sábado, 30 de maio de 2009

Será que levei com uma panela na cabeça e não dei por nada?

Sou mesmo uma pessoa complicada, ora possas. Queixo-me que estou cansada, que não quero estudar mais, que não quero fazer mais trabalhos, mas agora estou triste porque estão quase a chegar as férias (ora possas novamente)! Não me apetece estar quase a acabar a licenciatura, não quero sair já desta fase da minha vida. Não me apetece mesmo nada. Vou ter saudades de estudar, de fazer trabalhos e, acima de tudo, de estar simplesmente na faculdade em "tempos mortos"...

Mas ainda falta muito tempo para acabar o curso e nem é por isso... Agora o que não me apetece mesmo é ir de férias... Não me apetece mesmo.

domingo, 24 de maio de 2009

Hoje já ganhei o dia...



São estas pequenas grandes "coisas" que fazem realmente a diferença a cada dia :)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Uma das “coisas” que eu mais gosto nos blogues é que muitos deles mostram-nos muito mais humanos do que aquilo que aparentamos ao longo de todo o dia. As pessoas passam o dia a correr e a tentar agradar a tudo e a todos, a adaptar-se às variadíssimas situações que ocorrem no dia-a-dia, a esforçarem-se por parecerem que tudo vai bem, que estão óptimas, que têm o controlo da sua vida e não precisam de ajuda de ninguém. No entanto, apesar de este ser o tipo de pessoas mais comum de encontrarmos durante o dia, quando abrimos um blogue em que a pessoa que o escreve demonstra aquilo que é, aquilo que pensa, reparamos que não estamos sozinhos: afinal nenhum de nós é perfeito.

A escrita desnuda as nossas imperfeições e revela que, afinal, não temos sempre o controlo, temos fraquezas, dúvidas, desilusões, sonhos, expectativas, medos que tantos outros têm. Somos Humanos, aceitemos este facto. Não temos de ser perfeitos, não temos de ter sempre razão, não temos de agradar a toda a gente, não temos de andar na moda, não temos de aparentar sempre que estamos felizes quando não estamos, não temos de aparentar naturalidade quando estamos extasiados de alegria, não temos tanta coisa. A obrigação criamo-la nós através do nosso conformismo para com a sociedade.

Porque é que devemos esconder que sentimos orgulho em algo que fizemos e sermos falsamente humildes em situações dessas? Porque é que devemos demonstrar que estamos sempre no controlo das situações mesmo quando nos encontramos totalmente perdidos? Não temos…

O mundo adora a aparência, adora que as pessoas escondam as suas imperfeições, mas todos nós, no fundo, sabemos a verdade: a perfeição não existe e nunca existirá. É isto que nos torna Humanos e, talvez por isso, tão especiais.


terça-feira, 19 de maio de 2009

No outro dia disseram-me uma frase que me ficou no ouvido. “O ser humano só demonstra aquilo que realmente vale em momentos de provas, quando as coisas não estão bem”. Eu concordei… Quando está tudo bem qual é a dificuldade de sermos amigos dos nossos amigos, de rirmos à gargalhada em grupo, de sermos simpáticos e oferecermos ajuda aos outros? Não é difícil, aliás é muito espontâneo até. Mas quando as coisas estão mal é que se conhece realmente as pessoas. É fácil dizer “adoro-te, nunca me irei separar de ti, aconteça o que acontecer” mas não é tão fácil se o “aconteça o que acontecer” acontecer de facto.

Quantos de nós já pensámos conhecer bem algumas pessoas e pensámos que elas eram nossas amigas e descobrimos que afinal nos tínhamos enganado? Quantos de nós já passámos por provas e reparámos que aqueles que prometeram estar sempre ao nosso lado tinham desaparecido? Quantos já fomos trocados por um "peluche" novo? E quantos já tivemos a experiência de ver as pessoas a tentarem voltar quando o mar já está calmo e o sol a raiar sobre ele?

