domingo, 12 de abril de 2009

"Grande Pensação 2"

Tema: "No chão vi uma seringa"

22 de Outubro de 1998

"Liliana, Raquel e Inês estavam a passear e de repente viram uma seringa. Raquel disse: - É melhor não mexer-mos nesta seringa.

- Porquê? Perguntou a Inês

- Porque pode ter droga e não se sabe quem a usou, disse a Liliana.

- É melhor irmos ao parque em vez de estarmos aqui paradas, disse a Inês.

- Tens razão, concordou a Liliana.

As três foram para o parque mas viram um monte de seringas, então a Raquel disse: - É melhor seguirmos as seringas para sabermos quem as usa e não tem o cuidado de as destruir.

- Mas a Inês vai chamar dois adultos, disse a Liliana. E todas ficaram de acordo.

Seguiram o rasto de montes de seringas que pareciam setas e finalmente encontraram quem as tinha: era um enfermeiro. Já não tinham nada a temer, mas quando a Inês chegou com dois adultos fartaram-se de rir, mas aprenderam uma grande lição: mesmo que vejam uma seringa e pensem que é de um enfermeiro, nunca toquem nelas porque podem não ser".


lolol... Não se esqueçam que as seringas que encontram no chão da rua nem sempre podem ser de um enfermeiro ok? Eu nunca mais me vou esquecer desta lição. Ah e é engraçado que a Liliana era sempre a que tinha as respostas mais responsáveis (isto é....) ...

sábado, 11 de abril de 2009

As férias estão a acabar, nem acredito como passaram rápido. Parece que tudo o que é bom passa realmente rápido, aliás ultimamente acho que tudo (bom e mau) passa rápido, algo que me assusta e me faz pensar bastante. O tempo está a passar tão rápido e a vida com ele e isso é o que assusta mais.

A sociedade está doente de tanto stress, de tanta correria, tanto trabalho, tão pouco tempo livre. A sociedade do lazer está a crescer mas a vida das pessoas tende a não acompanhá-la com este ritmo frenético com que a vida nos passa à frente.

Acho que temos de levar a vida menos a sério, quer sejamos estudantes, trabalhadores, desempregados ou qualquer outra coisa. Temos de levar tudo isso a sério senão não evoluímos e o nosso futuro fica confiscado, mas talvez não tão a sério (não chegando ao exagero de muita gente que vejo nas faculdades, por exemplo). É tempo (é sempre tempo enquanto há vida) de viver, de parar e saborear cada momento pois este nunca mais voltará e parece que cada vez passa mais rápido, de evoluirmos, de fazermos as coisas de que gostamos, de estarmos com as pessoas de quem gostamos e que gostam de nós e de nos entregarmos a elas, é tempo de sermos (realmente) felizes.

A vida é para ser vivida, então porque temos sempre de pensar o que é que os outros irão pensar das nossas acções, o que será politicamente correcto de se fazer/dizer, termos de seguir normas e vidas pré-definidas à nascença? O Ser Humano é mesquinho, é mesmo. Que importa tudo isto? O que importa é sermos felizes, é isso que vai contar quando formos velhotes e olharmos para trás, para a nossa existência.

O que coloca as pessoas neste estado de sobrevivência é, digo eu, o medo do futuro. Tudo o que fazemos é para que possamos ter um futuro melhor, o problema é que estamos a prejudicar o presente e com ele o futuro é também afectado negativamente ao prejudicar-nos a nós como pessoas. Somos todos vitimas de nós próprios (eu falo mas sou também um exemplo claro disso) e da evolução (?) da sociedade actual que nos obriga a acompanhar o seu ritmo.

Quando comecei este post era para ser um post sobre o facto de as férias terem passado rápido e ainda ter muita coisa por fazer. Adorei as férias e não me apetecia nada voltar às aulas na segunda... Bem, o post era sobre isso. Nota-se? A mente é surpreendente, realmente.

"Grande pensação 1"

Encontrei uma preciosidade: as minhas coisinhas da escola primária. É incrível o tamanho da minha imaginação e o facto deao ler as composições ainda hoje me lembrar do que sentia, pensava e via no momento em que as estava a escrever. Vou deixar alguns dos meus textinhos para lerem, tal e qual como foram escritos.

