
Pronto, já fiz o que tinha a fazer, agora façam-me um favor… não contem nada à Liliana, porque ela nunca iria acreditar!
Ão Ão, ração para todos vós!!
(Este foi um fenómeno que aconteceu no meu antigo blogue em 2006 :P)
Um blog que não pretende fugir ao título - tirando à hora de jantar.


Uma das “coisas” que eu mais gosto nos blogues é que muitos deles mostram-nos muito mais humanos do que aquilo que aparentamos ao longo de todo o dia. As pessoas passam o dia a correr e a tentar agradar a tudo e a todos, a adaptar-se às variadíssimas situações que ocorrem no dia-a-dia, a esforçarem-se por parecerem que tudo vai bem, que estão óptimas, que têm o controlo da sua vida e não precisam de ajuda de ninguém. No entanto, apesar de este ser o tipo de pessoas mais comum de encontrarmos durante o dia, quando abrimos um blogue em que a pessoa que o escreve demonstra aquilo que é, aquilo que pensa, reparamos que não estamos sozinhos: afinal nenhum de nós é perfeito.
A escrita desnuda as nossas imperfeições e revela que, afinal, não temos sempre o controlo, temos fraquezas, dúvidas, desilusões, sonhos, expectativas, medos que tantos outros têm. Somos Humanos, aceitemos este facto. Não temos de ser perfeitos, não temos de ter sempre razão, não temos de agradar a toda a gente, não temos de andar na moda, não temos de aparentar sempre que estamos felizes quando não estamos, não temos de aparentar naturalidade quando estamos extasiados de alegria, não temos tanta coisa. A obrigação criamo-la nós através do nosso conformismo para com a sociedade.
Porque é que devemos esconder que sentimos orgulho em algo que fizemos e sermos falsamente humildes em situações dessas? Porque é que devemos demonstrar que estamos sempre no controlo das situações mesmo quando nos encontramos totalmente perdidos? Não temos…
O mundo adora a aparência, adora que as pessoas escondam as suas imperfeições, mas todos nós, no fundo, sabemos a verdade: a perfeição não existe e nunca existirá. É isto que nos torna Humanos e, talvez por isso, tão especiais.
No outro dia disseram-me uma frase que me ficou no ouvido. “O ser humano só demonstra aquilo que realmente vale em momentos de provas, quando as coisas não estão bem”. Eu concordei… Quando está tudo bem qual é a dificuldade de sermos amigos dos nossos amigos, de rirmos à gargalhada em grupo, de sermos simpáticos e oferecermos ajuda aos outros? Não é difícil, aliás é muito espontâneo até. Mas quando as coisas estão mal é que se conhece realmente as pessoas. É fácil dizer “adoro-te, nunca me irei separar de ti, aconteça o que acontecer” mas não é tão fácil se o “aconteça o que acontecer” acontecer de facto.
Quantos de nós já pensámos conhecer bem algumas pessoas e pensámos que elas eram nossas amigas e descobrimos que afinal nos tínhamos enganado? Quantos de nós já passámos por provas e reparámos que aqueles que prometeram estar sempre ao nosso lado tinham desaparecido? Quantos já fomos trocados por um "peluche" novo? E quantos já tivemos a experiência de ver as pessoas a tentarem voltar quando o mar já está calmo e o sol a raiar sobre ele?
Apesar disto, considero que o ser humano não demonstra o que realmente vale apenas em momentos difíceis, mas nos momentos demasiado brilhantes também. Quando estamos bem também é difícil reparar no mal que vai à nossa volta ou sentirmos empatia para com aqueles que não estão como nós…
Compreendo tudo isto, mas o difícil não é sinónimo de impossível e por isso gosto de aproveitar estes momentos para olhar à volta e conhecer de verdade aqueles que me rodeiam. Não meçam o valor de alguém por aquilo que eles vos dizem… As palavras são maravilhosas mas grandes contadoras de histórias também. É difícil quando só se conhece bem as pessoas após anos de ilusão.E isso… isso é triste.
Nunca lidei bem com perdas e desilusões. Este campo foi sempre um dos meus grandes pontos fracos. Mas vou mudar. Tenho de aprender a viver momento a momento sem que o medo de uma desilusão futura ou a memória de um bom ou mau passado me bloqueiem o presente. A partir de agora vou dar valor àqueles que tenho neste momento, aos que vão aparecendo e não aos que para trás ficaram. Tenho perdido muito tempo “chorando” saudosamente pelo passado que não volta… Tenho de aceitar!
