quarta-feira, 30 de julho de 2008

Ontem cai das escadas da minha casa. Apanhei o maior susto de toda a minha vida (não estou a exagerar nada). É impressionante como um segundo parece ter durado 5 minutos. Já quando cai da bicicleta a sensação foi a mesma. Sentir cada movimento, cada gesto durante a queda e ficar com tudo registado na memória. Ter multiplos e complexos pensamentos ao mesmo tempo.

Lembro-me que a primeira coisa em que pensei foi no meu namorado. Como ele iria ficar... resultado dos restantes pensamentos e imagens que tive que prefiro nem colocar aqui.

Fui ao hospital e a médica disse que a queda foi mesmo muito forte. Levei uma injecção e vou ter umas brutas dores nas costas, braço, peito, cotovelo e rabo durante uns dias. Mas estou bem.

Estou bem e, principalmente, feliz. A sério! Ontem quando sai do hospital só me apetecia gritar o quão feliz eu me sentia. E sinto. Olhei pela janela do carro e tudo continuava igual. Carros a passar. Pessoas a fazer a vida delas. O vento a bater nas árvores. Se tivesse acontecido alguma coisa, nada no mundo teria mudado. De que nos vale lamentar? Somos mais uns no meio de tantos... Temos é de aproveitar a oportunidade que temos de viver e viver felizes enquanto estamos vivos e podemos desfrutar da vida.

Não sabemos quando é que tudo acaba (ai a eterna sensação que somos imortais...), por isso devemos aproveitar cada segundo da nossa vida. Estar feliz. Não vamos desperdiçar segundos, minutos, horas, momentos que nunca mais voltarão atrás, estando tristes ou, muito menos, chateados.

Eu estou feliz porque estou viva, porque ando, porque sou livre, por tudo!

Hoje ia ficando chateada porque gastei dinheiro num bilhete de comboio e não o utilizei... e de repente pensei: "Já passou... não posso mudar o passado. Realmente serve-me de alguma coisa perder o meu tempo estando chateada com uma coisa que nem sequer posso mudar?". Esqueci.

Estou feliz!

E tu, estás?
Definitivamente passei o 1º ano :) Yupi!!!! Aweee!!! ENA ENA!!! Pronto...

Estatistica: 15
Psicologia: 15

Acabo assim o meu primeiro ano académico com média de 15.

Assim não se rejeita a hipótese nula. Toma toma toma que já almoçaste Estatistica!!!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ho: A Liliana não vai reprovar no exame de Estatistica

H1: A Liliana vai reprovar no exame de Estatistica
Aqui estou eu, novamente ao fim de estar tanto tempo sem postar nada.

Nos últimos dias tenho sido uma total anti-tudo. Anti-social, anti-livros-que-me-despertem-algum-interesse, anti-sono... É a fase dos exames! Esta maravilhosa fase pela qual toda a gente adora passar. Eu cá até gosto... gosto quando acaba e quando vou ver as boas notinhas, mas quando as notas não me interessam passo logo a detestar esta fase. Conveniência... não me censurem.

Bem, estou mesmo na recta final. Aliás, já estou na 2ª fase. O que significa que amanhã terei o meu penúltimo exame e quarta-feira que vem será o último.

Cá vamos às notas deste semestre:
16
18
16
15
15

E até agora é só. Visto que me falta fazer o módulo de Estatistica para fazer média (50%) com o módulo de Investigação. E, como não é de admirar, reprovei, novamente, a Estatistica. Mas desta vez é bem pior!! Amanhã é a última oportunidade. Ou passo... ou sopas. Eu gosto muito de sopa, mas não dáva muito jeito agora por causa do calor...

Falta-me ainda Psicologia também. Vamos lá ver...

Confesso que estou muitooooo assustada pelo facto de estar na segunda fase com duas cadeiras por fazer. Medooooooooooooo!!!

Bem, ao longo deste semestre desenvolvi uma nova paixão - a paixão pelas tecnologias educativas. Não é pela cadeira em si, mas sim por esta área. Estou a gostar tanto que vou estar a fazer voluntariado nas férias, mal acabe o maldito último exame, nessa área. Vejam lá, eu já morta de cansaço e ainda me meto nisso. Só prova mesmo o quanto eu estou interessada em seguir isso.
Estou com medo que seja demasiado dificil para mim, mas vamos ver.

Eu vou postando novidades, pois cada vez terei mais tempo livre (assim espero).