Apesar disto, considero que o ser humano não demonstra o que realmente vale apenas em momentos difíceis, mas nos momentos demasiado brilhantes também. Quando estamos bem também é difícil reparar no mal que vai à nossa volta ou sentirmos empatia para com aqueles que não estão como nós…

Compreendo tudo isto, mas o difícil não é sinónimo de impossível e por isso gosto de aproveitar estes momentos para olhar à volta e conhecer de verdade aqueles que me rodeiam. Não meçam o valor de alguém por aquilo que eles vos dizem… As palavras são maravilhosas mas grandes contadoras de histórias também. É difícil quando só se conhece bem as pessoas após anos de ilusão.E isso… isso é triste.

domingo, 17 de maio de 2009

Bolas. Fogo. Xiça. Caraças. Raios. Caneco. Possas.

sábado, 16 de maio de 2009

Quinta nº4

Hoje fomos pela quarta e última vez (penso eu) visitar uma quinta para o grande dia C. Detestei a quinta, mesmo!
Marcámos a visita há imenso tempo e quando lá chegámos não havia ninguém. Telefonámos e primeiro disseram que nós é que estávamos enganados quanto às horas e depois lá admitiram o erro e disseram que demoravam 15 minutos a chegar. Ficámos 45 minutos à espera e quando uma senhora chegou para nos fazer a visita às instalações, foi extremamente antipática, fez tudo à pressa e despachou-nos em 7 minutos aproximadamente. Não se sentou connosco para ver condições e preços, simplesmente limitou-se a dar-nos um CD cheio de erros ortográficos e disse-nos que estáva lá tudo. "É só verem", disse ela. Parecia que nos estáva a fazer um favor...
Ainda por cima a quinta era mesmo feia e minuscula. Enfim... Mais uma quinta fora de questão.

Parece que já existe uma vencedora: Quinta nº2. Nós ficámos apaixonados pela quinta nº2, mas é a mais cara, a que tem menos "coisas" incluídas por preço, a que tem limitação de horas, que nos fará ter de andar à procura de empresas para orçamentos relativamente a outras questões logísticas. Temos de a visitar de novo.

Já disse que nunca pensei que organizar um casamento desse tanto trabalho? Já? Então volto a dizer: Nunca pensei que um casamento desse tanto trabalho e ainda agora começou. Estou cheia de medo que corra alguma coisa mal...

Recomendo a todos que antes de se casarem, fiquem ricos primeiro. Não sigam o meu exemplo, apesar de eu me sentir a pessoa mais feliz do mundooooo.
Ontem aconteceu-me uma cena bem engraçada no comboio. Entrei e quando me ia a dirigir para um lugar vago, reparo que o senhor à frente desse mesmo lugar tinha um aspecto assim meio adoentado e eu, agora com esta paranóia toda da gripe A, dei meia volta e fui-me sentar ao lado de uma rapariga jovem. Mal me sento, oiço imediatamente a rapariga a dizer ao telefone: "Aii não sei o que passa comigo, passei toda a noite a tossir e tossir e tossir. O que terei eu?". E começa a tossir imenso sem parar, depois começa a senhora à frente dela, o senhor à minha frente, duas pessoas nos bancos atrás de mim... Cada vez começo a ouvir mais tosse, mais pessoas a assoarem-se... E então olho para a esquerda e vejo que o homem de quem "fugi" era dos poucos que não tossia e estava de pé: saiu logo na paragem seguinte.

Moral da história: se virem uma pessoa com aspecto de ter gripe, sentem-se ao lado dela porque... Ok, esqueçam, não há moral possível para isto!! ahah

domingo, 10 de maio de 2009

Nunca lidei bem com perdas e desilusões. Este campo foi sempre um dos meus grandes pontos fracos. Mas vou mudar. Tenho de aprender a viver momento a momento sem que o medo de uma desilusão futura ou a memória de um bom ou mau passado me bloqueiem o presente. A partir de agora vou dar valor àqueles que tenho neste momento, aos que vão aparecendo e não aos que para trás ficaram. Tenho perdido muito tempo “chorando” saudosamente pelo passado que não volta… Tenho de aceitar!

O passado marca-nos e transforma-nos mas não nos pode impedir de nos continuarmos a desenvolver, não pode deixar-nos com medo do futuro por medo que as desilusões se repitam. Provavelmente este ciclo não vai acabar... Pessoas que aparecem, duram enquanto é importante e desaparecem. Não consigo lidar positivamente com estes ciclos e depois quase fecho a porta aos que se seguem. Vou aceitar, vou viver cada momento, saboreá-lo devagarinho, sem grandes raciocínios… A vida é para viver, certo? Então é isso… Já aceitei. Não me vou impedir de ser feliz, vou aceitar aqueles que aparecerem e vou deixá-los ir quando as nossas vidas tiverem de seguir caminhos diferentes.

