segunda-feira, 13 de abril de 2009

Iceberg

Estou sempre a dizer que a mente humana é a área mais interessante que pode haver, não só pela sua complexidade mas por tudo o que está inerente a ela. No entanto, cada vez me revolto mais contra ela. Cada vez considero mais o ser humano como um robot, mas um robot com sentimentos, sensações, pensamentos, inteligência, etc. Temos um cojunto de orgãos que se não tivermos cuidados com a sua manutenção se avariam prejudicando todo o resto do corpo. Somos um conjunto e não apenas um. Não comandamos o nosso corpo, não temos a capacidade de nos comandarmos e controlar-mos a nós mesmos. Somos seres racionais e estamos habituados a resolver problemas dos mais variadissmos graus de complexidade e dificuldade, no entanto não somos capazes de ter controlo sobre nós mesmos.

O ser humano pensa que é um ser superior mas quando tem a descoberto as suas fraquezas sente-se inferior, inferior a outros seres humanos que simplesmente se refugiam por trás de um manto roto de força e ficção. Somos todos iguais, todos inferiores aos outros, ao que pensamos ser, a nós mesmos. Se tivermos um problema de saúde, não é por muito querermos ou por darmos ordens ao cerebro para ficarmos bem que ficamos, de facto, curados. Não temos capacidade sobre os nossos próprios corpos, não temos autoridade sobre a nossa própria mente.
A nossa mente passa o tempo a passar-nos rasteiras, a fazer o que não queremos... o pior é quando o faz escondida de nós, no nosso sub-consciente para que nem possamos dar conta das armadilhas que ela nos prepara.

Estou cansada de ser controlada por uma mente que não tenho noção do que está a tramar. O nosso cérebro está dentro de nós, supostamente ele produz o que somos então porque é que não o podemos impedir de fazer o que quer? Porque não o controlamos? Se a nossa mente se vira contra nós, então somos nós que estamos numa batalha connosco mesmo, que estamos a fazer mal a nós próprios. Somos tão inteligentes… mas tão fracos ao mesmo tempo. Procuramos a felicidade, queremos ser felizes, mas somos os maiores masoquistas à face da terra: somos nós quem faz mal a nós mesmos.

Desculpem, não vão entender este post. Realmente, olhando para o texto, não há mesmo nada a entender. É apenas um desabafo de alguém que se quer libertar de si mesma e, que por muito feliz que seja, quer conquistar cada vez mais o alto da felicidade libertando-se das teias obscuras do seu insconsciente.

9 comentários:

Hera disse...

Realmente a mente humana, tal como ambas sabemos, caracteriza-se essencialmente,pela sua enorme complexidade. A mente humana é, sem qualquer dúvida, a "arma" mais poderosa, mais potente que temos, o centro de tudo o que somos, de tudo o que fazemos, a real arquitecta para a nossa construção.
"(...)Não comandamos o nosso corpo, não temos a capacidade de nos comandarmos e controlar-mos a nós mesmos. Somos seres racionais e estamos habituados a resolver problemas dos mais variadíssimos graus de complexidade e dificuldade, no entanto não somos capazes de ter controlo sobre nós mesmos."
A mente é que controla as nossas atitudes, é através da mente que se formam os nossos pensamentos, os nossos estados de espírito, as nossas inspirações, as nossas crenças, as nossas formas de ser e de pensar, por outras palavras, a nossa personalidade. No entanto, penso que não somos completamente reféns da nossa mente, porque é através dela que temos a capacidade de escolher, de optar, e por isso mesmo, não somos completamente robots, que não têm capacidade para ir mais além e de descobrirem novas fronteiras.
Eu acredito, e não há qualquer dúvida, de que é a mente que comanda tudo, e sendo credível ou não, a verdade é que a nossa vida depende da nossa mente, isto é, tal como disseste, "se tivermos um problema de saúde, não é por querermos ou por darmos ordens ao cérebro para ficarmos bem que ficamos, de facto curados", no entanto, parte da nossa cura vai depender da nossa mente, que se vai reflectir na vontade (muita ou pouca) que temos para nos curarmos, na coragem que temos para enfrentar o futuro, nas decisões que fazemos relativamente à situação e só o facto de acreditarmos que sim, que tudo vai passar, é meio-caminho andando para o caminho da cura, ou pelo menos, para o melhor caminho para a tentativa da cura.
Somos controlados constantemente pela nossa mente, mas penso que a mente não é o nosso inimigo que tem como objectivo, controlar-nos infinitamente e que não nos deixa viver livremente. Afinal, a nossa mente apenas reflecte o que realmente somos, o que pensamos, o que fazemos, não foi a nossa mente que escolheu directamente, foi todo o processo de vida que já experienciámos e que, através da mente, se vai reflectir nisso mesmo. E claro, sendo a mente tão completa, também não é de fácil entendimento e por mais que queiramos encontrar explicações para certas coisas, há respostas que (ainda) não estão ao nosso alcance. A mente é muito complexa e (quase) inevitavelmente é contraditória também. ("Procuramos a felicidade, queremos ser felizes, mas somos os maiores masoquistas à face da terra: somos nós quem faz mal a nós mesmos.") A mente (ainda) não estabeleceu o equilíbrio entre o pensar o agir. Temos que ser nós próprios, calmamente a tentar descobrir isso mesmo...