Como dá para ver passei do estremo "detesto o cursoo, estou tão deprimida, quero Psicologia" para "adorooooooo isto. Nem que me paguem mudo de curso. Ahahah". Pronto... isto são os exames que me metem doida. Aliás, ontem ia abrir a porta de casa com o passe do comboio (verdade!!).

Tá tudo dito...

terça-feira, 1 de julho de 2008

Vou viver cada dia como se fosse o... primeiro.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Pensamos que somos superiores aos animais, mas não, temos é a mania. A razão e a capacidade de pensar é o que nos tira do topo em que nós humanos consideramos estar. Somos os piores dos piores. E é a razão que estraga tudo.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Não há nada mais doloroso do que a morte. Nada. Nada. É das poucas coisas que não podemos fazer nada para resolver. Quando acontece já não dá para voltar atrás. A imagem daquela vida fica retida em quem a conheceu. Em quem conviveu, riu, esteve, apoiou. Apartir daquele momento nunca mais existirão fotografias diferentes. Nunca mais a veremos crescer, desenvolver-se. A sua vida não mais existirá a não ser no nosso coração, na nossa memória, em cada canto em que a vimos...

A morte só deixa choro, magoa, tristeza... A vontade de culpar alguém é sempre superior à razão... Convida a insónia... Os nossos olhos mudam de formato quando quase ficamos com a cara deformada de tanto choro... A morte muda a nossa vida.

Um dia tudo voltará ao "normal". As recordações deixarão de surgir a cada segundo que passa. Mas o amor não morre. Aquele ser pode não mais existir entre nós, mas o amor que deixou plantado nos nossos corações nunca irá desaparecer. É com mágoa, muita mágoa e sofrimento que vejo partir um pedaço que já fazia parte da minha vida. Tão pequenina, ainda em crescimento... Acabou antes que esse fim fizesse qualquer sentido. Não há sentido. Não há! Ansiosa por saber como seria ela no futuro, um futuro tão breve e acabou. Acabou antes de ter começado. Não! Não! NÃO!

A vida é uma coisa preciosa mas é minúscula. É fraca. Todos morremos. Somos robots... Dependemos de uns quantos orgãos que quando se avariam deixamos de existir. Mas a vida não é só isto. Não faria sentido. Tem de haver algo mais. Há! Eu sei.

Adeus Bé. A primeira e última porquinha-da-india que deixou maiores marcas do que alguma vez imaginei e com o pior feitio que eu já conheci. Amo-te.

domingo, 15 de junho de 2008

Ahhh... Nada como tentar estudar e a musiquinha dos santos estar aos berros lá fora...

sábado, 14 de junho de 2008

Porque é que estudar é a melhor forma de viajar que existe? Porque a nossa cabeça vagueia por todo o lado, recorda-se e interessa-se por tudo... Menos por aquilo que se está a estudar. Aliás, o que é que eu estava mesmo a estudar agora?
Desde o primeiro dia de faculdade até hoje que o tempo passou a correr, a correr, aos pulinhos... foi mesmo rápido, caramba. Por isso... porque é que agora umas míseras semanas passam tão devagar, devagar, a arrastar, a tartarugar, a desesperaaaar...?

sábado, 10 de maio de 2008

Ha imenso tempo que aqui não vinha. Tenho saudades de escrever no blog mas depois quando aqui venho nunca sei o que escrever.

Desde que deixei de escrever no blog que me aconteceram algumas coisas que há muito, muito, muitoooooooo tempo que eu estava a espera, tal como trajar. Dia 29 de Abril foi o dia do enterro do caloiro, o dia que eu tanto ansiava para poder traçar a capa.
Foi muito divertido. Um dia inteiro a sermos praxados e, ao final da tarde, traçámos a capa. À noite tivemos um jantar, onde já fomos de traje e de seguida partimos para a festa na faculdade. Nem sei explicar a sensação que tive no momento do traçar da capa. Nunca me vou esquecer daquele momento.