O título do post está relacionado com a seguinte frase que eu disse à minha mãe certo dia quando vinha da escolinha: "Mãeee, mãeee, sabes o que é que a professora disse? Ela disse que eu tenho uma grande... uma grande... PENSAÇÃO, mãe!! Uma grande pensação". Sinónimo de imaginação, claro. eheh Que saudades...


Aqui vai:

12 de Outubro de 1998 (9 aninhos)

Tema: Põe a tua cabecinha a pensar e imagina um conto começado por: Era uma vez....

«Era uma vez um ovo que andava e falava na sua terra, ninguém gostava dele porque era um ovo e chamaram-lhe o fracasso. Um dia o ovo muito triste, foi-se embora para o fundo do mar. Ele encontrou uma sereia, a sereia fartou-se de gozar com ele, mas de repente apareceu um polvo e atacou-a, a sereia começou a gritar por socorro e o ovo muito furioso lutou com o polvo, e o polvo largou a sereia e começou a fugir, a sereia muito agradecida deu-lhe uma barbatana e o ovo foi-se embora.

Mas desta vez foi para a Índia onde encontrou um menino índio que começou a gozar também do ovo, mas de repente houve um tremor de terra onde o menino índio ia quase caindo, ele também gritou por socorro e o ovo tirou-o do buraco e deu um grito que o tremor de terra desapareceu. O menino índio muito agradecido deu-lhe uma pena e o ovo foi-se embora ter com um amigo e o amigo deu-lhe uma péssima notícia, os brinquedos tinham desaparecido e então o ovo armou-se em detective e encontrou os brinquedos num saco e quem tinha o saco era um ladrão, então o ovo fez uma coisa ao ladrão e o ladrão deixou cair os brinquedos e foi-se entregar à polícia. Assim todos começaram a chamar ao ovo, "o ovo corajoso".»

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Visita nº2

Hoje fizemos uma visita a outra quinta e foi muito bom. Acho que, em princípio, será esta a escolhida mas não posso afirmar nada porque ainda temos alguns locais para ver e só depois disso é que vamos fazer a escolha final.

Apesar de ser muito emocionante ver quintas e pensar no dia, tudo isto é muito cansativo. É complicado escolher um sítio porque há sempre alguma coisa que não nos agrada e não temos propriamente um grande leque de quintas para escolher com as condições que queremos. Bem, dentro das que temos, teremos de ver qual a que nos preenche melhor. Teremos sempre de abdicar de alguma coisa e isso é cansativo (não encontro outra palavra). De qualquer das formas, nada disto tira a alegria que é começar os primeiros preparativos para o nosso grande dia. Terei que abdicar de algumas coisas mas será o nosso dia e é só isso que importa. Estou feliz. A quinta tem uma envolvência natural fascinante, tem uma paisagem lindíssima, não é muito longe e dá para fazer, em princípio, tudo aquilo que nós queremos. Que mais posso eu querer?

Confesso que quando entrei na quinta, o primeiro impacto foi negativo mas, neste momento, estou tão contente por ter encontrado um lugar assim que nem sei... Fui injusta. Vamos lá ver. Só quando acabar a ronda aos locais é que vou saber qual escolher e tenho a certeza que será perfeito.

Ah, desta vez a senhora que nos fez a visita à quinta só olhava para o meu namorado e parece que só lhe ligava a ele. Afinal não é só a noiva que importa. Pronto, eu prometi-te que deixava cá este comentário (eheh).

terça-feira, 7 de abril de 2009

Malabarismo para o cérebro

Artigo tirado daqui.

Aprender a manter três bolinhas no ar faz o córtex aumentar, conclui estudo.

«Você certamente já tentou com laranjas ou bolas de tênis, não conseguiu passar da segunda laranja sem deixar tudo cair no chão, e deixou o exercício para lá. Mas se houver motivação suficiente, como a esperança de uma namorada impressionada ou de um trocado suado no sinal de trânsito, você e os meninos de rua conseguem aprender a manter três bolas no ar durante um bom minuto. Como?

"Graças a mudanças funcionais no cérebro", seria a resposta tradicional. Uma vez adulto, o cérebro não mudaria mais sua estrutura, embora continuasse capaz de alterar seu funcionamento, enquanto aprende uma nova palavra e seu significado ou como dedilhar um instrumento musical. Um simpático estudo alemão publicado na revista Nature, no entanto, mostra que o cérebro é capaz de fazer ainda mais: sua estrutura muda, sim, com o aprendizado.