O passado marca-nos e transforma-nos mas não nos pode impedir de nos continuarmos a desenvolver, não pode deixar-nos com medo do futuro por medo que as desilusões se repitam. Provavelmente este ciclo não vai acabar... Pessoas que aparecem, duram enquanto é importante e desaparecem. Não consigo lidar positivamente com estes ciclos e depois quase fecho a porta aos que se seguem. Vou aceitar, vou viver cada momento, saboreá-lo devagarinho, sem grandes raciocínios… A vida é para viver, certo? Então é isso… Já aceitei. Não me vou impedir de ser feliz, vou aceitar aqueles que aparecerem e vou deixá-los ir quando as nossas vidas tiverem de seguir caminhos diferentes.
Porque é que existem frases como “Nunca olhes para trás” ou “Nunca te arrependas do que fizeste mais sim do que nunca chegaste a fazer” e toda a gente gosta muito delas e cita-as constantemente nos seus blogues, hi5, MSN, etc? Será que as pessoas realmente reflectem nas suas citações preferidas ou gostam mesmo da mensagem que está por trás destas frases? Se calhar gostam, têm esse direito e até podem ter razão. Eu, sinceramente, não gosto…
Se não olharmos para trás, como é que podemos aprender? Como é que podemos perceber o que fizemos de errado e tentar não o voltar a fazer? Como poderemos utilizar o que aprendemos com o nosso erro para resolver algo que nos aconteça no presente ou no futuro? Como poderemos sequer evoluir? Como poderemos arrependermo-nos genuinamente de termos feito algo de mal a alguém, mesmo que acidentalmente, e tentarmos “consertar” o nosso erro? Como poderemos ser Seres Humanos sem arrependimento?
Podemos cometer imensos erros, magoar outras pessoas (etc. etc. etc.), mas não devemos arrepender-nos de o ter feito e nem sequer devemos olhar para trás. “O que está feito, está feito”, meditar para quê?
Honestamente, acho que as pessoas dizem frases destas para se afirmarem e darem a aparência de que são intocáveis e não se deixam afectar pelo que fica para trás…mas isso é impossível.Claro que o sentido também pode ser positivo: Não deixar que o passado nos impeça de continuar em frente e não nos bloqueie, mas para isso... é necessário olhar para trás e encarar de frente o passado.
Não tenho tanta força como digo e como penso. Cada toque teu revela-me a minha fragilidade, a minha necessidade, a minha dependência. A minha dependência do amor, do carinho, do respeito, da amizade e do sentimento correspondido. Cada toque teu deita os meus próprios dogmas a baixo, não tenho o controle como pensava. O toque permite-me levantar se estiver abalada e, se estiver bem, permite-me encher-me de questões, sentimentos, sensações até então desconhecidas ou por redescobrir…
Não é apenas físico, é uma viagem. Uma viagem por dentro de mim, por dentro de ti... Não tires a mão de cima da minha, deixa-a aí até ao acordar.
C oncordo totalmente com o autor do texto que coloquei no post anterior. Escondemo-nos por trás da nossa linguagem, de perguntas retóricas, do humor… Não somos fiéis a nós mesmos, não nos respeitamos, não damos espaço a nós mesmos… Será que ainda o conseguiremos ser, em qualquer altura, caso queiramos?
As consequências não podem ser positivas. Não me admira que exista tanta gente com crise de identidade, medos sociais… Será que pensamos que se deixarmos de ser nós mesmos, os outros deixam de gostar de nós? E será que isso não é ao mesmo tempo verdade e mentira? Mas mais verdade ou mais mentira?
Os outros estão tão alheios, tão metidos para dentro de si mesmos que não querem saber do que realmente os outros são ou sentem. Não estão para se incomodar com isso… As pessoas só gostam de estar e falar com alguém bem-disposto e bem-humorado, alguém sem defeitos, sem problemas, sem crises, sem traumas, de preferência sem uma personalidade demasiado vincada… Se por qualquer motivo a pessoa já não está assim, então já não é a mesma. Mas será que alguma vez o foi?
Quando não ligamos a alguém por essa pessoa estar de baixo e “diferente” do seu eu (?) normal, podemos estar, então, a deixar escapar uma oportunidade de a conhecer melhor ou simplesmente de a conhecer finalmente, ponto final. Eu gosto de aproveitar esses momentos… acho que podem ser os mais ricos na relação, no conhecimento, não só para a pessoa como para quem a está a deixar ser ela mesma.
Quando procedemos assim, escondendo-nos por trás de uma máscara protectora (linguagem, mas não só) deixamos de ser nós mesmos, o Eu deixa de existir e passamos a ser todos apenas seres programados para ser aquilo que os outros esperam. Assim, deixamos de “ser” passamos apenas a “existir”.