Ontem (dia 9 de Maio) fui ao XII Tuna M'isto, na aula magna, onde estiveram presentes:
Esctunis
VicenTuna
TAISCTE
Tuna Económicas
Tuna Médica de Lisboa

Além de ter sido uma noite muito divertida ao som das magnificas tunas, foi, acima de tudo, um momento bastante nostálico para mim. A primeira vez que assisti a tunas foi no X Tuna M'isto, há dois anos, para ver, acima de tudo, a VicenTuna onde estava a minha professorinha de MACS (foi muito "Fixe" lol). Agora a minha professorinha está em Inglaterra e eu fiquei cheia de saudades. Mas, incrivelmente, não fiquei triste. Fiquei comovida... muito mesmo. Ainda bem que estava escuro lol. Ver a VicenTuna fez com que a minha cabeça fizesse uma viagem no tempo e comecei a recordar-me, naquele momento, da minha vida há dois anos atrás...
A vida dá com cada volta. O quanto eu falava em querer ir para a faculdade... já cá estou. A minha professora que dizia que ia ser dificil arranjar emprego como professora... e agora está em Inglaterra a fazer o que sempre quis.
Se me perguntassem qual é a pessoa de que tenho a maior honra em ter conhecido eu diria, sem pensar muito, a Ana... A pessoa que mais admiro e que tive a felicidade, a honra e o orgulho de conhecer. Foi isto que eu pensei, enquanto estava sentada na primeira fila das cadeiras verdinhas da Aula Magna.

Sabem uma coisa? Gostava de ir para a Tuna da minha faculdade... mesmo.


Deixo aqui umas fotos:


Flexõezinhas antes do traçar



Aquele momento... A minha madrinha a traçar-me a capa



Trajada



Na faculdade

quinta-feira, 20 de março de 2008

Em seguimento do post anterior, posso dizer que só podemos ter a certeza de quem são os nossos amigos, aquelas pessoas que se preocupam verdadeiramente connosco, quando estão presentes naqueles momentos em que precisamos realmente deles.
Fui operada na quinta-feira (faz hoje uma semana) e passei uma recuperação bem dolorosa... Tive pessoas que mostraram o quanto gostam de mim. Sei que posso contar com elas. Acima de todas, sem duvida, foram os meus pais e namorado que não me deixaram um segundo. Outros a quem chamava amigos... ainda hoje nem sabem se estou viva ou não.

Viro hoje uma página... Prevejo uma nova viragem na minha vida.



Nota: Este post não visa ninguém.
Nota 2: Sei que existe muita gente que nem sequer faz ideia que fui operada.

terça-feira, 11 de março de 2008

Começo a considerar que os amigos que duram para toda a vida são um mito.

Não há nada como os amigos, mas, infelizmente, já percebi que não duram para sempre. É natural, penso. Duram enquanto têm de durar e às vezes vão para lá do que tinham de durar, simplesmente, porque conseguimos ser muito teimosos e não aceitar a realidade... Muitos de nós vivem relações ficticias e chamam amigo a alguém que o foi, mas que pode já não o ser.

Porque consideramos pessoas com quem já nem falamos, como amigos? Penso que é porque essas pessoas marcaram-nos muito e deixaram, fortemente, a sua marca em nós. Não conseguimos esquece-los, nem tudo o que passámos ou aprendemos com eles. Mas será que esse passado vivido, apesar de ter tido consequências na forma como vivemos o presente, faz com que presentemente essas pessoas sejam nossos amigos? Que exista uma amizade? Mas o que é que é a amizade, então? Não requer uma relação constante de conhecimento e partilha?

Sempre acreditei na amizade para toda a vida. Hoje... não acredito. Pelo menos, não numa amizade activa (é mais seguro dizer isto). Por muito que não aceitemos, as pessoas acabam por se afastar, a perder contacto... até ao dia em que se tornam quase desconhecidas e começam a ter conversas de conveniência, parecendo que o tempo que estiveram separadas apagaram qualquer novidade relevante para ser contada, opostamente a quando se viam todos os dias e tinham sempre algo novo para falar.

A amizade é algo muito complexo e não pode ser ignorada, nunca! Porém, já me considerei uma pessoa com muitos amigos... neste momento sinto-me confusa em relação a quem serão aqueles que são (e que ainda o são) meus amigos... de verdade.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

- Olááá, eu chamo-me António!
- "PUM PUM PUM"
- Chamavas-te!!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008


Apeteceu-me escrever um pouco a minha opinião acerca da avaliação nas escolas, após ler, no Diário Digital, a seguinte noticia:

"O Ministério da Educação está a ponderar rever os programas de Português do Ensino Básico, do 1.º ao 9.º ano de escolaridade. A Associação de Professores de Português (APP) não vê, no entanto, necessidade da medida, defendendo antes a aplicação de "critérios de avaliação rigorosos e universais" que garantam a igualdade entre todos os alunos.