Sinto-me mais forte… mas até quando durará esta sensação? Bem, não sei, mas o importante é o Agora!
Às vezes gostava de poder penetrar nas profundezas do meu insconsciente e dar-lhe um grandessíssimo... pontapé.

domingo, 3 de maio de 2009

Fon-fon-fon

Está um dia cheio de sooool por isso toca a animar :)


FonFonFon.mp3 - Os deolinda

Deolinda...um dos meus novos vicios :) Dá para ouvir a música toda no site.

"Nunca olhes para trás"

Porque é que existem frases como “Nunca olhes para trás” ou “Nunca te arrependas do que fizeste mais sim do que nunca chegaste a fazer” e toda a gente gosta muito delas e cita-as constantemente nos seus blogues, hi5, MSN, etc? Será que as pessoas realmente reflectem nas suas citações preferidas ou gostam mesmo da mensagem que está por trás destas frases? Se calhar gostam, têm esse direito e até podem ter razão. Eu, sinceramente, não gosto…

Se não olharmos para trás, como é que podemos aprender? Como é que podemos perceber o que fizemos de errado e tentar não o voltar a fazer? Como poderemos utilizar o que aprendemos com o nosso erro para resolver algo que nos aconteça no presente ou no futuro? Como poderemos sequer evoluir? Como poderemos arrependermo-nos genuinamente de termos feito algo de mal a alguém, mesmo que acidentalmente, e tentarmos “consertar” o nosso erro? Como poderemos ser Seres Humanos sem arrependimento?

Podemos cometer imensos erros, magoar outras pessoas (etc. etc. etc.), mas não devemos arrepender-nos de o ter feito e nem sequer devemos olhar para trás. “O que está feito, está feito”, meditar para quê?

Honestamente, acho que as pessoas dizem frases destas para se afirmarem e darem a aparência de que são intocáveis e não se deixam afectar pelo que fica para trás…mas isso é impossível.Claro que o sentido também pode ser positivo: Não deixar que o passado nos impeça de continuar em frente e não nos bloqueie, mas para isso... é necessário olhar para trás e encarar de frente o passado.

sábado, 2 de maio de 2009

Quinta nº3

Hoje fui à terceira quinta para o casamento... Não gostei. Infelizmente não gostei muito desta quinta. Infelizmente porque tinha um preço bem ao meu gosto, mas após muito tempo a tentar convencer-me de que até era bom casar-me lá, desisti. Se calhar o problema é ter a quinta nº2 na cabeça...

Bem, para a semana vou à quarta e última quinta e passo à pior parte: Escolher! Acho que vai ser complicado e vamos ter muito a tratar. Eu sabia que a preparação ia dar trabalho mas nunca pensei que fosse tão difícil fazer escolhas...e ainda agora começámos. Fico com medo que corra tudo mal *medoooooooooooooooo*.

Mas, enfim… nem tudo é stressante é que, apesar de tudo, eu estou a adorar isto :)

Try


Try (Radio Version) - Nelly Furtado

Sempre gostei da letra desta música e sempre a achei muito filosófica e penetrante, no entanto, após tanto tempo sem a ouvir, anos sem meditar nela, dei por mim no comboio a ouvi-la e a descubrir uma nova interpretação da mesma. Considero-a, com base na minha nova interpretação, mais forte do que já a considerava. De certo modo diz quase tudo o que tenho vindo a escrever e a pensar ultimamente. Não é uma música de amor, depende do que se lê dela. Eu leio-me um pouco nela.


