das poucas coisas que não podemos fazer nada para resolver. Quando acontece já não dá para voltar atrás. A imagem daquela vida fica retida em quem a conheceu. Em quem conviveu, riu, esteve, apoiou. Apartir daquele momento nunca mais existirão fotografias diferentes. Nunca mais a veremos crescer, desenvolver-se. A sua vida não mais existirá a não ser no nosso coração, na nossa memória, em cada canto em que a vimos...
A morte só deixa choro, magoa, tristeza... A vontade de culpar alguém é sempre superior à razão... Convida a insónia... Os nossos olhos mudam de formato quando quase ficamos com a cara deformada de tanto choro... A morte muda a nossa vida.
Um dia tudo voltará ao "normal". As recordações deixarão de surgir a cada segundo que passa. Mas o amor não morre. Aquele ser pode não mais existir entre nós, mas o amor que deixou plantado nos nossos corações nunca irá desaparecer. É com mágoa, muita mágoa e sofrimento que vejo partir um pedaço que já fazia parte da minha vida. Tão pequenina, ainda em crescimento... Acabou antes que esse fim fizesse qualquer sentido. Não há sentido. Não há! Ansiosa por saber como seria ela no futuro, um futuro tão breve e acabou. Acabou antes de ter começado. Não! Não! NÃO!
A vida é uma coisa preciosa mas é minúscula. É fraca. Todos morremos. Somos robots... Dependemos de uns quantos orgãos que quando se avariam deixamos de existir. Mas a vida não é só isto. Não faria sentido. Tem de haver algo mais. Há! Eu sei.
Adeus Bé. A primeira e última porquinha-da-india que deixou maiores marcas do que alguma vez imaginei e com o pior feitio que eu já conheci. Amo-te.