Para Paulo Feytor Pinto, presidente da APP, não faz sentido que os critérios de avaliação dos estudantes sejam definidos por cada escola e que "o mesmo aluno possa ter um cinco numa escola e um quatro noutra" porque "não existem critérios nacionais de avaliação", pode ler-se na edição desta terça-feira do jornal Público.

Em vez de um "programa igual e uma avaliação diferente", o Ministério da Educação deveria deixar que os professores fizessem o percurso que quisessem para ensinar os alunos e, no final, os estudantes submeter-se-iam a uma avaliação que obedecesse a critérios iguais para todo o país, defende Feytor Pinto.
O que acontece actualmente é que "os professores vão todos pelo mesmo caminho, cumprem o programa, mas os alunos têm notas diferentes", argumenta.
" Diário Digital

Eu não poderia concordar mais com a opinião de Paulo Feytor Pinto. O facto de a avaliação variar de escola para escola não é algo que, aos meus olhos, me pareça justo. Ao haverem critérios de avaliação diferentes de escola para escola, um mesmo aluno poderá ter notas diferentes consoante a escola em que está. Já estamos habituados a ver estes casos, porém os critérios serem diferentes piora ainda mais esta situação. Justo é haver um programa nacional igual para todos os alunos, tal como existe, e uma avaliação com os mesmos critérios. Com esta opinião, não estou a desvalorizar a diferenciação que deve ser tida em conta nas escolas e sala de aula. Ao haver um programa e avaliação iguais, nada impede um ensino diferenciado consoante as necessidades dos alunos concretos em questão.

Os professores deveriam poder seguir o percurso que achassem melhor no ensino dos programas, essa seria a «chave». Ao haver uma avaliação com os mesmo critérios, um programa nacional e autonomia para o professor ensinar da forma que acha mais conveniente, estariamos, realmente, a garantir a “igualdade entre todos os alunos”. Porquê? Por que os professores teriam a oportunidade de adaptar o ensino aos alunos em questão, não estando presos a tantos padrões e, sendo o ensino diferenciado aos contextos, não se cairá tanto no erro/problema do ensino de pessoas diferentes de forma igual que, como consequência, proporciona diferentes oportunidades aos alunos e uma desigualdade escolar (que em consequência aumenta o abandono escolar, a violência escolar, o insucesso e a revolta à escola). Para que essa desigualdade não se instale, os programas são iguais e as avaliações deverão conter os mesmos critérios finais, para que um aluno de uma determinada escola que tenha mais competências e conhecimentos de Português (por exemplo), não tenha uma nota inferior a um aluno com menos competências e conhecimentos de outra escola. Um bom exemplo da “injustiça” das avaliações é o caso da entrada no Ensino Superior, onde o mérito (médias) condiciona a entrada na faculdade, o problema é que nem sempre um aluno com uma média inferior, tem de ser, realmente, um aluno inferior a um com uma média mais alta. A avaliação é que pode ter sido diferente ao longo dos anos lectivos.

Claro está, que esta opinião poderá ser em muito contestada, pois tenho noção que a avaliação final com os mesmos critérios tende a levar os professores a “agarrarem-se” muito aos conteúdos programáticos, para prepararem os alunos apenas para a prova final, esquecendo-se, muitas vezes, de ajudar os alunos a adquirirem, realmente, as competências que são pretendidas. Mas, quero dizer apenas que acho que muitos professores se esquecem de qual a sua função: ensinar. O que é ensinar? De certo que não é apenas “atirar” conteúdos para que os alunos os “despejem” num exame, sem que os saibam usar, ou estarei errada?

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

E..... PRONTO!!!!!!!!

Os exames finais estão feitos, agora é só esperar pelos resultados. Se não tiver de ir à 2ª epóca, tenho 3 semanas lindas, livres, maravilhosas, fantásticas para ficar na cama a ressacar. Se tiver de ir à 2ª epoca, vou ficar insuportável. Pronto, é só para depois não dizerem que não avisei :P

Aweeeee!!

domingo, 27 de janeiro de 2008

É o Sprint Final!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sábado, 26 de janeiro de 2008

Em 2 dias (48 horas, 2880 minutos, 172800 segundos), tenho 6 horas (360 minutos, 21600 segundos) de sono!

Agora sim! Sei o que é!

Esta vida de estudante está a dar cabo de mim... papara parapara parapara pari!!

(se as contas tiverem mal feitas... olhem, é do sono... ou da falta dele) lol

Estatistica aí vou euuu

domingo, 20 de janeiro de 2008




Gosto tanto destes dias :)
Dias de sol, dias de cor e de cor. Ah e de cor, cor, cor, cooooooor!!!! Só vejo cores por todos os lados.

