Já terminei de ler o livro “Nunca me Esqueças” de Lesley Pearse e posso dizer que foi um dos melhores livros que eu já li até agora. Não estou exagerar, o livro é mesmo bom senão, com tantos trabalhos e matéria para estudar, nunca teria acabado 432 páginas em tão pouco tempo. Fiquei viciada e confesso que comecei a ficar mesmo triste quando percebi que já estava quase a acabar. Ainda tentei começar a ler menos de cada vez para que pudesse saborear mais tempo a história mas isso era viciante, não conseguia parar.
O livro não tem nada a ver com a capa e acredito que quem escreveu a sinopse não se tenha dado ao trabalho de ler o livro é que a sinopse parece tirada de qualquer outro livro menos deste… Quando olhei para o livro numa estante na fnac pensei logo que se tratava de um típico romance “cor-de-rosa” direccionado para um público feminino, ao estilo de Daniel Steel ou Nicholas Sparks. Conclusão: enganei-me profundamente. Eu gosto dos dois autores atrás referidos, mas a escrita de Lesley Pearse consegue ser muito mais aprofundada, mais detalhada, enfim… parece tudo mais real e nunca se tem a sensação de saber o que vai acontecer aseguir.
O livro conta a história verídica de Mary Broad (ou Bryant) e de tudo aquilo pelo que ela passou após ter sido deportada para a Austrália (Séc. XVIII). Ela continha uma inteligência que lhe permitiu sobreviver a todas as torturas e ao modo impiedoso com que os prisioneiros eram tratados na altura.
Mary Broad foi uma lutadora que colocava aqueles que amava e os seus valores acima de tudo, nunca se rebaixando perante nada. Mesmo perante todas as adversidades (não sei o que lhe poderia ter acontecido mais) ela arranjava sempre força para encorajar os outros e conseguia sorrir e apreciar as pequenas coisas da vida.
A autora tentou ser o mais fiel possível à história de Mary e isso é o que torna todo o livro tão extraordinário.
Um livro que demonstra o que de pior tem o Ser Humano quando se encontra em situações adversas e as coisas a que é capaz de se submeter e fazer aos outros, no entanto demonstra também todo aquele lado bom que só um Ser Humano é capaz de demonstrar em momentos em que já nada conta, nem a própria vida.
Como é possível continuar a sentir amor e preocupação pelos outros quando já se perdeu tudo o que se pode perder, se está doente, com fome, com frio, com dores, com sede, sozinho, quase a morrer? Como é possível ter instinto de sobrevivência, vontade e força para viver quando se perdeu tudo e nada tem significado? Onde é que vamos buscar as forças quando parece que tudo acabou?
Recomendo a leitura deste livro… É espectacular mesmo!