Hera disse...

Realmente a mente humana, tal como ambas sabemos, caracteriza-se essencialmente,pela sua enorme complexidade. A mente humana é, sem qualquer dúvida, a "arma" mais poderosa, mais potente que temos, o centro de tudo o que somos, de tudo o que fazemos, a real arquitecta para a nossa construção.
"(...)Não comandamos o nosso corpo, não temos a capacidade de nos comandarmos e controlar-mos a nós mesmos. Somos seres racionais e estamos habituados a resolver problemas dos mais variadíssimos graus de complexidade e dificuldade, no entanto não somos capazes de ter controlo sobre nós mesmos."
A mente é que controla as nossas atitudes, é através da mente que se formam os nossos pensamentos, os nossos estados de espírito, as nossas inspirações, as nossas crenças, as nossas formas de ser e de pensar, por outras palavras, a nossa personalidade. No entanto, penso que não somos completamente reféns da nossa mente, porque é através dela que temos a capacidade de escolher, de optar, e por isso mesmo, não somos completamente robots, que não têm capacidade para ir mais além e de descobrirem novas fronteiras.
Eu acredito, e não há qualquer dúvida, de que é a mente que comanda tudo, e sendo credível ou não, a verdade é que a nossa vida depende da nossa mente, isto é, tal como disseste, "se tivermos um problema de saúde, não é por querermos ou por darmos ordens ao cérebro para ficarmos bem que ficamos, de facto curados", no entanto, parte da nossa cura vai depender da nossa mente, que se vai reflectir na vontade (muita ou pouca) que temos para nos curarmos, na coragem que temos para enfrentar o futuro, nas decisões que fazemos relativamente à situação e só o facto de acreditarmos que sim, tudo vai passar, é meio-caminho andando para o caminho da cura, ou pelo menos, para o melhor caminho para a tentativa da cura.
Somos controlados constantemente pela nossa mente, mas penso que a mente não é o nosso inimigo que tem como objectivo, controlar-nos infinitamente e que não nos deixa viver livremente. Afinal, a nossa mente apenas reflecte o que realmente somos, o que pensamos, o que fazemos, não foi a nossa mente que escolheu directamente, foi todo o processo de vida que já experienciámos e que, através da mente, se vai reflectir nisso mesmo. E claro, sendo a mente tão completa, também não é de fácil entendimento e por mais que queiramos encontrar explicações para certas coisas, há respostas que (ainda) não estão ao nosso alcance. A mente é muito complexa e (quase) inevitavelmente é contraditória também. ("Procuramos a felicidade, queremos ser felizes, mas somos os maiores masoquistas à face da terra: somos nós quem faz mal a nós mesmos.") A mente (ainda) não estabeleceu o equilíbrio entre o pensar o agir. Temos que ser nós próprios, calmamente a tentar descobrir isso mesmo...

Li disse...

O meu post não era perceptível e penso que não o era mesmo para ser. Não queria dizer que somos totais máquinas dependentes de uma mente que tudo controla. Claro que isso é irreal.

Concordo totalmente com tudo o que disseste no teu comentário. Também acredito que não somos totais reféns da nossa mente e acredito que muito do que somos e temos de enfrentar depende de nós e nós temos esse poder reflectindo-se na vontade, coragem e tudo isso que afirmaste, e bem.