Parece Primavera, mas estamos em Janeiro, pleno Inverno. Ontem andei de t-shirt pelo parque da paz (foto), cheio de verde por todo o lado e patinhos :) "quack"!

Hoje tinha o quintal cheio de florzinhas coloridas e eu combinava com elas :)
Nunca mais é primavera... mas se se mantivesse assim o tempo até lá, eu já não me importava. Deve ser pouco tempo, mas bora lá aproveitar. Se calhar é a minha prenda de anos... que bela prenda!!

Hoje pareço uma criança... Há algo melhor?


cORRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR :)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Fim de 2007






Amo-te....
FELIZ ANO 2008 a todos!!!!


:D

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Hoje sinto-me triste. Mais um dia de aulas e trabalho acabou, chegou a noite e amanhã recomeça um novo dia. Um novo dia de aulas e trabalho em que voltarei para casa para preparar-me para o dia seguinte. Todos os dias são assim. Todos iguais…com a diferença de não serem os mesmos e de o anterior já não poder ser alterado faça eu o que fizer.

Sempre quis aproveitar cada momento, ver o lado bom de cada segundo vivido e ser feliz seja com o que acontecer, mas é tão difícil quando já sabemos que podemos prever o dia seguinte, e o seguinte, e o seguinte a esse seguinte, AI. Que loucura. Mas é verdade. Quando acordo sei que tenho o meu dia todo estipulado como se a minha vida de um horário se tratasse. Gostava de ter tempo para mim, para realizar coisas novas ou ,simplesmente, poder apreciar um bom livro. Tempo para fechar olhos e quando os abrir ter uma ideia fantástica de algo para fazer a seguir e puder mesmo fazê-lo. Tempo para… não me sentir cansada demais para concretizar os desejos que me passam pela mente quando fecho os olhos, mesmo que quanto ao tempo eu não os pudesse realizar. Tempo para, simplesmente, fechar os olhos e sonhar.

Não quero ter uma vida monótona. Não quero sair de casa e voltar sem sentir que a minha vida faz sentido, sem apreciar cada momento como o pôr ou o nascer do sol, as flores a abrirem-se, a gargalhada de uma criança, o vento a soprar. Tudo coisas que sempre prestei atenção e sempre me fascinaram imenso. A alegria que eu sentia ao ver estes “pequenos” fenómenos! Era eu criança. Que saudades de ser criança.
Quero sentir-me criança de novo. Quero admirar a vida, a natureza, o mundo, tudo! Não quero que os meus dias passem por mim como quem assiste a uma telenovela… Quero vivê-los, e cada um no seu esplendor máximo.

Amanhã… mais um dia de aulas, mais um dia de trabalho… O que farei a seguir? Não sei… vou fechar os olhos….
“É natal, é natal…” que tristeza. Olho à minha volta e só vejo pessoas infelizes. Pessoas que querem ter dinheiro para comprarem prendas para a família e pessoas especiais e não têm. A televisão, as montras, a época incentiva-as “tens de compraaar, tens de compraaar, se não podes arranja-te”. É só pessoas tristes.
E os mendigos? Pobres coitados. Toda a gente se lembra deles nesta altura, mas quando já todas as pessoas tiverem aberto as prendas nas suas acolhedoras casas… já se terão esquecido deles e volta tudo ao que era antes.
Só se vê pessoas a correr, stressadas com o que vão comprar esquecendo o sentimento que cada prenda oferecida deve conter, pessoas que pensam ser felizes mas que não o são… É triste. É muito triste.
Raio de hipocrisia.
Acho que vou deixar de estar atenta às pessoas que vejo na rua… vamos lá entrar no espírito, então… “é natal, é natal…”. Ai ai.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Primeira frequência, primeira negativa.

Super motivada...

Agora já não posso fazer a próxima frequência e tenho mesmo de passar no exame senão... estou tramadita!

Quem me dera poder parar ou alongar o tempo sempre que me apetecesse. Quem me dera que a minha professora de Estatistica que não explica nada fosse a minha professorinha de macs...

Quem me dera...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Porque é que quando devemos fazer uma coisa que não podemos fazer ,no momento, apetece-nos imenso concretizá-la e quando já podemos fazê-la, deixa de nos apetecer?

Pois... é o caso do estudo. Quando estou no trabalho ou na faculdade dá-me imensa vontade de estudar, mas quando chego a casa já não consigo.