Arne May e colaboradores, na Universidade de Regesburg, Alemanha, pediram à metade de um grupo de 24 jovens voluntários que aprendesse a manter três bolinhas no ar durante ao menos um minuto, naquela manobra clássica do malabarismo em que as mãos se alternam para jogar bolinhas para o alto, na frente do rosto. Antes de começar o treino, todos os voluntários -- mulheres, na maioria -- submeteram-se a uma sessão de ressonância magnética, para registrar em detalhes a estrutura pré-malabarismo de seus cérebros.

Passados três meses, durante os quais as jovens ficaram craques em manter as bolinhas no ar, todos os voluntários, novos malabaristas ou não, passaram por outra sessão de ressonância magnética, em busca de alterações estruturais em áreas do córtex cerebral que pudessem participar do novo talento. Resultado: enquanto o cérebro dos não-malabaristas não mostrava alteração alguma, duas regiões no córtex de todos os novos malabaristas tinham aumentado uns 3% de tamanho.

As duas regiões aumentadas com a prática da manutenção de bolinhas no ar participam do processamento visual: uma é responsável pela visão de movimento dos objetos, a outra pela sua localização espacial. Curiosamente, os pesquisadores não encontraram nenhuma alteração em áreas corticais responsáveis pelos movimentos das mãos. Por que não? "Aprender malabarismo envolve principalmente a percepção de objetos em movimentos e a antecipação de sua nova localização espacial a cada momento", sugere a equipe, "e um controle motor apenas bom, o que todos os nossos voluntários já tinham." Portanto, o treino deve levar a alterações em regiões visuais do córtex, e não em regiões motoras.

E se o treino com as três bolinhas faz regiões do córtex expandir, a interrupção do treino faz com que essas regiões... voltem ao normal. Após o exame que constatou a expansão cortical, os pesquisadores pediram aos novos malabaristas que não tocassem mais nas bolinhas: durante outros três meses, eles não deveriam nem praticar, muito menos tentar melhorar seus dotes com uma quarta bolinha.

Findos os três meses sem treino, todos os voluntários passaram novamente pela ressonância magnética para medir o tamanho daquelas áreas que haviam aumentado. Quem não havia aprendido malabarismo continuou com tudo bonitinho, do mesmo tamanho. Os que haviam aprendido mas deixaram de praticar ainda tinham uma ligeira expansão daquelas duas regiões do córtex visual, mas a expansão era mais discreta: pouco mais de 1% em relação ao estado inicial. Ou seja: as áreas visuais que provavelmente participaram do aprendizado estavam voltando às origens.

E as habilidades malabarísticas dos voluntários também. Para seu desapontamento -- mas nenhuma surpresa --, eles agora deixavam as bolinhas cair no chão. Sinal de que a expansão do córtex não só é função do aprendizado, como também pode ser a diferença que permite a execução bem-sucedida da tarefa.

Mas além de demonstrar que o cérebro adulto ainda é capaz de mudar sua estrutura, o maior feito da equipe talvez seja confirmar o que neurocientistas de várias especialidades já vêm pregando há tempos: "seu cérebro/neurônios/sinapses: use-os ou perca-os". A massa adicional de córtex -- não se sabe se composta por novas conexões, células gliais ou, quem sabe, até por novos neurônios -- adquirida com o aprendizado do malabarismo só se mantém enquanto servir para alguma coisa. Pare de praticar e seu córtex desaprende.

E então só resta começar tudo de novo. Mas com um consolo: em três meses de prática, as regiões necessárias do córtex deverão conseguir expandir de novo, e seus dotes malabarísticos serão recuperados. E aí, que tal ir correndo buscar três laranjas na geladeira e ver se você consegue expandir seu córtex visual?»

Fonte:
Draganski B, Gaser C, Busch V, Schuierer G, Bogdahn U, May A (2004). Changes in grey matter induced by training. Nature 427, 311-312.

Fixe, hein? Lembrei-me de pesquisar isto após ter passado a manhã a treinar. Confesso que já estava bem enferrujada. Tenho de começar a treinar com 4 bolinhas... Ui! :)

segunda-feira, 6 de abril de 2009


Uma semaninha de férias. Ah tão bom. Acho que todos os estudantes e profissionais do país deviam ter, de vez enquanto, uma semaninha de pausa para poderem desfrutar da vida e aproveitarem para porem as suas coisinhas em dia.