All i know

Is everything is not as its sold
But the more i grow
The less i know
And i have lived so many lives
Though im not old
And the more i see the less i grow
The fewer the seeds the more i sow

Then i see you standing there
Wanting more from me
And all i can do is try
Then i see you standing there
Wanting more from me
And all i can do is try
Try

I wish, i hadn't seen
All of the realness
And all the real people
Are really not real at all
The more i learn the more i learn
The more i cry the more i cry
As i say goodbye to the way of life i thought i had designed for me

Then i see you standing there
Wanting more from me
And all i can do is try

Then i see you standing there
I'm all i'll ever be
But all i can do is, try
Oh ooh try, try, try

All of the moments that already past
Try to go back and make them last
All of the things we want each other to be
We never will be
We never will be as wonderful
Thats life
Thats you baby, this is me baby
And we are, we are, we are, we are, we are, we are,
Free...
In our love
We are
Free in our love
Try

É preciso tradução?

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Não vim de mãos a abanar da Feira do Livro, mas foi dificil. Haviam tantos, tantos livros de Psicologia que eu quase arranquei os cabelos com vontade de os comprar a todos.

Acabei por comprar o livro que já queria ler há muito tempo: "O Vendedor de Sonhos", do Augusto Cury, um dos psiquiatras mais influentes do momento na área do funcionamento da mente. Acho que vou gostar, mas quando acabar teço uma opinião.

Deixo aqui uma citação da sua dedicatória aos leitores. Só por isto, a leitura já parece valer a pena...

"Dedico este romance aos queridos leitores de todos os países onde meus livros têm sido publicados. Em especial aos que de alguma forma vendem sonhos por meio da sua inteligência, crítica, sensibilidade, generosidade, amabilidade. Os vendedores de sonhos são freqüentemente estranhos no ninho social. São anormais. Pois o normal é chafurdar na lama do individualismo, do egocentrismo, do personalismo."


Quero ser uma anormal...

Quer dizer... vocês entendem... eheh

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Hoje começa a Feira do Livro :D ...

Vamos lá ver se trago algum livro ou se venho de mãos a abanar por querer trazer a feira inteira para minha casa...

Ah e não se esqueçam de trabalhar muito, muitooo amanhã que é o dia do trabalhador, ok? Não quero ninguém na cama depois das 8:00h.

O toque

Não tenho tanta força como digo e como penso. Cada toque teu revela-me a minha fragilidade, a minha necessidade, a minha dependência. A minha dependência do amor, do carinho, do respeito, da amizade e do sentimento correspondido. Cada toque teu deita os meus próprios dogmas a baixo, não tenho o controle como pensava. O toque permite-me levantar se estiver abalada e, se estiver bem, permite-me encher-me de questões, sentimentos, sensações até então desconhecidas ou por redescobrir…

Não é apenas físico, é uma viagem. Uma viagem por dentro de mim, por dentro de ti... Não tires a mão de cima da minha, deixa-a aí até ao acordar.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Máscara

C oncordo totalmente com o autor do texto que coloquei no post anterior. Escondemo-nos por trás da nossa linguagem, de perguntas retóricas, do humor… Não somos fiéis a nós mesmos, não nos respeitamos, não damos espaço a nós mesmos… Será que ainda o conseguiremos ser, em qualquer altura, caso queiramos?

As consequências não podem ser positivas. Não me admira que exista tanta gente com crise de identidade, medos sociais… Será que pensamos que se deixarmos de ser nós mesmos, os outros deixam de gostar de nós? E será que isso não é ao mesmo tempo verdade e mentira? Mas mais verdade ou mais mentira?

Os outros estão tão alheios, tão metidos para dentro de si mesmos que não querem saber do que realmente os outros são ou sentem. Não estão para se incomodar com isso… As pessoas só gostam de estar e falar com alguém bem-disposto e bem-humorado, alguém sem defeitos, sem problemas, sem crises, sem traumas, de preferência sem uma personalidade demasiado vincada… Se por qualquer motivo a pessoa já não está assim, então já não é a mesma. Mas será que alguma vez o foi?

Quando não ligamos a alguém por essa pessoa estar de baixo e “diferente” do seu eu (?) normal, podemos estar, então, a deixar escapar uma oportunidade de a conhecer melhor ou simplesmente de a conhecer finalmente, ponto final. Eu gosto de aproveitar esses momentos… acho que podem ser os mais ricos na relação, no conhecimento, não só para a pessoa como para quem a está a deixar ser ela mesma.

Quando procedemos assim, escondendo-nos por trás de uma máscara protectora (linguagem, mas não só) deixamos de ser nós mesmos, o Eu deixa de existir e passamos a ser todos apenas seres programados para ser aquilo que os outros esperam. Assim, deixamos de “ser” passamos apenas a “existir”.