Raio da estatística.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Estou sentada em frente ao computador a pensar que tenho de estudar ou de aproveitar este momento para por trabalho em dia. Foi para isso que aqui me sentei... Ainda não comecei a fazer nada do que planeei fazer desde que aqui cheguei. Tem sido sempre assim. Não tenho tempo para estudar nem fazer trabalhos ou mesmo para colocar a leitura em dia. Quando tenho, não consigo. Estou cansada, não consigo fazer nada e se estou em casa só quero aproveitar para descansar. Depois acontece-me isto - venho para o pc para por trabalho em dia e não o ponho porque não consigo concentrar-me nem ter paciência para nada. Preciso de férias.

Não é falta de motivação até porque, felizmente, estou a gostar imenso do curso mesmo depois de toda a revolta por não ter entrado em Psicologia. Sinto-me feliz, agora, por a minha vida ter seguido este rumo. Não esperava, mas aconteceu. A Educação começa a fascinar-me de tal forma que já nem penso mudar de curso para o ano. É inexplicável, mas assim é.

A minha preocupação neste momento centra-se apenas no facto de não estar a conseguir aguentar o ritmo. Realmente, trabalhar e estudar não dá, não funciona, é inconciliavel. Pelo menos para mim... não sei se serei mais fraca que os outros ou se é mesmo normal, a verdade é que não consigo. Tenho medo de acabar o semestre e ter um desgosto... Tenho de aguentar até Janeiro.... vá lá, Liliana... Tens de conseguir.

Apesar de todo este cansaço e preocupação, continuo a sentir-me feliz e realizada que é das melhores coisas que se podem sentir. Nem tudo é mau. A cabeça tem de estar levantada se quero vencer isto... pois bem, assim será.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Com muita pena minha, não tenho tido tempo para escrever no blog. Estou cheia de trabalhos e coisas para fazer que não têm fim. De qualquer forma, quero deixar aqui escrito o quão feliz tenho andado ultimamente. Tenho a plena noção que estou a ter um dos melhores anos da minha vida. Este foi o ano mais proveitoso, em que cresci mais, aprendi e no qual me tenho vindo a realizar aos poucos e poucos.

A minha vida deu uma volta que nunca pensei que viesse a dar este ano. Estou feliz. Sinto-me bem.

Estou cansada também, mas tento esquecer isso. Vou aproveitar o momento...

... que neste momento será estudar para a maldosa frequência de Estatísica.. grrr!! lol


:)

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Ano de Mudança

Este ano, mais do que em qualquer outro, eu mudei. Não sei se para melhor, para pior, ou se mantive o mau e o bom, mas a verdade é que mudei muito.
Costumam dizer “ ter 18 anos é o mesmo que ter 17, não muda nada a não ser o facto de seres maior”, mas a minha experiência não foi essa. Senti uma mudança gigante.

Para começar, estava num ano mais exigente do que os anteriores: O 12º, na luta pela ida para a faculdade. Depois, comecei a trabalhar aos fins-de-semana numa pastelaria que foi uma experiência que nunca mais me vou esquecer. Alias, passei a ter muito mais respeito por qualquer empregado de balcão. Possas, aquilo é mesmo cansativo. Já agora, deixo o apelo: Tratem bem quem vos atende, PÁ lol

Depois consegui arranjar um trabalho muito melhor e deixei o anterior, no dia em que fiz o meu ultimo exame nacional.
Foram dois meses terríveis: a espera pelos resultados das colocações na Universidade. Tinha uma esperança terrivelmente alta de que entrava no curso que sempre quis, mas não foi isso que aconteceu.
Entrei na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (a faculdade que queria), mas em Ciências da Educação. Aqui estou eu… vida nova! Sempre sonhei com a ida para a faculdade e estou a gostar imenso, apesar de não estar no curso que queria, continuo a acreditar que ainda vou lá parar, por isso vou aproveitar o momento.
A praxe foi espectacular e conheci imensa gente. Descobri-me mais extrovertida do que me conhecia. Até me ofereci quando a professora de TDC pediu três pessoas para fazer um teatrinho para a turma.
Mas o melhor de tudo, é que fiz um grupinho de colegas desde o início, que continua intacto e está cada vez mais unido: sempre quis ter um grupo, e estou a adorar.