Eu que o diga... Hoje foi um dia de pausa fantástico. Acho que o dia de hoje foi mais produtivo (a nível pessoal pelo menos) do que um mês inteiro. Acordei de manhã e fui fazer uma caminhada enquanto ouvia música no meu mp4. Quando voltei para casa, joguei eye toy (eheh) e depois fui para o baloiço do meu quintal aproveitar o sol e ler o meu novo livro (que aproveito para dizer que até agora tem sido muitíssimo bom). À tarde fui para uma esplanada beber um capucciono e estudar durante uma hora Administração e noutra hora ler o meu livrinho novamente :) Fogo, há tanto tempo que não sabia o que era ler algo simplesmente por lazer. Enquanto lá estava, estive a ouvir os passarinhos a cantar e a vê-los a brincar uns com os outros, foi tão bom.

Ainda tive tempo de dormir e brincar com a minha a minha Sweety linda. São dias destes que nos fazem detestar o Inverno porque basta acordar e olhar para o sol que ficamos logo bem-dispostos e com vontade de saltar da cama :) Tão bom.

Fiquei triste porque no café ouvi uma história de um cão da vizinhança que tinha levado um pontapé no olho e ficou completamente deformado, de seguida foi abandonado e agora está com uma vizinha. Fiquei tão agoniada com o nojo que senti de quem lhe fez aquilo. Quem é o animal afinal? Deviam enjaular essa pessoa, sinceramente... Os seres humanos devem, de facto, ser a pior espécie que existe neste planeta. A razão pode ser muito importante e fazer de nós seres “superiores”, no entanto acho que é essa mesma razão e aquilo que ela nos permite fazer que nos torna em verdadeiros monstros neste mundo.

Segundo contacto realizado. Em principio esta sexta-feira já vamos ver a próxima quintinha... :)

domingo, 5 de abril de 2009

Ontem começou oficialmente a época de preparativos para o casamento. Eu e o meu namorado, tivemos a nossa primeira visita a uma quinta e foi uma sensação espectacular. Quer dizer... foi espectacular e muito esquisita. Foi tão estranho e fiquei tão envergonhada porque pensei que iam estranhar por causa da minha idade, no entanto acho que não estranharam e fiquei muito à vontade com o tempo, ainda mais à vontade do que o meu namorado que é mais velho que eu ahah.

Achei piada é que a senhora queria saber muito mais a minha opinião e sempre que falava era sobre a vontade da noiva... eheh. Coitados dos homens. Foi mesmo agradável, mas ainda vamos ter de ver mais. Aliás, acho que vou agora mesmo fazer o próximo contacto. Sim, é incrível, mas já há montes de marcações para o ano que vem...

A partir de agora vou começar a deixar aqui todos os preparativos e todas as coisinhas para o grande dia :) ai ai tanta coisaaaaa..

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Próximo livro a ler: O Vendedor de Sonhos de Augusto Cury. Já o tenho debaixo de olho há meses e quando fui a semana passada perguntar por ele na biblioteca municipal disseram-me: "tem pelo menos uns 3 meses de espera por pessoas à frente". Fiquei ainda mais curiosa.



Nunca me esqueças de Lesley Pearse

Hoje comecei a ler um livro, não resisti... No meio de tantos livros lá estava este e eu pensei: "Não, não vou comprar um livro a meio do semestre". Ficou para trás... Mas ao fim de duas semanas não aguentei. Comecei hoje e acho que vou gostar, ainda por cima é uma história verídica como eu gosto. Já não sabia o que era ler um romance desde que entrei na faculdade...


Sinopse:

"Num dia…
Com um gesto apenas…
A vida de Mary mudou para sempre.
Naquele que seria o dia mais decisivo da sua vida, Mary – filha de humildes pescadores da Cornualha – traçou o seu destino ao roubar um chapéu.
O seu castigo: a forca.
A sua única alternativa: recomeçar a vida no outro lado do mundo.
Dividida entre o sonho de começar de novo e o terror de não sobreviver a tão dura viagem, Mary ruma à Austrália, à época uma colónia de condenados. O novo continente revela-se um enorme desafio onde tudo é desconhecido… como desconhecida é a assombrosa sensação de encontrar o grande amor da sua vida. Apaixonada, Mary vai bater-se pelos seus sonhos sem reservas ou hesitações. E a sua luta ficará para sempre inscrita na História.
Inspirada por uma excepcional história verídica, Lesley Pearse – a rainha do romance inglês – apresenta-nos Mary Broad e, com ela, faz-nos embarcar numa montanha-russa de emoções únicas e inesquecíveis".


terça-feira, 31 de março de 2009

The Corrs

A minha banda preferida :D Espectacular!!