Linguagem Exterior

Aqui vai um excerto do livro "Cartas para Cláudia", emprestado pela minha querida afilhada Cláudia (obrigadaa),do qual eu gostei particularmente:

“Tudo se passa como se a linguagem exterior, a que costumamos usar para comunicar-mos com os outros, nem sempre fosse o reflexo fiel do que aparentemente quero dizer.

Às vezes, eu sou eu

E a minha linguagem é o meu disfarce.

Por exemplo, imaginemos que quero dizer-te o seguinte:

«Ontem, quando me insultaste, zanguei-me muito e senti vontade de te partir uma cadeira na tua cabeça.»

Se me disfarçar dir-te-ei: «Às vezes, a agressividade perturba qualquer um. »(???)

Repara na indefinição, na ambiguidade e na falta de compromisso da segunda frase: «Às vezes (quando?)m a agressividade (qual? De quem? Contra quem?) perturba (o que faz?) qualquer um (quem?).

Outro exemplo. Digo-te: «Queres tomar um café?», em vez de: «Quero tomar um café contigo. Peço-te que me acompanhes.»

Muitas vezes, fazemos perguntas em vez de afirmar um pensamento que nos pertence.

Essas são as nossas «frases encobridoras».

Se cada vez que fizer uma pergunta encontrar a afirmação escondida, dar-me-ei conta de muitas afirmações que omito.

Perguntar é uma eliminação, um roubo que faço de uma parte do que digo ou de toda a minha expressão.

Na pergunta não há compromisso, falo sem dizer, disfarço-me.

Para que faço estas coisas? Quero que os outros gostem de mim (?), me aprovem, me aceitem, estejam contentes de conhecer uma pessoa tão agradável e simpática como eu. Tenho medo de ser repelido, de ser abandonado, de ser criticado, de que não gostem de mim.

E, então, abro o baú dos recursos e disfarço-me: um nariz redondo, um pouco de carmim, um chapéu atraente, uns sapatos engraçados e, sobretudo, fato e gravata (porque não se deve perder a formalidade…). Então engano-te, vigarizo-te, minto-te…

Tu aceitas o meu disfarce, queres o meu disfarce, admiras o meu disfarce… E, se eu o fizer bem, talvez nem sequer te dês conta e julgues que te estas a relacionar comigo. “

Bucay, J (2005). Cartas para Cláudia: Ensinamentos de um psicólogo a uma velha amiga. Cascais: Pergaminho. PP. 49 – 50.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Já terminei de ler o livro “Nunca me Esqueças” de Lesley Pearse e posso dizer que foi um dos melhores livros que eu já li até agora. Não estou exagerar, o livro é mesmo bom senão, com tantos trabalhos e matéria para estudar, nunca teria acabado 432 páginas em tão pouco tempo. Fiquei viciada e confesso que comecei a ficar mesmo triste quando percebi que já estava quase a acabar. Ainda tentei começar a ler menos de cada vez para que pudesse saborear mais tempo a história mas isso era viciante, não conseguia parar.

O livro não tem nada a ver com a capa e acredito que quem escreveu a sinopse não se tenha dado ao trabalho de ler o livro é que a sinopse parece tirada de qualquer outro livro menos deste… Quando olhei para o livro numa estante na fnac pensei logo que se tratava de um típico romance “cor-de-rosa” direccionado para um público feminino, ao estilo de Daniel Steel ou Nicholas Sparks. Conclusão: enganei-me profundamente. Eu gosto dos dois autores atrás referidos, mas a escrita de Lesley Pearse consegue ser muito mais aprofundada, mais detalhada, enfim… parece tudo mais real e nunca se tem a sensação de saber o que vai acontecer aseguir.

O livro conta a história verídica de Mary Broad (ou Bryant) e de tudo aquilo pelo que ela passou após ter sido deportada para a Austrália (Séc. XVIII). Ela continha uma inteligência que lhe permitiu sobreviver a todas as torturas e ao modo impiedoso com que os prisioneiros eram tratados na altura.