As vezes, sinto-me completamente perdida no curso, visto que mal sabia para o que era, mas ao que parece não sou a única, isto é, estamos quase todos na mesma situação de descoberta do curso. Ao que me tem parecido (a mim e a todos) o curso é muito interessante. Tem imensa psicologia (quem sabe se não é uma preparação para o futuro?) e faz-nos reflectir.
Estou a gostar imenso do ambiente da faculdade e acima de tudo, de finalmente, ser uma estudante universitária… é mesmo um mundo novo que estou a adorar conhecer.

Além de ter começado a trabalhar, ter fixado mais a minha personalidade (coisa que até há pouco tempo ainda andava à procura) e ter entrado na faculdade, conheci uma pessoa fantástica que ainda mais me esta a ajudar a responder a esta pergunta “Quem sou eu?”, e me tem acompanhado, apoiado e feito sorrir todos os dias. É importante realçar que ando um pouco insuportável desde que fiquei à espera dos resultados das colocações: primeiro, o stress e o medo de não entrar em Psicologia. Depois, o facto de não ter entrado. Após isso, ainda a espera pela segunda fase. Não ter entrado novamente. E o entusiasmo pela nova vida de estudante. Tudo isto, tem feito com que ande absolutamente má de aturar (mal me suporto a mim mesma), mas… ele nunca me deixou. Apoia e tem uma paciência que mais ninguém neste mundo pode sequer tentar ter para comigo. Acredita, tens sido tudo aquilo que sempre quis e agradeço-te por tudo isso e mais ainda. Agradeço e acima de tudo, peço desculpa por não ser propriamente uma pessoa simpática.

Ah pois, uma das coisas que descobri acerca de mim, nesta incessante busca do Eu, é que sou uma pessoa que não é nada simpática. A sério. Não sou simpática, sou mimada, e tenho um humor que quando começa não consigo parar, mesmo quando devo e tenho noção disso. Não sou tão sensível como pensava que era, não me deixo pisar e consigo realmente ser uma chata arrogante. Tenho feito coisas que me têm surpreendido bastante como virar-me para a professora e dizer que não quero ficar com uma pessoa como par porque a pessoa não me parece assídua o suficiente. Pode parecer estúpido, só porque a pessoa não apareceu a aula, mas na aula passada quando quis trabalhar ela foi fumar e beber café. Enfim… há quem ache que fiz mal, mas continuo a achar que fiz bem, alias… já passou um mês… nunca a vi na faculdade… parece que fiz mesmo bem. O que queria chegar com isto: A Liliana de há uns meses atrás não era capaz disto… Estou mesmo mudada. Ás vezes sinto-me mal comigo, outras penso que estou a crescer…

Enfim, o que quero dizer com este testamento? Absolutamente nada… mas soube bem. Estou diferente… é estranho. Mas sinto-me mais fiel a mim mesma. Estou numa fase de mudança da minha vida… e está a ser muito complicado. Só espero nunca desiludir ninguém.

Quanto a ti… tem calma, o tempo nos dará a resposta… mais mudanças virão aí, possas... lol

Ah, o meu português também anda mudado... uma mudança verdadeiramente preocupante diga-se...

Como é que alguém é capaz de fazer um post testamentó-gigantesco destes?


A vida é mesmo engraçada...

sábado, 13 de outubro de 2007

Há anos que acordo todas as manhãs e penso que o meu esforço diário será para conseguir alcançar o meu sonho: seguir psicologia.

Detestei o meu secundário, mas pensava: Vale a pena, luta pela psicologia.

Estudei sem parar para passar a um exame que era, a partida, impossível, pela psicologia.

Li imensos livros e documentários fascinantes que me faziam sonhar que um dia seria sobre isso que o meu estudo se iria debruçar para sempre.

Só tinha um objectivo para alcançar a realização pessoal: Entrar em psicologia.

Cansar-me a trabalhar e ainda ir para a faculdade só valia a pena pelo amor à psicologia.

Psicologia Psicologia Psicologia era a única coisa que me fazia pensar que valia a pena todos os esforços que fazia, que valia a pena estudar o que não gostava, que valia a pena nunca desistir de nada.

É a única coisa que me fascina.

Não quero viver da Psicologia, eu quero viver para ela.

É a única coisa que existe em que eu tenho a certeza que seria boa. .


Estou em Ciências da Educação.... numa faculdade de psicologia :(

sábado, 6 de outubro de 2007

Hoje quero falar de uma pessoa que é uma verdadeira inspiração para mim, e da qual já devia ter escrito há mais tempo até.
Esta pessoa de quem vou falar é das maiores (isto para não dizer a maior mesmo) lutadoras que já conheci. Que não desiste dos seus sonhos e que os obstaculos não a impedem de realizar o que realmente deseja. Esta pessoa és tu, Miss T.