Citanto Augusto Cury (o meu autor preferido) em entrevista ao Jornal Destak (31/03/09):

" A sociedade está doente?

Vivemos numa sociedade doente. O normal é ser doente e stressado. A sociedade se converteu num manicómio global. Por isso é que eu grito nos meus livros que esta sociedade é um manicómio global, e toda a gente está a concordar. Onde estão as pessoas tranquilas? Onde estão as pessoas que param os carros para contemplar uma praça com flores? Onde estão as pessoas que param para escutar este pássaro? Os romanos viviam 40 anos em média e nós vivemos 70/80 anos, mas a vida média biológica aumentou e a vida média emocional diminuiu. Já notou que a vida passa rápido? Não percebe que daqui a uns anos vamos estar na solidão de um túmulo? O que precisamos de fazer para viver o máximo dentro do mínimo? Temos de ser gestores do nosso tempo, caso contrário somos vítimas do nosso próprio sucesso.

Como se distingue uma pessoa feliz de uma pessoa conformada com a vida?

Uma pessoa conformista é escrava das ideias tirânicas, tais como «não tenho capacidade», «não consigo conquistar», «não faço a diferença na relação com as pessoas» ou «não consigo libertar o meu imaginário para criar soluções para os problemas». Uma pessoa que acha que está destinada a ser uma fracassada tem um pensamento mórbido. Quem crê em destino também é uma pessoa que vive uma vida pessimista, angustiada, contraída. O destino não é inevitável frequentemente. O destino é uma questão de escolha. Alguém que não consegue filtrar estímulos stressantes tem hipersensibilidade. Uma pessoa sensível preocupa-se com o amanhã, uma pessoa hipersensível vive o amanhã como se fosse real. Uma pessoa sensível preocupa-se com a dor do outro, uma pessoa hipersensível vive a dor do outro. Pessoas hipersensíveis desenvolvem transtornos emocionais como depressão, sensação de vazio existencial, mente agitada, irritabilidade, flutuação emocional. "

segunda-feira, 30 de março de 2009

Comentário ao filme Revolutionary Road:


..

domingo, 29 de março de 2009

O reencontro

Estive afastada de uma grande amiga minha durante muito tempo. Afastámo-nos como ambas nunca pensámos ser possível. Cheguei a questionar se a amizade realmente existiria... Criei uma teoria: Os amigos não existem. Existem até à adolescência mas depois passamos a ter um conjunto de conhecidos e uns mais conhecidos do que outros. Mesmo assim continuei sempre a ter algumas pessoas que considerava minhas amigas, é claro. Mas a dúvida esteve sempre bem vincada
Quando quase pensámos em desistir da nossa amizade de tantos anos...algo aconteceu. Não sei o que foi. Nas últimas saídas (muito poucas em 3 anos) parecia que não nos conhecíamos, ficávamos desconfortáveis uma com a outra, tínhamos conversas bastante formais e quase sem conteúdo pessoal. Já tinha medo de ir ter com ela ou de falar porque tinha medo de começar a aceitar que a amizade tinha acabado e que já não a conhecia. Felizmente, parece que houve um clique. Estivemos juntas há uns dias e pareceu que tínhamos retrocedido 4 anos, parecia que nunca nada tinha mudado e não conseguimos parar de falar. Foi tão bom. Agora não paramos de falar e já combinámos imensa coisa. O medo desapareceu...

Estou feliz, tão feliz com isto. Com espero que não seja apenas uma fase, mas o inicio de uma nova fase de uma grande amizade que começou há 10 anos atrás.
Respirar fundo. Finalmente. Ao final do dia de Domingo sinto-me feliz... mesmo após um fim-de-semana horrível e cheio de incidentes. Tenho andando bem disposta, muito bem disposta. Não durmo à mais de 48 horas, estou doente e mesmo assim estou bem disposta. Deve ser a Primavera, este Sol maravilhoso que não nos deixa perder o sorriso, mesmo quando, por momentos, não há motivos para o ter.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Os Angolanos estão muito felizes. Tenho a certeza que sim. Após estes dias com o papa por perto, tenho a certeza de que a vida deles mudou para sempre. Agora sim, tudo será diferente...para melhor!

