quarta-feira, 22 de abril de 2009

Já terminei de ler o livro “Nunca me Esqueças” de Lesley Pearse e posso dizer que foi um dos melhores livros que eu já li até agora. Não estou exagerar, o livro é mesmo bom senão, com tantos trabalhos e matéria para estudar, nunca teria acabado 432 páginas em tão pouco tempo. Fiquei viciada e confesso que comecei a ficar mesmo triste quando percebi que já estava quase a acabar. Ainda tentei começar a ler menos de cada vez para que pudesse saborear mais tempo a história mas isso era viciante, não conseguia parar.

O livro não tem nada a ver com a capa e acredito que quem escreveu a sinopse não se tenha dado ao trabalho de ler o livro é que a sinopse parece tirada de qualquer outro livro menos deste… Quando olhei para o livro numa estante na fnac pensei logo que se tratava de um típico romance “cor-de-rosa” direccionado para um público feminino, ao estilo de Daniel Steel ou Nicholas Sparks. Conclusão: enganei-me profundamente. Eu gosto dos dois autores atrás referidos, mas a escrita de Lesley Pearse consegue ser muito mais aprofundada, mais detalhada, enfim… parece tudo mais real e nunca se tem a sensação de saber o que vai acontecer aseguir.

O livro conta a história verídica de Mary Broad (ou Bryant) e de tudo aquilo pelo que ela passou após ter sido deportada para a Austrália (Séc. XVIII). Ela continha uma inteligência que lhe permitiu sobreviver a todas as torturas e ao modo impiedoso com que os prisioneiros eram tratados na altura.

Mary Broad foi uma lutadora que colocava aqueles que amava e os seus valores acima de tudo, nunca se rebaixando perante nada. Mesmo perante todas as adversidades (não sei o que lhe poderia ter acontecido mais) ela arranjava sempre força para encorajar os outros e conseguia sorrir e apreciar as pequenas coisas da vida.

A autora tentou ser o mais fiel possível à história de Mary e isso é o que torna todo o livro tão extraordinário.

Um livro que demonstra o que de pior tem o Ser Humano quando se encontra em situações adversas e as coisas a que é capaz de se submeter e fazer aos outros, no entanto demonstra também todo aquele lado bom que só um Ser Humano é capaz de demonstrar em momentos em que já nada conta, nem a própria vida.

Como é possível continuar a sentir amor e preocupação pelos outros quando já se perdeu tudo o que se pode perder, se está doente, com fome, com frio, com dores, com sede, sozinho, quase a morrer? Como é possível ter instinto de sobrevivência, vontade e força para viver quando se perdeu tudo e nada tem significado? Onde é que vamos buscar as forças quando parece que tudo acabou?

Recomendo a leitura deste livro… É espectacular mesmo!

3 comentários:

Sandytah disse...

Bem! apos este post devo dizer k fikei com uma vontade enorme de ler este livro! ando com uma carencia de livros! preciso d ler um livro mas nao sei kual é k hei de ler!
mas esta historia interessou me bastante!

Obrigado =)

respondendo ás perguntas sem ter lido o livro...

por vezes vamos buscar forças dentro de nós k desconheciamos ter, quando pensamos que está tudo acabado descobrimos que ha sempre uma volta a dar, por vezes somos mais fortes do que imaginamos.
e as pessoas de que gostamos dao nos um novo alento para sermos mais fortes, é como se fossem ancoras que nos agarram quando estamos a cair!

;-)

beijinhs

Hera disse...

Na verdade, acho que é nesses momentos extremos (tanto positivos como negativos) que nos conhecemos a nós próprios. Afinal, no dia-a-dia, somos (quase) sempre iguais, a nossa postura e atitude não muda significativamente, a não ser que suceda algo que nos faça levar a esses extremos. O livro deve ser bastante interessante, pelo que dizes, fiquei com a ideia de que é uma leitura que realmente vale a pena "saborear" e é curioso ver, que nós Seres Humanos, tal como sabemos, somos pessoas que nunca na vida se conhecem totalmente, daí não imaginarem sequer a força interior que têm, as atitudes que são capazes de cometer por outros ou pelos próprios e perante uma situação de extremos, ficamos surpreendidos com a nossa capacidade para agir positiva ou negativamente, mas de qualquer forma, conhecemos um "novo eu", que não julgávamos ser.
Na verdade, acho que nós somos o que somos, consoante os momentos que estamos a passar, isto porque, em casos extremos, a nossa atitude revela sempre alterações no comportamento que, se não vivêssemos esses extremos, não conheceríamos.

Sandytah disse...

Li,
Obrigado pela tua força, acredita que me soube bem ler o teu comentario...ainda por cima de uma pessoa que me conhece tao pouco..

qnto ao que disseste relativamente ás pessoas k amamos, concrdo ctg,estamos smp em mudança e essa mudança implika agir de maneira diferente ate mesmo com akeles k nos amam!Mas nao devia ser assim! nao estamos aki para nos magoarmos uns aos outros! nao deveria ser ao contrario?! deveriamos mudar para nos adaptar ás pessoas que amamos!

relativamente ao outro assunto...

ja é mais complicado. porque aquilo que disseste nao se adequa á situaçao. Mas um dia com mais calma conto te melhor isto!

Obrigado mesmo plas tuas palavras!

Beijinhos*