Quando te conheci não passavas de apenas mais uma das três professoras estagiarias que teria nesse ano a matemática. Rapidamente tornaste-te na minha professora preferida, muito provavelmente pela paciencia e satisfação com que tiravas as duvidas ao meu grupo de trabalho sempre que o solicitavamos, e com a boa disposição que nos transmitias. Eras a tipica professora para quem olhava e sabia que estavas ali não só pelo dever, mas porque realmente sentias e gostavas do que estavas a fazer. E isso, transmite muito a um aluno, mais do que toda e a melhor teoria dada com as melhores técnicas de aprendizagem, e bla bla.

Comecei a conhecer-te melhor, primeiro após as aulas que era quando podia ter um pouquito de de tempo para conversar, e depois nas explicações na biblioteca. A verdade é que apesar de te conhecer pouco visto a relação professor-aluno, eu identificava-me contigo, não perguntes como.
As tuas aulas eram fantasticas, e nunca me queria portar "mal" para não importunar a aula, que tu, com tanto gosto demonstravas dar, o que era facilmente perceptivel pelo aluno e nos cativava.

Depois, soube que fazias parte de uma tuna... Pronto, "festaaaa". Esse tipo de coisas sempre me fascinou! Mais um ponto para a professorinha simpática.

Quando o ano acabou, fiquei tão triste... pensei que nunca mais te ia ver. Já não eras só uma professora.

Realmente, quando as aulas acabaram tudo mudou, obviamente. Mas para melhor. Agora não te vejo apenas como a minha storinha preferida, mas sim como uma Amiga. Aliás, não tenho qualquer problema em dizer que te considero uma das minhas melhores amigas.
Apesar da diferença de idades, sempre tiveste uma enorme paciencia para mim. Sempre m ouviste atentamente e ajudavas-me, como continuas a fazer. Por mais parvas ou aborrecidas as minhas conversas, sempre estiveste para mim quando precisava. Quando precisei de ajuda com o exame nacional de macs, foste tu que me ajudas-te. Não tanto pelas explicações em si, mas por todo o apoio que me deste. Sabias que cheguei a pensar desistir? Nem foi preciso verbalizar-te isso, pois tu nunca deixas-te.

Sempre me ajudas-te a acreditar nos meus sonhos, a lutar por eles... enquanto a maioria das pessoas me dizia: "desiste, isso não é para ti", tu simplesmente me apoiavas e fazias-me acreditar que os sonhos valem a pena. O que nos realiza é mais importante do que pensar se será mesmo o mais acertado por causa do futuro.

Olho para ti, e tenho a minha inspiração: uma rapariga nova, completamente sozinha, aventura-se a ir para um país estrangeiro, pois no seu não pode exercer o que tanto quer, dar aulas numa língua que não é a sua, mesmo sabendo todas as implicações e dificuldades que isso possa ter. Foste atrás do que mais gostas de fazer - dar aulas. E não foram os obstaculos (bem grandes) que tiveste pela frente que te deixaram parada.

Só te desejo tudo o que de melhor há neste mundo, e que sejas sempre uma vencedora que já és, porque se há alguém que mereça, és tu. És uma professora que vale a pena. Não é o teu diploma que faz de ti uma boa professora, mas o teu amor ao ensino e às pessoas. Sem isso... não vale a pena.
És uma aventureira, uma corajosa, um exemplo para toda a gente.

Sabes o que te diferencia de muita gente? A tua humildade apesar de teres a plena noção do que vales, o teu sorriso mesmo quando estás triste, a tua palavra amiga, o teu sentido de humor, o teu interesse, a tua simpatia, a tua "criança" que não morre, o teu carinho pelos outros, a tua coragem, e podia passar aqui imenso tempo, mas vou abreviar com umas simples «reticências» para poder prosseguir...

Sempre que pensares em desistir, olha para dentro de ti: tens uma força enorme para fazer mais, muito mais do que tu imaginas que possas aguentar. Eu sou um exemplo das pessoas que tu marcas, e tenho a certeza que marcarás muitas mais, e já marcas-te também mais do que sabes.

Gosto muitoooooooooo de ti Miss T.gelinha! Tenho saudades tuas. E, acredita, és das pessoas mais importantes que já passaram e existem na minha vida.

Obrigada por tudo. Adoro-te Amiga.

Força!