O papa fez a seguinte afirmação: "Em nosso coração não haverá paz enquanto existirem irmãos que sofrem com a falta de comida, de trabalho, de casa ou outros bens fundamentais". E notou-se que ele estava a falar a sério. Viu-se no seu semblante carregado que havia uma genuina preoupação. A não ser que... a não ser que o semblante estivesse carregado pelo peso da cruz carregadinha de ouro que ele trazia ao pescoço. Pois, devia ser isso.

O papa é um querido (permitam-me as confianças) apelou à luta pela pobreza e por isso quis demonstrar já à priori o que é viver à grande e à francesa (ou neste caso à vaticano).

Será que o papa seria capaz de ajudar o povo, tipo vender a cruz de ouro, dar dinheiro da caridade, sei lá, deixar de viver no luxuoso vaticano e passar a viver numa casinha comum e passar a construir igrejas de madeira, tudo isto para ajudar aqueles que mais precisam? Ou até mesmo para ajudar os crentes católicos que passam por dificuldades?

Só faltava apelar à doação de dinheiro à igreja para que Angola possa, de facto, prosperar e acabar com a pobreza. Se calhar dava mais efeito. Bolas.

Estou mesmo contente. Era mesmo de uma coisa destas que Angola precisava, aliás toda a África prosperará após este acontecimento. Porque não pensaram nisto antes?

terça-feira, 17 de março de 2009

Há muito tempo que não faço malabarismo... Tenho de retomar bons velhos hábitos :)

Eu sou tantas pessoas numa, daí as dificuldades que por vezes tenho em perceber quem sou eu. A minha excessiva preocupação e timidez não me deixa ser eu própria quando estou com as outras pessoas, forçando-me, inconscientemente, a ser outro alguém que nem eu própria conheço nem quero conhecer, alguém sério. É como se existisse uma obrigação em ser essa pessoa, por muito que eu não queira. Talvez seja medo de que as pessoas me magoem, talvez seja isso que me faça distanciar-me... Não sei.

Quando estou com pessoas com quem estou genuinamente à vontade (raras) aí sim, sou eu. Como eu gosto de ser eu própria. É uma sensação de liberdade tão boa. Quem me conhece verdadeiramente não tem energia suficiente para me seguir durante muito tempo. Sou como uma criança… o meu namorado às vezes até fica acanhado com as figuras que eu faço. Não aguento estar parada, não aguento falar sobre o mesmo assunto durante muito tempo, tenho de brincar, mexer-me, atirar-me para o chão, fazer macacadas, fazer caretas e rir-me… adoro dar aquelas gargalhadas libertadoras que são mesmo verdadeiras. Eu sou assim e gosto. Infelizmente, são raras as pessoas que me conhecem verdadeiramente.

Eu sou uma pessoa feliz e bem disposta, mas não sei porque não o consigo mostrar aos outros. É por isso que digo que me sinto presa, que tenho dúvidas, que não sei quem sou porque não sei ser eu quando quero… e isso irrita-me profundamente. Apesar de a maior parte das pessoas que me conhece, me achar divertida… eu tenho noção de que tenho na maior parte das vezes um semblante carregado com um ar sério e cansado. Porque? Não sei mas não sou eu…

É tão difícil para mim estar à vontade com as pessoas. Devo ser assim uma espécie de anti-social que, no entanto, adora pessoas mas que não sabe estar com elas… Não tem muita lógica, pois não? Raio da timidez.

