Começo a considerar que os amigos que duram para toda a vida são um mito.
Não há nada como os amigos, mas, infelizmente, já percebi que não duram para sempre. É natural, penso. Duram enquanto têm de durar e às vezes vão para lá do que tinham de durar, simplesmente, porque conseguimos ser muito teimosos e não aceitar a realidade... Muitos de nós vivem relações ficticias e chamam amigo a alguém que o foi, mas que pode já não o ser.
Porque consideramos pessoas com quem já nem falamos, como amigos? Penso que é porque essas pessoas marcaram-nos muito e deixaram, fortemente, a sua marca em nós. Não conseguimos esquece-los, nem tudo o que passámos ou aprendemos com eles. Mas será que esse passado vivido, apesar de ter tido consequências na forma como vivemos o presente, faz com que presentemente essas pessoas sejam nossos amigos? Que exista uma amizade? Mas o que é que é a amizade, então? Não requer uma relação constante de conhecimento e partilha?
Sempre acreditei na amizade para toda a vida. Hoje... não acredito. Pelo menos, não numa amizade activa (é mais seguro dizer isto). Por muito que não aceitemos, as pessoas acabam por se afastar, a perder contacto... até ao dia em que se tornam quase desconhecidas e começam a ter conversas de conveniência, parecendo que o tempo que estiveram separadas apagaram qualquer novidade relevante para ser contada, opostamente a quando se viam todos os dias e tinham sempre algo novo para falar.
A amizade é algo muito complexo e não pode ser ignorada, nunca! Porém, já me considerei uma pessoa com muitos amigos... neste momento sinto-me confusa em relação a quem serão aqueles que são (e que ainda o são) meus amigos... de verdade.
6 anos de Henrique
Há 7 anos
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