Aqui vai um excerto do livro "Cartas para Cláudia", emprestado pela minha querida afilhada Cláudia (obrigadaa),do qual eu gostei particularmente:
“Tudo se passa como se a linguagem exterior, a que costumamos usar para comunicar-mos com os outros, nem sempre fosse o reflexo fiel do que aparentemente quero dizer.
Às vezes, eu sou eu
E a minha linguagem é o meu disfarce.
Por exemplo, imaginemos que quero dizer-te o seguinte:
«Ontem, quando me insultaste, zanguei-me muito e senti vontade de te partir uma cadeira na tua cabeça.»
Se me disfarçar dir-te-ei: «Às vezes, a agressividade perturba qualquer um. »(???)
Repara na indefinição, na ambiguidade e na falta de compromisso da segunda frase: «Às vezes (quando?)m a agressividade (qual? De quem? Contra quem?) perturba (o que faz?) qualquer um (quem?).
Outro exemplo. Digo-te: «Queres tomar um café?», em vez de: «Quero tomar um café contigo. Peço-te que me acompanhes.»
Muitas vezes, fazemos perguntas em vez de afirmar um pensamento que nos pertence.
Essas são as nossas «frases encobridoras».
Se cada vez que fizer uma pergunta encontrar a afirmação escondida, dar-me-ei conta de muitas afirmações que omito.
Perguntar é uma eliminação, um roubo que faço de uma parte do que digo ou de toda a minha expressão.
Na pergunta não há compromisso, falo sem dizer, disfarço-me.
Para que faço estas coisas? Quero que os outros gostem de mim (?), me aprovem, me aceitem, estejam contentes de conhecer uma pessoa tão agradável e simpática como eu. Tenho medo de ser repelido, de ser abandonado, de ser criticado, de que não gostem de mim.
E, então, abro o baú dos recursos e disfarço-me: um nariz redondo, um pouco de carmim, um chapéu atraente, uns sapatos engraçados e, sobretudo, fato e gravata (porque não se deve perder a formalidade…). Então engano-te, vigarizo-te, minto-te…
Tu aceitas o meu disfarce, queres o meu disfarce, admiras o meu disfarce… E, se eu o fizer bem, talvez nem sequer te dês conta e julgues que te estas a relacionar comigo. “
Bucay, J (2005). Cartas para Cláudia: Ensinamentos de um psicólogo a uma velha amiga. Cascais: Pergaminho. PP. 49 – 50.
Já terminei de ler o livro “Nunca me Esqueças” de Lesley Pearse e posso dizer que foi um dos melhores livros que eu já li até agora. Não estou exagerar, o livro é mesmo bom senão, com tantos trabalhos e matéria para estudar, nunca teria acabado 432 páginas em tão pouco tempo. Fiquei viciada e confesso que comecei a ficar mesmo triste quando percebi que já estava quase a acabar. Ainda tentei começar a ler menos de cada vez para que pudesse saborear mais tempo a história mas isso era viciante, não conseguia parar.
O livro não tem nada a ver com a capa e acredito que quem escreveu a sinopse não se tenha dado ao trabalho de ler o livro é que a sinopse parece tirada de qualquer outro livro menos deste… Quando olhei para o livro numa estante na fnac pensei logo que se tratava de um típico romance “cor-de-rosa” direccionado para um público feminino, ao estilo de Daniel Steel ou Nicholas Sparks. Conclusão: enganei-me profundamente. Eu gosto dos dois autores atrás referidos, mas a escrita de Lesley Pearse consegue ser muito mais aprofundada, mais detalhada, enfim… parece tudo mais real e nunca se tem a sensação de saber o que vai acontecer aseguir.
O livro conta a história verídica de Mary Broad (ou Bryant) e de tudo aquilo pelo que ela passou após ter sido deportada para a Austrália (Séc. XVIII). Ela continha uma inteligência que lhe permitiu sobreviver a todas as torturas e ao modo impiedoso com que os prisioneiros eram tratados na altura.
Mary Broad foi uma lutadora que colocava aqueles que amava e os seus valores acima de tudo, nunca se rebaixando perante nada. Mesmo perante todas as adversidades (não sei o que lhe poderia ter acontecido mais) ela arranjava sempre força para encorajar os outros e conseguia sorrir e apreciar as pequenas coisas da vida.
A autora tentou ser o mais fiel possível à história de Mary e isso é o que torna todo o livro tão extraordinário.