Mary Broad foi uma lutadora que colocava aqueles que amava e os seus valores acima de tudo, nunca se rebaixando perante nada. Mesmo perante todas as adversidades (não sei o que lhe poderia ter acontecido mais) ela arranjava sempre força para encorajar os outros e conseguia sorrir e apreciar as pequenas coisas da vida.

A autora tentou ser o mais fiel possível à história de Mary e isso é o que torna todo o livro tão extraordinário.

Um livro que demonstra o que de pior tem o Ser Humano quando se encontra em situações adversas e as coisas a que é capaz de se submeter e fazer aos outros, no entanto demonstra também todo aquele lado bom que só um Ser Humano é capaz de demonstrar em momentos em que já nada conta, nem a própria vida.

Como é possível continuar a sentir amor e preocupação pelos outros quando já se perdeu tudo o que se pode perder, se está doente, com fome, com frio, com dores, com sede, sozinho, quase a morrer? Como é possível ter instinto de sobrevivência, vontade e força para viver quando se perdeu tudo e nada tem significado? Onde é que vamos buscar as forças quando parece que tudo acabou?

Recomendo a leitura deste livro… É espectacular mesmo!

segunda-feira, 20 de abril de 2009


Comptine dUn Autre Été - Yann Tiersen

Esta música desprovida de qualquer letra é, para mim, de uma profundidade imensa na qual, cada vez que a oiço, mergulho na imensidão de sentimentos, emoções e pensamentos que ela me transmite. A letra é criada mentalmente por mim e isso faz dela a mais profunda das letras. Sempre que a oiço é inevitável fechar os olhos e sentir que estou numa floresta a correr desalmadamente sem me cansar e sem fim à vista, completamente sozinha por entre um caminho de terra repleto de árvores dos lados, húmido e um pouco sombrio. Corro, corro, corro e não sei bem para onde vou. Pareço desesperada como que a fugir de algo, sem saber para onde ir ou o que procurar, no entanto estou invadida por uma paz enorme, a paz que tanto procuro e que muitas vezes encontro quando mergulho nesta música e percorro este caminho.

Façam a experiência. O que sentem vocês?



Prendinhas

Quero, quero, quero...

Já há algum tempo que tenho reparado que no Hi5 tem aparecido uma cena nova que é o Hi5 Prendas. Basicamente serve para enviar prendinhas aos nossos amiguinhos, quando fazem anos, quando passam a carta, quando acabam o curso, enfim... serve para todas as ocasiões. É uma ideia engraçada, não é? Podemos enviar cachorrinhos lindos e fofos pela Internet, telemóveis topo de gama, tiaras, peluches fofinhos, bolos, gelados, vinho... Uma doçura.

O problema é que estas prendinhas pagam-se, é verdade. Para oferecerem um desenho de uns balões têm de pagar. Por exemplo, o mínimo possível é comprar 400 moedas = 5 euros. É um bom negócio em tempo de crise, ainda por cima quando os avanços tecnológicos estão tão avançados em que qualquer pessoa clica no Print Screen et voilà, têm a prendinha preparada para embrulhar e enviar aos amiguinhos.

Aqui vão uns exemplos:



Quem é que gasta dinheiro real em coisas destas? Bom, deixo aqui um apelo: peço que todos os meus amigos me dêem prendinhas hi5, de preferência a primeira ou a segunda é que eu sou esquisita... Se não me derem uma prendinha eu amuo... é importante!

Ai ai

sábado, 18 de abril de 2009

Finalmente consegui ir de manhãzinha correr com o meu namorado. Pronto, a partir de agora é começar a fazer jogging três vezes por semana a ver se perco esta "roupa" extra. será que consigo? será? Tem que ser. Agora que coloquei isto no blogue, é uma questão de orgulho... Tenho de conseguir.