Mas tenho de admitir que eu também sou esquesita... Digo que não tenho amigos, que não me identifico com a maioria das pessoas que conheço e que não me sinto bem com elas... e depois queixo-me para dentro. Muitos dizem que é defeito meu, mas eu acho que não... Acho que as pessoas estão cada vez mais más e mesquinhas e eu não me sinto bem com pessoas assim. Qual é a piada de estar horas sentada em grupo numa mesa a falar mal dos outros? Os nossos defeitos não nos chegam? Ou qual é a piada de falar todos os dias durante horas intermináveis de sapatos, de maquilhagem, de lingerie, de engates na discoteca e da forma como se gasta ordenados inteiros nessas coisas? Bem, pode até ser muito interessante, mas para mim não é. E eu não tenho culpa disso. Talvez tenha de procurar melhor...

segunda-feira, 16 de março de 2009

Sou mesmo boazinha demais... Estou tão farta...

domingo, 15 de março de 2009

Nesta nova fase da minha vida, sinto-me num misto de emoções incrível. Às vezes não sei se me sinto feliz ou triste. Às vezes não sei o que sinto. É estranho e desconfortável porque se estou triste, choro e passa e se estiver feliz, aproveito. Mas assim…assim não sei como lidar com as sensações que sinto.

Sinto-me a levitar nas nuvens de tanta alegria e felicidade que sinto pela fase que estou a começar a viver de preparação para uma fase ainda melhor que que vou começar a viver para o ano (confuso?). Todas estas fases seguem-se de uma fase que se iniciou há um ano e 4 meses e eu sinto-me tão feliz. Sinto que nunca fui tão feliz desde essa altura, mesmo tendo acontecido tantas coisas pelo meio que me poderiam mandar ao fundo totalmente. Foi na altura certa. Agora sei… Ansiava pelo momento mas ele surgiu quando devia ter surgido. Sou uma sortuda e sinto-me, de facto, assim. Obrigada!

No entanto, porque é que estou num misto de emoções? Deveria estar sempre a levitar, feliz, com um sorriso no rosto e a caminhar sem qualquer peso a prender-me. Mas não é bem assim. Preciso de mudar em tantos aspectos da minha vida, da minha pessoa. Tenho de descobrir melhor quem sou eu e como o ser. Sim, acho que não sei ser eu própria. Estou presa a algo que não me deixa surgir. Não sei o que é… quem me dera saber para lhe poder dar um chuto no cu (tinha de dar cabo deste texto ou não fosse isso uma característica minha que quero que prevaleça…). Vêem? Até aqui, na escrita, demonstro um misto de emoções e sensações.

Já tive muitas certezas na vida mas acabei quase sempre por perceber que essas certezas não eram assim tão certas e que não eram para mim. Ao princípio riposto sempre… não aceito mas tenho a sorte de acabar sempre por perceber (por mais que demore) que tenho a sorte de não ser eu a comandar totalmente a minha vida… Ai as asneiras que já teria cometido. Quase tudo o que me acontece, acabo por perceber que é o melhor para mim.

Quanto mais escrevo este texto, mais confusa me sinto. Demonstra confusão que vai na minha mente. Tenho tanto a descobrir… sobre mim, sobre a minha mente. Tenho de saber lidar comigo mesma, crescer. Preciso de me libertar para me libertar porque se continuo assim nunca darei uma oportunidade a mim própria, a quem está cá dentro gritando por uma oportunidade para aparecer.

Eu sempre quis ter uma criança dentro de mim, mas não até este ponto. Vulnerável, confusa, amedrontada, presa… Não é isto que quero. Quero crescer… Não sei porque não consigo. Tenho de tomar uma posição. Acho que o meu problema é ser boazinha demais e conceder aos outros que me magoem até ao ponto que quiserem, quando quiserem. Talvez se eu fosse má… talvez aí conseguisse libertar-me de todas estas amarras. Mas eu não quero ser má. Nunca! Acho que nunca o vou conseguir mesmo tendo eu dentro mim tantas coisas más como qualquer pessoa. Gostava de ser mais forte, muitooo mais forte.

Por muito mal que certas pessoas me façam, por muita “raiva” que me façam sentir delas… Eu sei que se me dessem oportunidade de me vingar, eu desejar-lhes-ia uma boa vida e nunca mais olharia para elas, simplesmente. É estúpido… Não da parte delas, mas da minha! Quero mudar mas ao mesmo tempo não quero…

Acho que nunca vou compreender certas pessoas – as pessoas más e venenosas que só se sentem felizes a fazer mal aos outros. Mas, acima de tudo, acho que nunca vou compreender pessoas como eu.

Desculpem... acho que ninguém irá compreender este post louco. Mas fez-me sentir bem escrevê-lo.

sábado, 14 de março de 2009

Eye toy Kinetic Fitness e Kinetic Combat



A minha nova aquisição para a PS2. Este novo conceito de jogos é mesmo fixe... além de me fazer perder horas de estudo, faz-me fazer figuras tristes e decadentes à frente da TV durante imenso tempo. E como se não bastasse, fico cheia de dores no corpo durante dias.