Um livro que demonstra o que de pior tem o Ser Humano quando se encontra em situações adversas e as coisas a que é capaz de se submeter e fazer aos outros, no entanto demonstra também todo aquele lado bom que só um Ser Humano é capaz de demonstrar em momentos em que já nada conta, nem a própria vida.
Como é possível continuar a sentir amor e preocupação pelos outros quando já se perdeu tudo o que se pode perder, se está doente, com fome, com frio, com dores, com sede, sozinho, quase a morrer? Como é possível ter instinto de sobrevivência, vontade e força para viver quando se perdeu tudo e nada tem significado? Onde é que vamos buscar as forças quando parece que tudo acabou?
Recomendo a leitura deste livro… É espectacular mesmo!
Façam a experiência. O que sentem vocês?

Quem é que gasta dinheiro real em coisas destas? Bom, deixo aqui um apelo: peço que todos os meus amigos me dêem prendinhas hi5, de preferência a primeira ou a segunda é que eu sou esquisita... Se não me derem uma prendinha eu amuo... é importante!
Ai ai
Estou sempre a dizer que a mente humana é a área mais interessante que pode haver, não só pela sua complexidade mas por tudo o que está inerente a ela. No entanto, cada vez me revolto mais contra ela. Cada vez considero mais o ser humano como um robot, mas um robot com sentimentos, sensações, pensamentos, inteligência, etc. Temos um cojunto de orgãos que se não tivermos cuidados com a sua manutenção se avariam prejudicando todo o resto do corpo. Somos um conjunto e não apenas um. Não comandamos o nosso corpo, não temos a capacidade de nos comandarmos e controlar-mos a nós mesmos. Somos seres racionais e estamos habituados a resolver problemas dos mais variadissmos graus de complexidade e dificuldade, no entanto não somos capazes de ter controlo sobre nós mesmos.
O ser humano pensa que é um ser superior mas quando tem a descoberto as suas fraquezas sente-se inferior, inferior a outros seres humanos que simplesmente se refugiam por trás de um manto roto de força e ficção. Somos todos iguais, todos inferiores aos outros, ao que pensamos ser, a nós mesmos. Se tivermos um problema de saúde, não é por muito querermos ou por darmos ordens ao cerebro para ficarmos bem que ficamos, de facto, curados. Não temos capacidade sobre os nossos próprios corpos, não temos autoridade sobre a nossa própria mente.
A nossa mente passa o tempo a passar-nos rasteiras, a fazer o que não queremos... o pior é quando o faz escondida de nós, no nosso sub-consciente para que nem possamos dar conta das armadilhas que ela nos prepara.
Estou cansada de ser controlada por uma mente que não tenho noção do que está a tramar. O nosso cérebro está dentro de nós, supostamente ele produz o que somos então porque é que não o podemos impedir de fazer o que quer? Porque não o controlamos? Se a nossa mente se vira contra nós, então somos nós que estamos numa batalha connosco mesmo, que estamos a fazer mal a nós próprios. Somos tão inteligentes… mas tão fracos ao mesmo tempo. Procuramos a felicidade, queremos ser felizes, mas somos os maiores masoquistas à face da terra: somos nós quem faz mal a nós mesmos.
Desculpem, não vão entender este post. Realmente, olhando para o texto, não há mesmo nada a entender. É apenas um desabafo de alguém que se quer libertar de si mesma e, que por muito feliz que seja, quer conquistar cada vez mais o alto da felicidade libertando-se das teias obscuras do seu insconsciente.
Tema: Imagina que, à noite, de luz apagada, encontras um macaco no teu quarto. Conta aquilo que fazes.
Ano 2000
"Eu numa certa noite de lua cheia, encontrei um macaco empoleirado em cima do meu computador. Fiquei muito assustada e disse-lhe:
- Sai daqui seu mal cheiroso. Mas ele não saiu e respondeu-me: - Desculpa estar em cima do teu computador, mas sabes é que eu fugi do Zoo e preciso de um lugar para ficar, senão eles apanham-me.
- A sério? Perguntei eu.
- Sim, eles não nos tratam nada bem e passam o tempo a bater-nos.
- A sério? Coitado. Bem pregaste-me um grande susto, mas podes ficar comigo e o teu nome será Sortudo porque conseguiste escapar, está bem?
- Está, disse ele.
Então a partir daí o macaco ficaria comigo, mas só se isso acontecesse de verdade e é claro que isto é uma história!"
Uff. Ainda bem que eu referi que era só uma história, não fosse a professora pensar que eu era maluquinha ou denunciar ao Jardim Zoológico que eu tinha o macaco escondido em casa. Esperta!(c)2009 Convers(A)fiada. Blogger Templates created by Deluxe Templates