Comecei hoje os treinos para fazer malabarismo com quatro bolas. Resultados: Já consigo!! ... mas pouco. Chego à segunda volta e voa-me tudo para todos os lados, pareço uma tontinha. Perco as bolas todas de cada vez que tento e lá vou eu procurá-las demorando uns 10 minutos para encontrar cada uma...isto dá trabalho!! uff... :)

Paz

Hoje estava a pensar em qual seria a melhor sensação que existe e cheguei a uma conclusão (apenas generalizável à minha pessoa, claro). Acho que a melhor sensação que existe é a paz, mas paz verdadeira. Deixo aqui o significado tirado do dicionário de Língua Portuguesa da Porto Editora:

"paz
nome feminino
1. ausência de guerra
2. serenidade; tranquilidade
3. sossego
4. repouso
5. silêncio
6. boa harmonia
7. conciliação
8. paciência; "

Usamos muitas vezes esta palavra mas nem temos, talvez, a noção da profundidade do que ela significa. Esta é uma das melhores sensações que o ser humano pode sentir, senão mesmo a melhor (arrisco-me a dizê-lo sem qualquer receio).
Acho que a maioria das pessoas já não sabem o que significa esta palavra porque simplesmente não conhecem a sensação, já se esqueceram do que é... Às vezes pensamos que estamos tranquilos, que está tudo bem, mas estaremos totalmente em "paz"? Só espero que a velocidade a que cada vez mais ocorre a vida das pessoas nunca extinga esta sensação, caso isso não esteja já a acontecer...

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Iceberg

Estou sempre a dizer que a mente humana é a área mais interessante que pode haver, não só pela sua complexidade mas por tudo o que está inerente a ela. No entanto, cada vez me revolto mais contra ela. Cada vez considero mais o ser humano como um robot, mas um robot com sentimentos, sensações, pensamentos, inteligência, etc. Temos um cojunto de orgãos que se não tivermos cuidados com a sua manutenção se avariam prejudicando todo o resto do corpo. Somos um conjunto e não apenas um. Não comandamos o nosso corpo, não temos a capacidade de nos comandarmos e controlar-mos a nós mesmos. Somos seres racionais e estamos habituados a resolver problemas dos mais variadissmos graus de complexidade e dificuldade, no entanto não somos capazes de ter controlo sobre nós mesmos.

O ser humano pensa que é um ser superior mas quando tem a descoberto as suas fraquezas sente-se inferior, inferior a outros seres humanos que simplesmente se refugiam por trás de um manto roto de força e ficção. Somos todos iguais, todos inferiores aos outros, ao que pensamos ser, a nós mesmos. Se tivermos um problema de saúde, não é por muito querermos ou por darmos ordens ao cerebro para ficarmos bem que ficamos, de facto, curados. Não temos capacidade sobre os nossos próprios corpos, não temos autoridade sobre a nossa própria mente.
A nossa mente passa o tempo a passar-nos rasteiras, a fazer o que não queremos... o pior é quando o faz escondida de nós, no nosso sub-consciente para que nem possamos dar conta das armadilhas que ela nos prepara.

Estou cansada de ser controlada por uma mente que não tenho noção do que está a tramar. O nosso cérebro está dentro de nós, supostamente ele produz o que somos então porque é que não o podemos impedir de fazer o que quer? Porque não o controlamos? Se a nossa mente se vira contra nós, então somos nós que estamos numa batalha connosco mesmo, que estamos a fazer mal a nós próprios. Somos tão inteligentes… mas tão fracos ao mesmo tempo. Procuramos a felicidade, queremos ser felizes, mas somos os maiores masoquistas à face da terra: somos nós quem faz mal a nós mesmos.

Desculpem, não vão entender este post. Realmente, olhando para o texto, não há mesmo nada a entender. É apenas um desabafo de alguém que se quer libertar de si mesma e, que por muito feliz que seja, quer conquistar cada vez mais o alto da felicidade libertando-se das teias obscuras do seu insconsciente.

domingo, 12 de abril de 2009

"Grande Pensação 3"

Tema: Imagina que, à noite, de luz apagada, encontras um macaco no teu quarto. Conta aquilo que fazes.

Ano 2000

"Eu numa certa noite de lua cheia, encontrei um macaco empoleirado em cima do meu computador. Fiquei muito assustada e disse-lhe:

- Sai daqui seu mal cheiroso. Mas ele não saiu e respondeu-me: - Desculpa estar em cima do teu computador, mas sabes é que eu fugi do Zoo e preciso de um lugar para ficar, senão eles apanham-me.

- A sério? Perguntei eu.

- Sim, eles não nos tratam nada bem e passam o tempo a bater-nos.

- A sério? Coitado. Bem pregaste-me um grande susto, mas podes ficar comigo e o teu nome será Sortudo porque conseguiste escapar, está bem?