Recomendo!
É horrível ter vontade de ler algo novo, entrar numa qualquer livraria e não me conseguir decidir entre os 47946161561661 livros que me apetece comprar e ler no próprio dia...
Dou comigo a pensar que quanto mais cresco menos sei. Acabaram-se as certezas de criança. A ignorânia pode ser, por vezes, uma loucura feliz. Muito feliz. De que nos vale sabermos tanto se esse tanto não nos fizer feliz? Valerá a pena termos a noção das nossas preocupações, das nossas inquietações, daquilo que nos trava, nos bloqueia?...
Ser criança é a melhor fase da vida: cheia de certezas, mas de certezas oportunas e pontuais. Certezas daquilo que queremos e do que não queremos e não daquilo que não somos e não queremos saber. Certezas de que vamos conseguir aquilo com que sonhamos, o que queremos.
Às vezes ainda penso como uma criança. Eu não me importo. Os adultos são adultos demais para serem felizes. É preciso moderar o pensamento entre reflexão e impulso e não deixar que a reflexão nos prenda a um banco onde, impavidamente, assistimos o que vai acontecendo...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Hoje levei com um balão de água mesmo em cheio na cabeça... soube mesmo bem!! Deu para refrescar as ideias e reforçar a minha opinião: o carnaval não presta e ainda bem que amanhã os miudos voltam a ser todos trancados na escola... E desta vez sem direito a amendoins!

sábado, 14 de fevereiro de 2009


Parabééééns, amorzinho :)

Aqui fica uma foto dos biscoitos que fiz ontem para lhe fazer uma surpresa! Sim eu sei que ficaram queimados (pretos mesmo), mas foi a primeira vez que fiz biscoitos :P

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Aqui vai uma entrega ao domicilio para a Queen of Hearts:



Bolo de canela e açucar cortado aos bocadinhos. Ok, pronto não ficou lá com muito bom aspecto mas está bom (sim, não resisti!)...

Serve-te à vontade, mas deixa mais uma fatia para mim, ok?
Hoje está um dia espectacular e até parece que a Primavera chegou :) Só me apetece dar pulinhos de tão contente que estou com este tempo.

Ontem almocei na esplanada de um restaurante, mesmo com o sol a bater-me na cara. Quando dei por mim, já lá estáva há 3 horas e meia a assar sem ter dado por nada(e eu que normalmente não aguento mais de 30m sentada). Foi tão bom... tão relaxante... parecia mesmo que tinha acabado de sair de um dia de praia: exausta, com uma sede interminável e as bochechas super vermlhinhas... ai ai :)

Váááá, Primavera volta depressa!! Aqui te espero :) ... Só é pena as aulas começarem já na Segunda-Feira. Passaram tão rápido...

Mhamii!

É incrível como isto não falha: Começo a pensar em fazer dieta e fico mais gulosa do que era antes de pensar nisso. Aii! Pois é, decidi que desta é que é. Tenho de perder peso, mas agora ainda fico a pensar mais em doces... Mhamiii Chocolateeeeeee!! Estou a dar em maluca! Pensa no vestido rapariga, pensaaa...

Bem, vou só ali ver o forno para ver se o bolo já está pronto. Não, não é para mim. Fi-lo para a família, é claro, eu... eu só vou cheirar e babar-me como a Sweety!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Um excelente vídeo que apela aos professores que tomem atenção à importância das tecnologias na educação e aprendizagem dos alunos:

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Twitter

Descubri uma nova ferramenta da Web 2.0 - o Twitter. Quando vi o que era até fiquei de pé atrás... Não me convenceu muito, mas lá me inscrevi. Epá, é muito fixe. Estou rendida.

"O Twitter é um sistema de telegramas da Web 2.0", como diz o próprio site do programa.

Só tem piada quando se tem muitas pessoas para se seguir, porque estão constantemente a actualizar os comentários. E ainda há a possibilidade de receber sms gratuitos no telemóvel com os comentários sobre o que os amigos estão a dizer ou fazer (que eu não adicionei senão o meu tlm não parava lol).


Vídeo

Vá, vejam inscrevam-se lá Site do Twitter
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O meu twitter