Agora, o que me chateia na mente são os seus “esconderijos secretos”, a parte do iceberg imerso, aquilo a que nós não temos acesso, ao que está recalcado sem nós sequer desconfiarmos. A mente contém inúmeras coisas que não chegam conscientemente a nós deixando-nos , por vezes, confusos quanto ao que se passa. O que me irrita na mente são os problemas que dá a algumas pessoas. Tantas pessoas que procuram a solução em psiquiatras ou psicólogos que os ajudem a desvendar o que se passa nas suas mentes, porque é que as suas mentes se viraram “contra” elas e como parar com isso. As perturbações mentais, as fobias, etc. etc. são só alguns dos exemplos que me enfurecem na mente humana. Era sobre isto que falava no post ou… mais ou menos.

Hera disse...

A mente dá-nos a capacidade de "esconder" o que se passa dentro de nós próprios e claro que isso, na grande maioria das vezes, não é bom, porque traz consequências que se revelam bastante nefastas e que acabam por nos prejudicar.
Mas acho que tudo isso (lá está) acontece porque não temos a capacidade de decifrar todos os "códigos" que o corpo envia para nos chamar á atenção ou então, andamos tão distraídos ou conhecemo-nos tão mal que esses "códigos" passam despercebidos e para nós, são totalmente invisíveis. Conhecemos as sensações, os sentimentos que a grande maioria sente, conhece e consegue identificar mas, para além desses, há muito mais para descobrir e que desconhecemos. Muitas vezes, tais como disseste, ficamos confusos quanto ao que se passa connosco, não conseguimos identificar o que estamos a sentir ou de que é que precisamos e com todas as experiências boas e más, mas principalmente más, que nos surgem na vida e da maneira que está o mundo, as preocupações que temos é (quase) impossível não chegarmos a um ponto de saturação, de descontrolo total, de perturbação. Quem é que hoje em dia, não teve ou não conhece imensas pessoas que tiveram pelo menos 1 depressão? A (má) qualidade de vida que as pessoas levam também contribuí para que surgem essas perturbações e para que, como disseste, a mente "se vire contra nós".
E lembro-me de termos questionado, como é que é possível que uma pessoa vá ao psicólogo e uma (simples) conversa consiga o equilíbrio ou pelo menos um maior equilíbrio na pessoa?

Hera disse...

correcção: (...)para que surjam essas perturbações e para que, como disseste, a mente "se vire contra nós".

Li disse...

Gosto do teu modo de pensar... Acho que darias uma grande psicóloga (quem sabe um dia?). Fazem falta pessoas assim... que saibam reflectir.

Eu penso que não somos nós que andamos distraídos ou que nos conhecemos mal, simplesmente não temos capacidade para acedermos a certas partes da nossa mente sozinhos. Quando algo se passa, mergulhamos de tal modo naquilo que sentimos no momento, naquilo que vemos e perceptamos, que não conseguimos compreender a (i)lógica da nossa mente. É mesmo assim, não somos tão superiores como pensamos ser. Pensamos que somos de uma determinada maneira mas nem cálculamos tudo aquilo que a nossa mente contém e que influencia a nossa personalidade, a nossa identidade neste mundo. Talvez por isso é que uma (simples) conversa com um psicologo consiga um maior equilibrio numa pessoa - porque é alguém de fora que consegue olhar para dentro da pessoa sem se envolver, sem se preocupar com o que sente com o que é visivel.

O mundo está louco e as pessoas estão a acompanhar o ritmo...Mas há quem resista e dê a volta, há quem consiga ultrapassar os problemas e existe quem passe pelos problemas e mesmo assim nunca desista de sorrir e acreditar que um dia tudo será melhor... São os exemplos que o mundo precisa.

A sociedade evoluiu, cada vez há mais conforto, mais lazer, trabalho menos pesado, mais educação, mais tempo de vida... no entanto as pessoas são cada vez mais infelizes, mais deprimidas, mais ansiosas, mais perturbadas psicologicamente, mais adictas de medicamentos para conseguirem viver com qualidade (?)...

A pergunta é: estaremos todos loucos?

Hera disse...

Concordo. Não sei se estaremos todos loucos mas com certeza já estivemos mais longe disso.

Hera disse...

Ainda bem, fico contente :) Essa banda faz muito parte da minha infância, ouvia muito os Quadrilha quando era pequenina, cresci a ouvi-los. O vocalista, chama-se Sebastião Antunes..

Sandytah disse...

Estás á vontade para invadir!
=)

sim é verdade, nunca conseguimos pôr isso em pratica. por mais tentativas que façamos.

por mais experiencia de vida que tenhamos! =/

p.s - gosto do teu blog!