- Está, disse ele.

Então a partir daí o macaco ficaria comigo, mas só se isso acontecesse de verdade e é claro que isto é uma história!"

Uff. Ainda bem que eu referi que era só uma história, não fosse a professora pensar que eu era maluquinha ou denunciar ao Jardim Zoológico que eu tinha o macaco escondido em casa. Esperta!

"Grande Pensação 2"

Tema: "No chão vi uma seringa"

22 de Outubro de 1998

"Liliana, Raquel e Inês estavam a passear e de repente viram uma seringa. Raquel disse: - É melhor não mexer-mos nesta seringa.

- Porquê? Perguntou a Inês

- Porque pode ter droga e não se sabe quem a usou, disse a Liliana.

- É melhor irmos ao parque em vez de estarmos aqui paradas, disse a Inês.

- Tens razão, concordou a Liliana.

As três foram para o parque mas viram um monte de seringas, então a Raquel disse: - É melhor seguirmos as seringas para sabermos quem as usa e não tem o cuidado de as destruir.

- Mas a Inês vai chamar dois adultos, disse a Liliana. E todas ficaram de acordo.

Seguiram o rasto de montes de seringas que pareciam setas e finalmente encontraram quem as tinha: era um enfermeiro. Já não tinham nada a temer, mas quando a Inês chegou com dois adultos fartaram-se de rir, mas aprenderam uma grande lição: mesmo que vejam uma seringa e pensem que é de um enfermeiro, nunca toquem nelas porque podem não ser".


lolol... Não se esqueçam que as seringas que encontram no chão da rua nem sempre podem ser de um enfermeiro ok? Eu nunca mais me vou esquecer desta lição. Ah e é engraçado que a Liliana era sempre a que tinha as respostas mais responsáveis (isto é....) ...

sábado, 11 de abril de 2009

As férias estão a acabar, nem acredito como passaram rápido. Parece que tudo o que é bom passa realmente rápido, aliás ultimamente acho que tudo (bom e mau) passa rápido, algo que me assusta e me faz pensar bastante. O tempo está a passar tão rápido e a vida com ele e isso é o que assusta mais.

A sociedade está doente de tanto stress, de tanta correria, tanto trabalho, tão pouco tempo livre. A sociedade do lazer está a crescer mas a vida das pessoas tende a não acompanhá-la com este ritmo frenético com que a vida nos passa à frente.

Acho que temos de levar a vida menos a sério, quer sejamos estudantes, trabalhadores, desempregados ou qualquer outra coisa. Temos de levar tudo isso a sério senão não evoluímos e o nosso futuro fica confiscado, mas talvez não tão a sério (não chegando ao exagero de muita gente que vejo nas faculdades, por exemplo). É tempo (é sempre tempo enquanto há vida) de viver, de parar e saborear cada momento pois este nunca mais voltará e parece que cada vez passa mais rápido, de evoluirmos, de fazermos as coisas de que gostamos, de estarmos com as pessoas de quem gostamos e que gostam de nós e de nos entregarmos a elas, é tempo de sermos (realmente) felizes.

A vida é para ser vivida, então porque temos sempre de pensar o que é que os outros irão pensar das nossas acções, o que será politicamente correcto de se fazer/dizer, termos de seguir normas e vidas pré-definidas à nascença? O Ser Humano é mesquinho, é mesmo. Que importa tudo isto? O que importa é sermos felizes, é isso que vai contar quando formos velhotes e olharmos para trás, para a nossa existência.

O que coloca as pessoas neste estado de sobrevivência é, digo eu, o medo do futuro. Tudo o que fazemos é para que possamos ter um futuro melhor, o problema é que estamos a prejudicar o presente e com ele o futuro é também afectado negativamente ao prejudicar-nos a nós como pessoas. Somos todos vitimas de nós próprios (eu falo mas sou também um exemplo claro disso) e da evolução (?) da sociedade actual que nos obriga a acompanhar o seu ritmo.

Quando comecei este post era para ser um post sobre o facto de as férias terem passado rápido e ainda ter muita coisa por fazer. Adorei as férias e não me apetecia nada voltar às aulas na segunda... Bem, o post era sobre isso. Nota-se? A mente é surpreendente, realmente.